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domingo, 26 de julho de 2009

O CRISÂNTEMO E A VELHA LATA



Tem certas coisas que marcam a nossa vida de forma muito profunda e mesmo que o tempo se passe, e a gente envelheça, é como se elas estivessem acontecendo no momento em que estamos nos recordando delas, e num destes momentos, Ana se lembrou de um homenzinho, pequeno como uma criança que ela conheceu quando ainda era apenas uma menininha.

Há muitos anos trás, a casa onde moravam, era na mesma rua onde ficava a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ela e sua família viviam na parte de baixo da casa e alugavam o piso superior do sobrado onde se hospedavam os pacientes que vinham de todos os lugares do interior para se submeter a tratamentos, que só eram possíveis na capital. A vida deles era muito difícil, ela tinha muitos irmãos e seu pai trabalhava dia e noite sem parar para poder sustentar a família e dar a eles o mínimo possível. Alugar parte de sua casa não foi uma decisão muito fácil, mas sem alternativa, não tiveram outra opção. Assim como a família de Ana, muitas outras na mesma rua faziam o mesmo, e pela qualidade do tratamento oferecido pela Santa Casa, a procura era grande e muitas vezes, não sobravam vagas para atender a todos que procuravam um lugar para ficar por alguns dias, ou mesmo dormir por uma noite.

Certo dia sua mãe estava terminando o jantar quando bateram à porta e ela foi atender. Ana, ainda pequena e curiosa, a seguiu até a porta. Quando Dona Zélia sua mãe a abriu, do lado de fora, havia um homem tão pequeno, que Ana imaginou a princípio que ele fosse algum amigo de seu irmão de nove anos. Contudo, ao olhar melhor, ela viu que ele tinha o rosto enrugado, cabelos grisalhos e sua pele, com varias manchas vermelhas, parecia sofrer de algum tipo de irritação, ou coisa pior. Sua mãe o olhou atentamente e Ana sentiu que ela até estremeceu, afinal o homenzinho não era nada agradável de se ver. Contudo, para surpresa das duas, quando ele disse bom dia a elas, sua voz era doce, suave e muito agradável. Ele estava lá como tantos outros na mesma situação, porque precisava de um lugar para ficar, mas não havia encontrado. Ele falou que talvez fosse por causa de seu rosto, que não era agradável de se ver.

Quem sabe até houvesse vagas, mas as pessoas não se sentiam bem com sua aparência e para se livrar logo do incomodo, diziam que não havia mais lugar. Disse também que os médicos tinham lhe assegurado que com mais alguns meses de tratamento ele ficaria curado. Sua mãe após ouvi-lo falar, para surpresa de Ana, mudou seu comportamento e ela o ouvia com um sorriso simpático e até conversou com ele, descobrindo que era de São Sebastião e seu ônibus só partiria da rodoviária pela manhã no dia seguinte. Ela lhe assegurou que na casa deles realmente não havia vagas, o que era a mais pura verdade, e que sentia muito em não poder ajudar. O homenzinho humildemente baixou a cabeça. Agradeceu a atenção, e então, após um momento de hesitação, ele disse a mãe de Ana que se ela permitisse, ele poderia dormir na varanda da frente e que de forma alguma, iria incomodar.

Sentindo naquele homem uma bondade, uma humildade e honestidade fora do comum, Dona Zélia disse a ele que iria encontrar um colchão ou colchonete para que ele pudesse dormir na varanda, arrumou uma cadeira para ele se sentar e entrou para terminar o jantar. Quando já estava tudo pronto e todos foram se servir, Ana perguntou a sua mãe se ela poderia chamar o “homenzinho” para jantar. Dona Zélia sorriu, deu um beijo em Ana e com um ar aprovador, mandou que ela fosse chamá-lo para se juntar a eles na mesa da sala de estar. Ana correu alegre e ao abrir a porta, disse a ele que sua mãe o estava chamando para jantar com eles e com a mesma voz suave e educada, agradeceu mostrando um saco marrom de papel, dizendo que ele já tinha o suficiente, mas agradecia de coração a bondade de sua mãe.

