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domingo, 23 de março de 2008

CISNE BRANCO...


Dois pequenos olhinhos observavam atentos e ansiosos, através de uma das janelas do segundo andar de um velho casarão assobradado na Baia dos Anjos, um recanto quase desconhecido e escondido, nos confins do litoral sul do Estado de São Paulo.

Era muito cedo ainda, mas o sol já havia mais uma vez proporcionado a Dorinha o seu espetáculo diário quando surgia no meio da Baia, como que se emergisse do fundo do oceano, lá longe, num horizonte lindo e tranquilo, delineado ao fundo, pelo infinito azul do mar.

Era mais uma manhã de sábado e ela costumava ficar no quarto que dividia com suas pequenas colegas, ela não tinha vontade de descer e juntar-se aos outros, sabia que seria mais um final de semana como todos os outros, onde de vez em quando, aparecia alguém para adotar uma das crianças, que ganharia uma casa, um lar e o mais importante, um pai e uma mãe.

Dorinha como sempre, seria deixada para trás, ninguém se interessaria em adota-la, exatamente como acontecia desde que ela se conhecia como gente no Orfanato Sagrado Coração.

Aos nove anos de idade, ela era uma menina linda, tinha uma pele morena da cor de Jambo, cabelos castanhos e cacheados, com olhos de um verde que chamava a atenção de todos que a viam, mas mesmo assim, todos os interessados em adotar uma criança, preferiam os de pele clara, os brancos e de preferência, loiros, de olhos azuis.

Quando ainda era muito pequena, ela não ligava muito para as idas e vindas daqueles homens e mulheres que visitavam o orfanato todos os sábados, afinal, ela nem conhecia o significado das palavras, pai e mãe.

Contudo, o tempo passou, ela foi à escola, aprendeu a ler e a escrever, conheceu o mundo através dos livros que amava ler e quanto mais lia estórias de romances ou aventuras, onde os personagens de pais e mães tinham destaque, quanto mais via os pais dos outros alunos virem busca-los no final das aulas, mais queria compreender por que ela mesma, não tinha neste mundo, um pai e uma mãe.

Aos poucos, vendo seus coleguinhas sendo levados para seus novos lares e sentindo-se rejeitada, já começava a achar que só era permitido às crianças brancas ter um lar, uma família e seu pequeno mundo, se é que se poderia chamar assim, parecia querer sufoca-la de uma forma angustiante, pois seu pequeno coração doía e muitas vezes quando chorava, parecia que seu peito estava sendo dilacerado, sem dó, nem compaixão.

Dorinha sempre foi uma boa menina, atenta, obediente, estudiosa e executava todas as tarefas que lhe eram conferidas no orfanato, com presteza e perfeição.

Contudo, aquela coisa de não ser escolhida por ninguém, já a fazia encarar este fato há muito tempo como uma rejeição e assim, sábado após sábado, ela preferia ficar em seu quarto, olhando pela janela para a Baia dos Anjos, cuja entrada era ladeada por dois morros, cobertos o ano todo pela exuberante vegetação da mata atlântica da região.

Para única alegria de seu coração, todos os sábados, um enorme veleiro passava em frente à entrada da baia, seguindo seu caminho num cruzeiro litorâneo semanal, mas quando ele surgia, era uma visão celestial, ele era todo branco e suas velas enfunadas ao vento, o faziam parecer ao longe um cisne branco, flutuando devagar, era tanto, que às vezes, ela achava que ele havia parado em frente à entrada da Baia, mas era ilusão e aos poucos, ele desaparecia lentamente por detrás de um dos montes.

Durante o período que durava a passagem do veleiro em frente à Baia dos Anjos, parecia que Dorinha se desligava de tudo, de todas as suas dores, de todos os seus dissabores, era como se aquela linda embarcação, que agora ela já chamava de Cisne Branco, soubesse que ela estava ali, triste e solitária, que precisava de alguma alegria na vida, e assim, ele nunca falhava em vir ao encontro de seu coraçãozinho, que disparava quando ele surgia por detrás do morro, primeiro a ponta do mastro da proa, suas velas e em seguida os mastros principais, que um a um, com todas as suas velas enfunadas e tremulando ao vento, iam completando sobre um casco branco, uma visão que para ela, só poderia ser parte de algum paraíso, igual aos que ela conhecia somente através de livros de romances e aventuras.

Final de semana após final de semana, era sempre a mesma coisa, muitos outros amiguinhos partiam e ela sempre ficava, mas de alguma forma, bem lá no fundo de sua alma, ela sabia da existência de um poder maior, que a tudo sabe e tudo vê e que este poder tinha um nome, ele se chamava Deus e todas as noites, ela rezava pedindo a ele que protegesse a todos os seus amiguinhos e amiguinhas que foram adotados, para que nunca mais ficassem órfãos, sem pai, nem mãe.

Certo sábado, ela esperava seu Cisne Branco com a mesma ansiedade de sempre e ele não falhou, majestoso e imponente como um cisne imperial, ele surgiu por detrás de um dos morros, mas quando chegou ao meio da travessia que fazia em frente à Baia dos Anjos, foi virando lentamente, em direção ao horizonte tão distante e sem fim.

Dos olhos de Dorinha, uma lágrima solitária rolou lentamente, porque naquele momento, vendo seu único amigo fiel e verdadeiro partir para longe, ela acreditou que ele não era diferente das pessoas que a discriminavam pela sua cor, que ele, com toda sua brancura celestial, também a estava abandonando, indo para o outro lado do mundo, talvez até, para nunca mais voltar.

A pequena menina, virou-se lentamente como fez o veleiro, reviu sua própria rota, definiu seu rumo e seguiu em direção à sua caminha onde mergulhou em prantos, até adormecer exausta, de tanto chorar.
Contudo, naquele dia que havia se iniciado lindo e com céu limpo, quando já eram umas três horas da tarde, o veleiro já estava muito longe da costa brasileira e ele, com sua beleza e imponência, singrava altos mares, rumo ao destino traçado, pelo maior de todos os capitães do universo.

O céu que tinha estado azul e limpo durante mais da metade do dia, começou a ser salpicado por pequenas nuvens brancas e que para quem estava no convés e olhava para cima, pareciam flocos de algodão, flutuando aleatoriamente entre as velas que tremulavam ao vento.

Não demorou muito e as pequenas nuvens foram se juntando, se transformando em outras mais densas e escuras, era sinal de tempestade e perigo em alto mar.

O vento antes calmo, de uma hora para outra se mudou de uma brisa suave a um vendaval violento, traiçoeiro e o mar por sua vez, que tinha se mantido tranquilo e com ondas regulares, foi se transformando num monstro, que parecia querer engolir a tudo a todos que estivessem sobre ele.

A tripulação do imenso veleiro era uma equipe de marinheiros muito bem treinada, mas mesmo com a experiência de todos eles e com a astúcia de seu capitão, o Cisne Branco de Dorinha, agora já com as velas arriadas e amarradas no convés, parecia gritar de dor, pois o barulho que faziam seus mastros e juntas com a ação da força dos ventos era ensurdecedor e assustador ao mesmo tempo.

Ondas enormes varriam o convés da embarcação, enquanto seus tripulantes tentavam se agarrar ao que pudessem para se proteger e se manter a bordo do veleiro, pois a força das águas parecia querer arrancar e devastar tudo que estivesse em seu caminho.

Capitão Jorge, o comandante da embarcação, um homem de paz, um homem de muita fé em Deus e na vida, naqueles momentos de angustia, se lembrava de sua mulher que o estava esperando em terra firme, uma esposa honesta, que o amava muito e que a despeito do fato de não terem conseguido ter filhos por problemas físicos, tinha por ele profunda adoração.

Ele rezava silenciosamente, pedia ao todo poderoso que poupasse as vidas de sua tripulação, pois além de serem todos seus amigos, eram seres humanos como ele, tinham famílias, filhos, esposas ou mães que esperavam seu regresso e suplicava que Deus desse a ele mais uma chance, que o deixasse viver mais um pouco, pois seu sonho de ser pai ainda não havia morrido dentro dele, ele queria poder receber do pai todo poderoso, a benção de ser responsável pela vida de uma criança, pedia em sua orações que ele não permitisse que tudo se acabasse ali, daquele jeito triste, com todos sendo levados pelos braços de Netuno, para o fundo do mar.

O enorme veleiro, com seus 76 metros de comprimento, três mastros principais e suas 31 velas majestosas, que naqueles momentos não mais representavam nada, que não tinham a menor utilidade naquela situação, parecia na tormenta ser um barquinho de papel, prestes a derreter a qualquer momento na imensidão das águas e afundar, para nunca mais voltar.