Depois do jantar, quando todos tinham terminado de ajudar a lavar a louça e guardar todos os itens em seus devidos lugares, Dona Zélia foi até a varanda, pois de alguma forma, ela sentia que precisava dar a ele um pouco mais de atenção. Não demorou muito para que ela descobrisse que aquele pequeno homenzinho, tinha um coração muito maior do que seu próprio corpo. A conversa se estendeu por algum tempo e ele contou que ainda trabalhava porque precisava ajudar sua única filha a sustentar quatro filhos, pois ela era doente também e seu marido a tinha abandonado. A mãe de Ana percebeu claramente, que de fato, em cada sentença que ele pronunciava, ele não estava reclamando de nada, que cada palavra dita por ele, era um prefácio de um agradecimento a Deus pela benção de viver.

Ele realmente estava a agradecido a Deus pelo fato de que sua doença, o que parecia ser algum tipo de câncer de pele, não lhe causava nenhuma dor e que a cada dia ele encontrava na fé, as forças que precisava para continuar em frente, seguindo seu caminho para cumprir sua missão. Na hora de dormir, Dona Zélia que já tinha por ele uma grande admiração, arranjou um jeito de colocar um colchão no quarto apertado onde Ana e seus irmãos dormiam todos juntos e excitados com a novidade, o arrastaram para lá. Foi uma noite memorável, para ela e seus irmãos. Ele contou várias histórias a eles, e enquanto falava, ninguém sequer piscava um olho. Nelas não havia Bicho Papão, nem Boi da Cara Preta, mas eram povoadas por anjos, fadas e duendes. Foi a noite mais agradável que tiveram em muito tempo. Já era tarde da noite quando todos foram dormir. Quando acordaram pela manhã ao som do despertador, ele já tinha se levantado. Toda a roupa de cama que Dona Zélia tinha colocado no pequeno colchão para ele dormir estava impecavelmente dobrada e ele estava na varanda.

Ele se recusou a tomar o café da manhã e pouco antes de sair para pegar o ônibus que o levaria à sua casa, como se estivesse pedindo à mãe de Ana um grande favor, perguntou se poderia voltar e ficar com eles na próxima vez que viesse à Santa Casa. Acrescentou que ficaria feliz de dormir na varanda até mesmo numa simples cadeira e que não iria incomodá-los de jeito nenhum. Com toda a sua humildade e simplicidade, enquanto Ana segurava a mão de sua mãe no portão onde estavam se despedindo dele, ela viu quando ele olhou para ela e para seus irmãos e sorrindo, disse à Dona Zélia que as crianças o tinham feito sentir-se em casa. Que os adultos e muitas outras crianças sentiam-se incomodados com sua presença por causa de sua aparência, as dela não. Para elas, sua aparência não importava.

Mesmo ainda pequenina, Ana se lembra de ter deixado uma lagrima sentida rolar de seus olhos. Ela se lembra de ter compreendido profundamente o que ele quis dizer. Dona Zélia apertou a mão dele e lhe disse que seria muito bem vindo quando quisesse e ele partiu sorrindo. Com sua pequena figura desaparecendo no final da rua ele ainda acenou. Dona Zélia olhou para Ana, e sorriu docemente. Na sua próxima consulta para o tratamento na Santa Casa ele chegou antes das seis horas da manhã. Como presente, ele trouxe um enorme peixe salgado e uma fieira de caranguejos o que foi a maior festa para as crianças. Trazer aqueles presentes foi uma coisa que ninguém esperava que acontecesse, afinal, quantos e quantos hospedes já haviam ficado em sua casa e nenhum deles sequer agradeceu a hospedagem e o tratamento que davam a todos. Nos anos seguintes, quando ele vinha para passar a noite com Ana e a família, nunca houve uma só vez que ele não trouxesse alguma coisa de presente.

Quando não eram peixes salgados, eram frutos do mar, quando não, eram frutas e vegetais que ele produzia numa pequena horta que cultivava. Algumas vezes, a família recebia via correio pacotes contendo queijos, doces, coisas não perecíveis, que ele mandava sempre com uma cartinha onde agradecia a Deus pela amizade de todos naquela casa, o que tornava os presentes duplamente preciosos para todos, pois sendo muito pobre, deveria estar fazendo grandes sacrifícios para poder posta-los. Dona Zélia, sempre que recebia uma destas lindas lembranças do bom homenzinho, lembrava-se de um comentário desagradável feito por Dona Sofia, a vizinha do lado, quando ele se hospedou na casa deles pela primeira vez. Ela disse em tom reprovador, que Dona Zélia não deveria hospedar gente como aquele horrível homenzinho, pois certamente iria perder muitos hóspedes por causa disto.