Enquanto isto, a noite já havia chegado à Baia dos Anjos e no orfanato Sagrado Coração, Dorinha, assustada com som da chuva, dos trovões e relâmpagos, tentava em vão dormir, mas a cada vez que pegava no sono, um pesadelo tomava conta do mundo de seus sonhos e ela acordava aterrorizada, ela via nele, seu Cisne Branco sendo devorado pelas águas do mar e em seu coração, a dor da perda era insuportável, pois se ele afundasse, ela jamais o veria de novo e mesmo não podendo chegar perto dele, ela queria que Deus permitisse que ela o visse novamente, em todo o seu esplendor.

Dorinha se levantou, ajoelhou-se ao lado de sua cama e pediu àquele mesmo Deus a quem ela tinha pedido, mesmo sem ter sido atendida, que desse a ela um lar, um pai e uma mãe, que lhe trouxesse de volta o seu Cisne Branco, prometeu a ele que não o iria mais amolar fazendo pedidos difíceis como aqueles, se em troca ele lhe concedesse somente o de trazer sua única alegria de volta, são e salvo.

O enorme veleiro se contorcia no meio de ondas de dezenas e dezenas de metros de altura e vindas de todas as direções, ele parecia ser uma simples bola de pingue-pongue, jogado de lá para cá, nas mãos traiçoeiras do oceano e tanto o capitão como a tripulação, já não mais tinham esperanças de sobreviver, parecia que seu destino tinha sido chegar até aquele inferno de ventos e fazer água até naufragar, carregando consigo, dezenas de vidas e com elas, todos os seus sonhos e infinitas paixões.

A tempestade parecia aumentar a cada segundo e em determinado momento, o Capitão Jorge ordenou a todos os tripulantes que abandonassem seus postos, que fossem todos para as suas cabines e trancassem todas as escotilhas, pois não havia mais nada a ser feito a não ser, aguardar o juízo final.

Assim foi feito, todos se esconderam em seus cantos, cada um com o pensamento dirigido aos seus entes queridos, com sua dor no coração e em meio a todo o sofrimento e angustia da tripulação, o Cisne Branco parecia querer proteger a todos sob suas asas, mas ele não podia, pois elas haviam sido destruídas pela força da tempestade, mas ele, apesar de tudo, parecia não desistir.

Entre raios, trovões, ondas violentas, sendo praticamente virado do avesso, o Cisne Branco de Dorinha parecia saber que a bordo e lá na Baia dos Anjos, havia pessoas que dependiam dele e de sua coragem para lutar pela sobrevivência de todos, de sua determinação de lutar pela preservação do bem maior, a vida.

De alguma forma misteriosa, o grande veleiro, mesmo tendo sido literalmente jogado dentro de um liquidificador da natureza, ainda resistia, mesmo gritando e urrando de tanta dor, mesmo que partes dele lhe estivessem sendo arrancadas impiedosamente, ainda lutava para se manter na superfície.

Quando as piores ondas vinham ao seu encontro, é difícil dizer como, nem porque, ele se posicionava como se fosse uma prancha de surf a espera delas e quando uma delas o atingia, ele deslizava na mesma direção que ela e assim foi, onda após onda, entre trancos e solavancos, ele permaneceu lutando com todas as suas forças, enquanto a tripulação exausta e amedrontada, após horas de desespero, foi adormecendo, um a um e, quando acordaram, o veleiro flutuava sobre águas calmas e sob um céu de intenso azul anil.

Cada um que percebia o que havia acontecido por milagre, não se continha e caia de joelhos agradecendo a Deus pela benção concedida e o Capitão também se ajoelhou e com a mão no coração, fez uma promessa ao todo poderoso, que não mais iria forçar a natureza, não iria mais obrigar sua esposa a tratamentos e mais tratamentos para poder engravidar, pois os anos haviam se passado, todas as tentativas haviam sido em vão e entre lágrimas e muito sofrimento, se os dois ainda estavam juntos, era graças ao amor verdadeiro que sempre os uniu.

Dorinha não sabia, nem mesmo o Capitão Jorge, mas o destino deles estava ligado pelas forças divinas e a ponte entre eles, era nada mais nada menos, do que o grande veleiro, o Cisne Branco que ela tanto amava e que tanta paz trouxe ao seu coração, nos momentos em que ela mais precisava.

Usando o poderoso motor a diesel da embarcação, eles conseguiram chegar ao porto onde cada um tomou seu rumo em direção àqueles a quem amavam e daquele dia em diante, a vida deles não mais foi a mesma, eles aprenderam a valorizar o amor e a vida, exatamente com o tinha que ser, pois é comum só darmos valor ao que temos neste mundo, quando estamos na iminência da perda, ou pior, quando já perdemos definitivamente.

O Capitão Jorge providenciou para que o Cisne Branco fosse restaurado e alguns meses depois, numa manhã de sábado, quando Dorinha já havia perdido as esperanças de rever seu amigo, ele surgiu por detrás dos montes, lindo, velas enfunadas ao vento, sua brancura era algo divino, proporcionava um sentimento difícil de explicar e em seus olhinhos, mais uma vez uma lágrima rolou, mas desta vez, foi por alegria, foi porque seu coração estava cantando, ela estava feliz.

A visão de seu amigo, a fez esquecer mais uma vez das mágoas, das dores, da frieza com que as pessoas a tratavam e ela ficou observando-o em deleite, até que em determinado momento, ela percebeu que ele estava mudando seu rumo e que ao invés de seguir seu caminho e passar longe dali, ele estava entrando na Baia dos Anjos e lentamente, o enorme veleiro foi se aproximando e mostrando a Dorinha, suas verdadeiras proporções.

Dorinha encantada saiu da janela, correu pelas escadas abaixo, abriu a porta da frente e estendeu seus bracinhos, como se quisesse abraçar seu amigo que estava chegando e lá ela ficou, em pé, na porta do Orfanato Sagrado Coração, imóvel, como se em transe com a visão magnífica do seu Cisne Branco.

O veleiro entrou na Baia e navegou até onde era possível, os marinheiros lançaram suas ancoras ao mar, ele parou e dele, desceram pequenos botes, tão brancos quanto ele e Dorinha fascinada, observando tudo, viu que um deles chegou até a praia em frente ao Orfanato, atracou num pequeno ancoradouro que havia no lugar e dele desembarcou um homem de meia idade, cabelos pretos, grisalhos em cima e brancos na lateral, um homem que pela aparência e uniforme, só poderia ser o capitão do navio.

Dorinha não prestou atenção a princípio, mas ao lado dele estava uma jovem senhora, de olhar triste, aparência sofrida, um tanto tímida, era a esposa do Capitão, que ao chegar mais perto do orfanato e ao se deparar com a visão da menina, sofreu uma grande transformação e do olhar triste e aparência sofrida, nada mais restou, seu rosto se iluminou com um sorriso, capaz de derreter com sua luz, os mais frios corações.

Seu nome era Dona Vera, uma mulher lutadora e que por amor ao seu marido, se manteve firme ao seu lado por todos os anos de luta e sofrimento, nas tentativas infrutíferas para poderem ter um filho, uma mulher que ao ver Dorinha em pé na porta do orfanato, de braços abertos, como se a estivesse esperando, soube naquele exato instante, que Deus havia lhe enviado a filha que eles tanto queriam e não pode se conter...

Dona Vera correu ao encontro de Dorinha e de longe ouvia se sua voz gritando bem alto...

Filha, mamãe chegou!

Eu vim te buscar meu anjo!

Dorinha, sem saber por que, não pensou, agiu como se fosse impulsionada por uma força que ela nem sabia que existia dentro dela, pulou os dois degraus da porta do orfanato, correu em sua direção e sua voz era ouvida por todos que estavam por perto, com grande emoção...

Mamãe!

Você veio me buscar!

Eu te esperei por tanto tempo!

Eu amo você!
  
Enquanto as duas se abraçavam e choravam, o Capitão Jorge ficou parado onde estava e a emoção tomou conta de seu coração, pois ele também soube, assistindo aquela cena entre mãe e filha, que Deus havia respondido às suas preces e que havia usado como seu instrumento, o magnífico Cisne Branco, um veleiro de 76 metros, três mastros principais e 31 velas majestosas, branco como um cisne que navega no mar azul, seu coração compreendeu que aquela embarcação era na verdade, uma ferramenta divina, que uniu seus corações de uma forma mágica, quase incompreensível, mas que acabou com todo o sofrimento e tristeza de suas vidas.

A Baia dos Anjos nunca mais será a mesma, pois naquela janela não há mais nenhuma criança triste por não ter sido escolhida, pois a mãe de Dorinha criou um movimento de conscientização de pessoas interessadas em adoção apesar de muitos contras, de muitas críticas e incompreensão, ela acabou por convencer as pessoas de que a beleza não esta na cor da pele, na cor dos olhos, dos cabelos, ela esta na alma de cada um de nós, que um filho biológico ou não, seja ele loiro ou de qualquer cor, pode ter boa índole, pode ser uma pessoa do bem, ou pode ser tão rancoroso e violento, quanto qualquer ser humano pode se tornar, que só depende de como ele é tratado, só depende da visão da vida que seus pais lhes dão e assim, aos poucos ela foi conseguindo que as pessoas mudassem seus conceitos de vida e comportamento perante a sociedade e uma após a outra, todas as crianças que chegavam ao orfanato não demoravam a ser adotadas, com a graça de Deus e a ajuda de Dona Vera.