Nestes momentos de lembranças, Ana pensava que talvez eles tivessem perdido alguns hospedes por causa dele, mas se aquela vizinha e todos os hóspedes que eles perderam pudessem tê-lo conhecido, quem sabe a dor e o sofrimento de suas vidas teriam sido mais fáceis de se suportar. O tempo se passou, as coisas mudaram, os valores para muitos continuam os mesmos, mas hoje, ela sabe que toda a sua família vai ser eternamente agradecida por tê-lo conhecido, porque com ele, todos aprenderam que temos que aceitar as coisas ruins que nos acontecem na vida sem reclamar e as boas, com eterna gratidão ao nosso criador. Pouco tempo atrás, visitando uma velha amiga que tem verdadeira paixão por plantas e flores, ela a chamou para mostrar sua horta, suas flores e seu jardim. Num canto de uma cerca, havia uma destas latas de leite pó e dentro dela, a mais bela flor de todo o jardim.

Era um Crisântemo cor-de-rosa, absolutamente encantador. Ana pensou, mas não disse à sua amiga, que se aquela flor fosse dela, a teria colocado no mais belo vaso que tivesse em casa e a teria colocado na sala de estar, mas logo depois, sua amiga a fez mudar de opinião. Ela disse que estava sem dinheiro para comprar vasos e sabendo quão bela seria aquela flor, ela pensou que ela não iria se importar em começar naquela velha lata vazia de leite Ninho, pois seria por pouco tempo, somente o suficiente para ela crescer e ganhar forças, para depois ser transplantada no jardim. Sem querer, Ana começou a rir sem parar. Sua amiga contagiada também começou a rir junto com ela e depois de algum tempo, perguntou do que estavam rindo. Foi então que Ana contou a ela a historia do bom homenzinho e que ela estava rindo porque comparou o que tinha acontecido com o Crisântemo plantado na lata de leite Ninho, com a vida que ele levava naquele corpo feio e minúsculo.

Ana disse que imaginou a cena que aconteceu no Céu, no dia em que Deus escolheu a alma que iria colocar naquele corpo tão frágil e pequeno. Que dentre todas as almas, ele escolheu a mais bela, pois tinha certeza de que ela não iria se importar em começar num corpo tão pequeno. Sua amiga ouvindo a historia não pode deixar de ser tomada de uma grande emoção. Ela, uma amante da vida e da natureza, que sabia exatamente do que Ana estava falando, sentiu quando duas lágrimas quentes e sentidas rolaram livremente em seu rosto. Ao vê-la chorar, Ana a abraçou, e juntas, ficaram admirando a beleza e o esplendor daquele belíssimo Crisântemo, que nasceu, cresceu de floriu, naquela simples lata vazia de leite Ninho.

A visita de Ana à sua velha amiga foi ha apenas algumas semanas e o contato dela e sua família com aquele homenzinho tão pequeno e com uma alma e coração tão grandes, foi ha tanto tempo atrás, mas agora, ela imagina que assim como o Crisântemo que estava plantado na lata velha de leite Ninho deve estar enorme e encontrou seu lugar no jardim, quão grande também deve estar, já de volta ao céu, aquela alma linda e especial, que habitava aquele corpo tão pequeno.

Neste exato momento, ela deve estar em meio a tantas outras almas, tão lindas quanto o Crisântemo que nasceu e cresceu numa lata velha, mas com certeza, esta segurando a mão de Deus, nos Jardins do Paraíso.

Julgamos tudo pela aparência, não pelo conteúdo. Esquecemos de que dentro de uma caixinha, aparentemente simples e insignificante, pode estar escondido, um diamante de infinito valor...

Autor: José Araújo

8 comentários:

Nara disse...