O Orfanato Sagrado Coração mudou de nome, hoje ele se chama "Casa de Amparo à Criança e ao Adolescente Cisne Branco", como não poderia deixar de ser...

Ah! Antes que eu me esqueça...

O verdadeiro nome do veleiro, era mesmo Cisne Branco e Dorinha sem ter consciência, sabia disto, pois seu coração, já havia dito a ela, letra por letra, desde o primeiro dia em que ela o viu...


Autor: José Araújo





















































23 comentários:

bruno disse...

oi =) papi eu goatei muito do seu texto sobre apobre menina que não tinha mãe nem pai.

PAI ADOREI MEEEESMO O SEU TEXTO

^.^

Juan Garcia disse...

Meu caro Jose, só voce mesmo para nos lembrar a todos os momentos, das mais diversas formas de que precisamos repensar nossas vidas, que precisamos respeitar e aceitar nossos semelhantes coomo são! Não importa, cor, sexo, raça, cor, religião ou condição social, somos todos iguais e é assim que precisamos enxergar a vida! Linda estoria a de Dorinha e o Cisne Branco! Alias, só voce mesmo para associar um veleiro e a imensidão e misterios do oceano com a carencia de uma criança e de um casal de adultos! Te aplaudo de de pé Jose! Amo voce cara!

Gloria Meirelles disse...

Meu querido Jose, voce não tem noção de quanto eu chorei ao ler seu conto!
Fiquei orfã de pai aos 3 anos de idade e a falta que ele me fez durante toda a minha vida só Deus é que sabe.
Não me conformo que as pessoas queiram escolher os filhos adotivos baseados na cor ou até mesmo no sexo da criança.
Acho tambem que as pessoas que por algum problema não podem ter seus filhos biológicos devem abrir seus corações e dar às crianças sem um lar uma vida decente, onde podem receber e dar amor como qualquer outra criança precisa.
Meu lindo amigo, só voce mesmo para escrever coisas tão lindas assim.
Beijos Jose e que Deus te conserve assim meu anjo amigo!
Adorei mais este texto feito por um homem impar, que tem na alma um escritor e no coração um amante da vida!
Adoro voce!

Carlos R. Vieira disse...

Suave, emocionante, cativante, inteligente, isto e muito mais eu poderia dizer de sua obra, mas o que importa mesmo é que ela faz um bem enorme à alma, ao coração e nos faz refletir sobre a vida como ela é, com todas as suas dores, todos os seus dissabores.
Seus textos conseguem ser um misto de magia e realidade, de sonhos e de verdade que realmente cativa o leitor.
Particularmente, voce ganhou mais um fã meu amigo, pois seu texto lavou minha alma neste final de semama!
Abração e obrigado por me proporcionar momentos lindos de leitura sadia e muita reflexão!

Rodrigo V. Tavares de Melo disse...

Vindo de voce Jose, eu não poderia esperar encontrar outra coisa nesta página meu amigo!
Que capacidade voce tem de envolver a gente através de seus textos!
A gente mal inicia a leitura e já começa a viajar nela, é como se a gente fosse transportado para a zona temporal onde os fatos estão ocorrendo!
Fechei os olhos em determinado momento e me vi na Baia dos Anjos e os detalhes descritos em sua estoria criaram em minha mente a sensação de realmente estar vendo o velho casarão do orfanato.
Viberei com o gran finale meu amigo!
Parabéns pelo seu talento unico Jose!
Abçs!

Anônimo disse...

Ah meu amigo vc está de brincadeira comigo, como pode colocar em sábias e lindas palavras um problema tão difícil de ser comentado e principalmente resolvido??? Só vc mesmo, esse dom q nos faz encantar com cada palavra, com cada linha de seus textos tem o poder de vir a tona sentimentos q procuramos deixar de lado, fazendo de conta q não nos afetam p/ não nos machucarmos, q engado, já imaginou quantas crianças devem estar com este mesmo sentimento de rejeição???
A única coisa q tenho em mente é Deus tem controle de tudo q por aqui acontece e se temos q passar por situações parecidas como essa a q tão brilhantemente se referiu q passemos de forma digna respeitando a forma de ser e viver de cada ser.
Vc foi demais, adorei e me emocionei,

Rose Cruz.