"O crisântemo e a velha lata" nos leva a refletir sobre o que vemos acontecer todos os dias em nossas vidas. Sempre escolhemos tudo, até mesmo os amigos, pela aparência externa, sem nos preocuparmos com o íntimo das pessoas, que é o que, seguramente, tem mais valor. Podemos perceber isso através da atitude da vizinha, Dona Sofia. É assim que agimos com as pessoas que têm uma aparência diferente das demais. É o preconceito ditando normas a todos nós. Felizes daqueles que, como eu, têm acesso ao que você escreve, José Araújo, para que possamos repensar nossas atitudes e lembrarmos sempre que " dentro de uma caixinha simples e insignificante pode haver um diamante de infinito valor".

Parabéns, amigo, mais uma vez você foi brilhante!

Nadja disse...

Quantas e quantas latas velhas encontramos pelo caminho e por pudor, preconceito, racismo deixamos de cultivar nossos crisântemos de amor e amizade, fazendo o bem sem olhar a quem.
Nesse mundo de hoje, onde a beleza e a perfeição são cultivadas e adubadas em escalas cada vez maior, esquecemos de dar valor a verdadeira semente, aquela que será muito mais bela do que o vaso que certamente com o tempo irá de desgastar e ruir.
Você é um exemplo de carinho e atenção seja lá a quem for.
Bela lição meu amigo, que sirva de reflexão para que possamos ter mais tempo de ouvir do que falar, de olhar com mais respeito e carinho àqueles que apenas querem um pouco de solidariedade.
Bjkas querido, amo você

Isaulina disse...

José Araujo que lindo!!!
Eu fiquei encantada com esta reflexão
porque na verdade não importa a aparencia o que vale é o que vem do intimo, isto me deixa muito emocionada porque nos ajuda a refletir e também a repensar de como agir com os nossos semelhantes, isto me faz lembrar de certas pessoas que se afasta de um mendingo quando se depara com ele, coitado deste pobre homem ja esta na rua se senti tão rejeitado, e ainda as pessoas se afastam como se ele estivesse uma doença contagiosa, eu não queria esta na pele dele porque a rejeição é pior do que esta na rua
não são todos que se afastam mais a maioria que eu ja presenciei ai amigo isto corta o meu coração
"O crisântemo e a velha lata"
Que lindo este conto amigo!!
A lata era insignificante mais o que tinha dentro é de grande valor
Por isso que nós não devemos julgar ninguém pela sua aparencia,
pois muitas vezes aquelas pessoas que estão sendo julgada, tem um coração de ouro, é educada, carinhosa, não diz palavrão, e principalmente tem amor no coração ♥ não temos direito nenhum de julgar quem quer que seja, porque só quem conhece o nosso intimo é Deus, nem Deus nos julga ele é um pai amoroso que nos da diciplina com ternura e amor.
E ele pede para nós imitar ele, devemos ser amorosos com as pessoas
mesmos elas nos tratando com ignorancia, pois é muito dificil você ser amoroso com quem é ignorante, você pode mostrar amor ignorando sem precisar brigar ou revidar tem um ditado que diz assim: Uma palavra branda acalma uma guerra,
É José Araújo não tenho nem palavras para dizer sobre este conto porque é magnifico é muito lindo! é real, é verdadeiro, nos faz refletir verdadeiramente, é uma verdadeira escola aqui eu aprendo e muito seus contos tem me ensinado muitas coisas, eu amo esta aqui!
Ei José Araújo parabéns você é um escritor maravilhoso!!
Eu sei que tem muitos escritor mais igual a você não tem não rs rs
"Uma pessoa por fora pode ser insignificante, mais no intimo dela pode ser uma pessoa de grande valor e vale mais do que um diamante de infinito valor"
Se ela não vale para o ser humano mais vale para Deus e isso não tem preço.
kkkkkkk eu vou para por aqui se não eu vou ocupar todo o espaço e mais ninguém vai comentar rsrsrs
José Araujo eu pesso a Deus para ele da muitos anos de vida para você, quero ver você com 130 anos kkkkkkk e sendo escritor hem rsrs,
Porque você é meu preferido e unico escritor, e com você eu aprendo muitas coisas estou muito feliz de ter você como o meu amigo
Parabéns você é 100000000000 rs rs

Patrícia disse...