José Alberto Rosa Martins disse...

Amigo José, mais uma vez você brilhou nêste conto maravilhoso, fazendo alusão ao tema de adoção, mostrando que , ao adotar uma criança, nao se deve olhar a cor da pele, raça oi coisa desse genero. Devemos sim, ver que uma criança a ser adotada, precisa de carinho e muito amor. Que Deus continue lhe dando inspiração para escrever sôbre temas de tão grande importançia como êste. Para você um grande abraços e beijos no seu lindo coração.

Nadja disse...

Meu amigo, estou mais uma vez deslumbrada com seu texto sobre adoção, discriminação, solidão, providência Divina e encontro de corações. Belissima reflexão, emocionante que nos leva a pensar mais em nossos semelhantes. Você me fez ir mais longe e pensar em quantos maiores abandonados também existe por ai, solitários e vivendo diante de um tsunami de preconceitos e rejeições. Como Dorinha encontrou no Cisne Branco sua única alegria, seu amigo secreto, quantas pessoas se apegam a desconhecidos, muitas vezes amigos virtuais, algúem que de alguma forma preenche esse vazio interior. Parabéns querido por permitir que eu navegasse nesse mar de fantasias que trazem problemas reais até nós. Beijos maninho, amo vc incondicionalmente.

Ana Piva Scoth disse...

Encontrar voce Jose Araujo, é como encontrar um porto seguro, onde a gente pode ancorar nosso barco para fugir da tempestade de ignorancia que assola humanidade.
Ler o que voce escreve é como se nos deixassemos levar pelas suas mãos e atravessar um portal que une o sonho e a realidade.
Seu Cisne Branco era tudo que eu precisava ler depois de uma segunda feira desgastante meu amigo!
Como é bom a gente sentir que ainda existem pessoas como voce José!
Obrigada por me fazer tirar de minhas costas o peso da raiva, do stress, do nervosismo que eu estava antes de ler seu texto!
A humanidade precisa de muitos Cisnes Brancos meu amigo, há muita gente olhando pelas janelas ao redor do mundo, na esperança de um dia serem lembradas e não mais ignoradas, a carencia afetiva hoje é o grande mal da nossa raça e ela só faz piorar, quando o racismo, quando o orgulho e preconceito tomam conta de alguma alma fraca meu amigo!
Parabens, parabens, parabens! Lindo demais, gostoso demais de se ler meu querido!
Escreva sempre, nós todos precisamos de voce Jose!
Beijos na sua alma linda!
Da tua amiga que te ama muito, um tantão assim!

Evelyn Maria D`Almeida Bawer disse...

Conheço o veleiro da marinha brasileira que leva o nome de Cisne Branco e já tive a oportunidade de ve-lo de perto, é realmente uma visão de emocionar qualquer um, de deixar até os menos favorecidos pela sensibilidade de queixo caido, mas nunca pensei que alguem iria escrever um conto com seu nome de uma forma tão maravilhosa como voce o fez!
Voce conseguiu me emocionar às lágrimas José e saiba que esta emoção me fez um bem enorme, eu estava precisando me lembrar dos valores corretos que temos que dar às pessoas que nos rodeiam e ainda mais quando se fala de crianças que por alguma fatalidade não teve por perto desde que nasceu um pai, uma mãe.
As pessoas raramente se lembram que todos nós somos feitos da mesma matéria, que todos nós sem exceção temos um cérebro, um coração que carregam dentro de nós todos os sentimentos humanos, sentimentos estes que na maioria das vezes são ignorados por vários motivos e nos tornam infelizes a ponto de não conseguirmos fazer ninguem que esteja a nossa volta ser feliz com nossas atitudes.
O preconceito racial é um "cancer" que acompanha boa parte da humanidade e peço a Deus que um dia se descubra uma vacina que possa erradicar de uma vez por todas este mal, um mal que corroi a alma, o coração e que priva a muitos seres humanos de dar e receber amor, carinho e respeito.
Seu conto "Veleiro" é digno de ser publicado em um livro e posteriormente se transformar em um filme, uma super produção que tenho certeza seria record de bilheteria e sabe por que meu amigo?
Porque existem neste imenso globo terrestre bilhões de corações que ainda são capazes de apreciar uma obra como a sua, cheia de encanto, de magia, um misto de sonhos e realidade que nos comove a ponto de termos certeza de que permanecerá para sempre em nossas memórias.
Somente um ser iluminado, com um coração imenso e cheio de bondade poderia criar um conto desta magnitude e voce o fez meu amigo, pois voce é tudo isto e muito mais, voce carrega dentro de sua alma uma luz divina, capaz de envolver os leitores de uma forma que ninguem mais o faz.
Junte todos os seus contos meu amigo, publique um livro, pois na minha opinião ele seria um best seller tanto aqui quanto em qualquer lingua para onde seu texto for traduzido.
A humanidade precisa deste tipo de leitura, ela precisa que a literatura universal conheça seu nome meu querido.
Desculpe falar demais, mas me empolguei e com toda a razão deste mundo!
Parabéns pela sensibilidade, pelo talento inigualável e te desejo toda a saude e sorte neste mundo, para que possa continuar a escrever coisas tão lindas assim!
Bjs de sua amiga e admiradora sincera meu querido!

Alvaro Gimenez disse...

Estava tentando comentar mas por algum motivo não conseguia concretizar o registro e estou tentando novamente na esperança de dar certo!
Deus, em sua imensa sabedoria dá a uns poucos o dom de se fazer compreender usando palavras simples, de fácil compreenção, que transmitem através delas a imagem de suas almas de uma forma tão limpa e clara, que mesmo sem conhecer pessoalmente estas pessoas, a gente sabe através do que nosso coração nos diz que elas são muito especiais, diferentes da maioria e com poderes para fazer mágicas, mesmo sem saber, mágicas estas que podem transformar as vidas das pessoas que as puder ler.
Voce Jose Araujo é uma dessas pessoas e mesmo que diga ao contrario, para mim voce é tudo de bom!
Rascismo, preconceito, amor, carinho, fé em Deus e na vida, fazem do Cisne Branco um épico que deve ser registrado para a posteridade em forma de livro, sim, porque ele precisa estar acessivel a muitos que não tem a facilidade de acesso à internet, levando assim, sua mensagem ao mundo inteiro!
Uma vez escritor, sempre um criador, mas a sua particularidade é a pureza d`alma que voce nos passa através de tudo que escreve meu amigo!
Abração Jose e saiba que nunca perco nada que voce publica!
Deus te proteja meu querido amigo, são meus votos de todo coração!

Anônimo disse...

Grande Araujo!
Que fantastica capacidade voce de criar meu amigo!
Ler o que voce escreve é sempre um prazer inusitado!
A cada texto teu uma nova reflexão e com ela muita paz em nossos corações!
Existem muitas Dorinhas por ai, tristes e solitárias, mas de alguma forma o grande pai esta sempre por perto e mais cedo ou mais tarde, alguem vai cair em conciencia do erro que se comete ao manter o orgulho e o preconceito no coração!
Parabens amigão!
Feliz aniversário garotão!

Thony Lisboa disse...

Jose, dei um furo e meu comentário saiu como anonimo, mas eu não poderia deixar de deize a voce que fui eu quem comentou por ultimo e te parabenizou pelo aniversário!
Abração garotão!

Eduardo Santos disse...

Quando recebi seu e-mail sobre a publicação deste conto eu fiquei imaginando o que eu encontraria aqui, se mais uma vez voce iria me deixar de boca aberta com sua capacidade de criação, mas sinceramente falado Jose, desta vez eu literalmente cai de quatro meu rapaz! Me envolvi na estoria como se esteivesse assistindo um filme, foi algo supremo, fascinante e emocionante!
Vou ficar muito bravo contigo se esquecer de me avisar das próximas publicações, afinal nem sempre se tem um amigo escritor como voce!
Abração cara!
Adoro voce!

Soninha Marques Arruda disse...

Meu Deus!
Como foi bom encontrar seu Blog e resolver ler o que voce escreve Jose!
Talvez voce nunca venha a ter noção do bem que me fez!
Meu coração precisava hoje de uma válvula de escape e voce sem saber veio ao meu encontro meu amigo!
Parabéns, pois voce é um escritor completo, uma pessoa brilhante e de uma humildade impar!
Adorei, não, melhor dizendo...
Amei!
Beijos em seu coração!

Edson Luiz de Bourbom disse...