Nossa acabei de ler seu conto e amei. Pois realmente é a mais pura verdade, infelizmente no mundo em que vivemos as coisas são valorizadas pelo que veem os nossos olhos enquanto deveriam ser vistas pelo coração.
Quantas vezes nós mesmos não passamos por isso no dia a dia quando julgamos ou somos julgados pela aparência ao entrar num banco, restaurante,shop ou por estar vestido ou não saber como se comportar diante de uma situação.
Mais você soube traduzir isso tudo neste lindo conto,parabéns.
É muito linda toda a essência da estória,algo que mexe com nosso valores e principalmente com sentimentos.
Adorei mesmo,um beijo e parabéns amigo.

Lice Soares disse...

Cristo, na sua passagem pela Terra, insistia determinante: Não julgueis..." Na sua Sabedoria infinita,
Ele sabe que não somos capazes de ver e entender o essencial para um julgamento: a essência humana. Só enxergamos a aparência por ela julgamos, daí o nosso imenso erro.
Muito bonita a história. mais do que isso, reflexão pura.
Parabéns e um grande abraço.
Muita Paz para o teu coração e muitas inspirações.

mdb disse...

Sabe José, Deus nos ensina a vivenciar coisas maravilhosas e as vezes nem percebemos.Mas quando temos um coração manso e humilde, ganhamos Dele o dom de enxergar mais além de cada ser, que é a alma.Cada um tem uma alma conforme sua personalidade, assim eu acho e acredito.Aquele homenzinho foi bater em uma porta onde habitava uma família humilde e amorosa, que nas suas dificuldades sabia repartir bondade com outras pessoas.
D. Zelia era um exemplo de alma boa e soube educar os seus, para serem como ela e conseguiu.Ela sempre colheu coisas boas, porque sempre plantou o melhor.
Seu coração era aberto para acolher as coisas que Deus mandava e aceitava tudo com alegria de uma verdadeira cristã.
O mundo hoje é muito egoista e duro, os corações parecem ser feitos de pedras, mas ainda tem muita gente boa habitando nele.
Nós viemos aqui para servir e não para ser servido, palavras de minha saudosa avó, que acredito piamente.
Como era lindo o modo de Ana agir! Parecia que colava na mãe somente para aprender e como aprendeu! Sabendo até tirar um exemplo do crisântemo na lata velha.
Devemos sempre respeitar as linitações do próximo, pois ele deve ter nascido perfeito. E o que Deus iria querer dele, era somente aquela alma límpida e humilde, que sequer reclamava da doença que o acometia e que tantas pessoas tinham medo de se contaminar. Isso dói lá no coração, mas ele tirava de letra, pois sabia que tinha gente de verdade ao seu redot como a família tão linda de D.Zelia.

Jose é reconfortante esse seu conto.
Adorei muito. Beijos da amiga que o admira cada vez mais.Marilene

Cadinho RoCo disse...

As aparências enganam e os julgamentos agem da mesma maneira porque de fato insistimos em julgar tudo e sempre.
Cadinho RoCo

Matilde do R. C. Olsen disse...

Teldi disse...Agir da melhor forma possível.Sorrir para a vida na dificuldade e ocupar o tempo que sobra, seja durante uma consulta médica, uma espera no dentista ou no ponto de ônibus... Olhando...sentindo a situação ao lado de nós. Ao lado ou na circunferência que enchergamos se conseguirmos visualizar o todo, aprender e depois agir. Minha avó com 88 anos no hospital a semana passada falou:Quando trabalhei no hospital tinha coisas que agora não tem, então façam o que tem que fazer e me ensinem,dizia para a enfermeira e para o enfermeiro. Vocês são os sabem , me expliquem e eu aprendo a me comporta. Quando eu trabalhava no hospital fora do meu horário só para ajudar minha irmã que era parteira, a gente não recebia salário, mas podia passar na cozinha e tomar um gostoso café e saborear alguns doces.Depois ela agradeceu os(as) enfermeiros(as) dizemdo: "Muito Obrigada e que Deus abençoe vocês".Minha vó trabalhou no Hopital da Lumber em Três Barras-SC.Eu diante da situação do Planalto Político , fico pensado se não existe a possibilidade de enviar um aroma de café para as Hortêcias Floridas em Brasília. Elas ficariam vermelhas como sangue, mas teriam vida, vida estimulante para as mães chegarem a dar a luz com Paz, sem a morte das mesmas... que não amamentaram...E aí Ninho?Café Caboclo para o Planalto ...Café Caboclo existe desde 1930.
09-08-2009.