Jose, em primeiro lugar quero te desejar um feliz aniversário e que Deus te dê sempre muita saude e paz em seu coração!
Quanto ao Cisne Branco, é dificil colocar em palavras a minha emoção ao ler seu conto meu amigo, pois ele me tocou profundamente.
Orgulho e preconceito são duas palavras que não fazem parte do meu dicionário, mas parte da humanidade insiste em manter estes sentimentos vivos e peço a Deus que tomem conciencia do mal que estão cometendo nutrindo sentimentos vís.
Neste dia, dia do seu aniversário, agradeço tambem a Deus por ter trazido voce para nos dar momentos maravilhosos de leitura e reflexão.
Esteja com o criador por onde voce for Jose!
Abração apertado e um beijo em seu coração!

Claudio Henrique Gomes disse...

Navegando pelos blogs acabei chegando ao seu e foi como encontrar um oásis no meio de um enorme deserto vitual! Bebi aguas da fonte dos sonhos, deixei me envolver pelos braços calorosos do amor e quando achei que isto era tudo, voce me lembrou que o amor e a vida, não podem ser medidos por nossos comportamentos muitas vezes insanos com relação à nossa existencia!

Seus trabalhos são fantásticos!

Parabens meu amigo!

Grato

jose Araujo

Rodrigo Cavalcante disse...

De onde voce tira tanta imaginação José?
Os detalhes de cada cena tem uma riqueza que chega a fazer a gente pensar que tudo na estoria é real!
Voce é um escritor nato e que alem de escrever muito bem cativa o coração dos leitores com seu jeito simples e despojado!
Parabens Jose Araujo!
Seu talento é muito especial!
A gente se vê no lançamento do livro!
Abraços!

Diana disse...

Meu querido amigo, em primeiro lugar quero te dizer q me deixou muito feliz o fato de tc c vc on-line, mesmo q tenha sido por alguns poucos minutos, p mim foi muito gratificante, pois grande é minha admiração p vc. Quanto ao seu texto Cisne Branco, bom... caramba, de onde vc tira tanta inspiração,hem? Meu Deus, q criatividade, q sensibilidade, habilidade em misturar temas tão complexos como o racismo, a adoção e tantos outros temas q vc enfoca de maneira tão verdadeira e ao mesmo tempo tão doce... nos faz literalmente viajar em estórias lindas q reflete a nossa realidade q vivemos no dia-a-dia... parabéns! Eu só peço a Deus uma única oportunidade de um dia poder conhecer pessoalmente essa pessoa impar q é vc.. de um dia ter em minhas mãos um exemplar de seu livro - pois eu sei q vc vai lançar e não vai demorar muito– para q eu possa mergulhar nele, ler e reler todos os dias esses textos riquíssimos e cheios de emoção. Que ELE te conserve assim sempre. Beijos no seu coração de anjo. Sua amiga de sempre!

Helio Oliveira de Castro disse...

Racismo, orgulho, preconceito, egoismo machista, submissão feminina, adoção, fé, opção de vida, amor, carinho e devoção.
Estes são apenas alguns dos assuntos aborados no seu "Cisne Branco" Parabens escritor! Voce é fenomenal!
São raros que como voce se expressam com sentimento e autenticidade!
Abraços sinceros de um admirador!

Ne disse...

Jo..simplesmente LINDO...adorei, é uma forma muito bonita de enxergarmos aos nossos semelhantes não importa como eles são, sem destinção de nada, cor, sexo, religião..o importante é que todos somos serem humanos, temos o mesmo direito de sermos felizes e acima de tudo que todos somos filhos de um unico pai... DEUS..!!!Parabens mais uma vez...rsrs..!!

Wilson Almeida Duarte disse...

Este é meu amigo Jose Araujo! Cara que loucura! Viagei! Fui transportado pelo teu conto ao mundo de Dorinha! Voce sabe o que significa fechar os olhos e enxergar a entrada da Baia dos Anjos, ladeada por dois montes com um sol maravilhoso surgindo como se emergisse do fundo do mar! Meu amigo, é por isto que sempre disse que voce não existe! Talvez voce seja um Marciano infiltrado entre nós! Rsrs Brincadeirinha queridão! Voce sabe o quanto eu gosto de voce cara! Parabens por mais esta obra linda de sua imaginação, que chegou até nós com a luz de seu coração! Beijão cara! Adoro voce!

Tânia Sueli Oliveira disse...

Emocionou !
Que texto(CISNE BRANCO) !!!
Postei no Grupo Mahavidya(yahoo), grupo voltado pra evolução !
Abraços em todos da sua família linda !!!
Que Deus lhe ilumine !!!
Tânia Sueli
taniasuelioliveira@yahoo.com.br