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domingo, 20 de abril de 2008

A TAMPINHA PREMIADA...




Sempre que eu passava em frente à garagem dos ônibus elétricos no Bairro do Braz, eu ficava encantado com suas dimensões!
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Era um galpão largo e muito alto, pois os Trólebus vinham para a garagem direto da rua, com seus dois mastros que deslizavam nos cabos de alta tensão, que eram colocados especificamente para eles, suspensos por cabos de aço sobre as ruas da cidade e naquela época, nem se imaginava que um dia teríamos metrô, ônibus articulado movido a gás natural, automóvel movido a eletricidade, veículos ecologicamente corretos, tudo isto, era só ficção.
Quando se falava de ir do meu Bairro, a Casa verde, para o centro da cidade, logo se ouvia alguém dizendo que iria pegar o 43, pois ele fazia final na Rua Cásper Libero, bem ao lado da Avenida Ipiranga, no coração de São Paulo e de lá, com mais uma condução, era possível chegar onde meu pai trabalhava, em questão de minutos.
Meu pai trabalhava na garagem há muitos anos, mais precisamente, por 35 longos anos de muito trabalho e pouco dinheiro para sustentar nossa família.
Sempre que nossa mãe ia para a “cidade”, como chamávamos o centro, eu queria ir também e levar alguns colegas para mostrar com todo orgulho, onde meu pai trabalhava, mas eram raras as vezes em que ela deixava e eu ficava imaginando, o porquê dela negar.
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Papai era mecânico de manutenção, o que sempre fez a vida toda, ele aprendeu o oficio com meu avô e não pode estudar muito, porque precisava trabalhar para ajudar seus pais.
Ele sempre ficava feliz quando a gente aparecia por lá, pois a administração, não achava ruim a presença dos filhos do “seu” João, um exemplo de bom empregado e sempre nos elogiavam a ele, dizendo que estávamos sendo bem criados e educados, mas só Deus e meu pai, sabiam às custas de que e os anos foram se passando, nós fomos crescendo como tinha que ser e a vida foi nos levando, o tempo passou e em determinado ponto, nem havíamos percebido e já tínhamos nos tornado adultos.
Papai já estava velho e cansado, mas não parou de trabalhar depois que se aposentou, porque com o dinheiro da aposentadoria, a gente ia acabar passando necessidades e sendo assim, ele não teve outra opção, senão, continuar a luta, pelo ganha pão.
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Meu irmão mais velho, já não ia mais conosco à garagem visitar nosso pai, mas eu sempre dava um jeitinho de ir vê-lo, porque sabia o quanto era importante a nossa presença em sua vida.
Lembro-me de certo dia, quando ainda éramos crianças, quando me juntei com mais dois amigos e fizemos uma “vaquinha” para arrumar o dinheiro da condução, pois mamãe dizia que não tínhamos nem o suficiente para pagar a conta de luz, quanto mais passear no centro da cidade, tentamos a manhã toda, mas o que conseguimos, não dava.
Meus padrinhos moravam perto de nossa casa e quando encontrei minha madrinha no caminho da padaria, eu estava triste, de cabeça baixa e ela logo quis saber o que estava me aborrecendo, contei a ela e sem pensar duas vezes, ela abriu sua bolsa e me deu o que faltava, para pagar as passagens de ida e de volta.
Radiante, corri ao encontro de meus amigos e lá fomos nós, orgulhosos de pegar o 43, pois ele era o que havia de mais moderno na época e em pouco tempo estaríamos no centro e de lá, logo chegaríamos à Av. Celso Garcia, onde ficava a garagem dos ônibus elétricos, que existe ate hoje.
Quando lá chegamos, um sorriso enorme tomou conta do rosto de meu pai, ele me abraçou, me beijou, cumprimentou meus amigos e enquanto ele trabalhava, a gente ficava admirando as dimensões do Galpão.
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Depois de algum tempo, ficamos entediados, queríamos fazer algo diferente e foi então que lembrei que na calçada, em frente à garagem, havia um velhinho que vendia refrigerantes, doces e balas, mas o que me fez ficar mais excitado com a ideia, foi que só me faltavam duas tampinhas premiadas, para eu trocar por uma linda miniatura de engradado de garrafas, igualzinha ao verdadeiro e com ele, eu iria ganhar doze mini garrafinhas de refrigerante, o que completaria, minha tão esperada coleção.
Fui correndo até onde meu pai estava e perguntei se ele não poderia arrumar o dinheiro, para que cada um de nós pudesse comprar uma garrafa de refrigerante, pois estávamos com muita sede.
Percebi certa hesitação na voz de meu pai, mas ele disse que sim, que estava tudo bem, tirou do fundo de seu bolso umas notas amassadas, que eram o suficiente para o que a gente queria.
Corremos para a carrocinha do velhinho e perguntamos se ele tinha o refrigerante da promoção, aquele que quando você acha uma tampinha marcada com uma estrela dentro, você ganha pontos para trocar por brindes, quando tiver pontos o suficiente.
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Ele riu como se todos os meninos quisessem a mesma coisa e disse que iria comprar muito mais, pois estava vendendo bem por causa da promoção.
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Quando ele abriu as garrafas para a gente, dei um pulo de emoção, pois na minha tampinha tinha uma estrela e eu estava apenas a duas estrelas para poder trocar pelo brinde que tanto queria.
Um dos meus amigos pegou sua tampinha na mão, tirou a camada fina de cortiça que havia nela, olhou para mim e com um sorriso largo e me disse que eu já havia conseguido o que queria e assim foi com o outro, pois num dia de muita sorte, nós três fomos premiados, com a estrela no fundo da tampinha.
Mais alegre que nunca, voltei para a minha casa na Casa Verde, juntei todas as minhas tampinhas e fui voando ao posto de troca que tinha na padaria do “seu” Manoel, troquei pelo meu brinde e ainda sobrou uma delas, que eu guardei em meu bolso, para resolver depois o que fazer com ela.
Cheguei em casa feliz da vida, coloquei a minha preciosa miniatura de engradado, cheio de garrafinhas em cima do meu criado mudo e de tão cansado, me deitei na cama e acabei por pegar no sono.
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Quando acordei já era noite, ouvi vozes na cozinha e minha mãe falando sobre mim e ela parecia nervosa e muito brava com meu pai, dizendo que ele apenas deveria ter dito a mim que não tinha dinheiro suficiente para gastar com bobagens e que eu entenderia, afinal de contas, havia outras prioridades, muito mais importantes para todos nós e elas custavam dinheiro, um dinheiro que a gente não tinha.
Meu pai como sempre, apenas balançou seus ombros, baixou a cabeça e foi para seu quarto, enquanto eu procurava me esconder, para que eles não soubessem que eu havia ouvido a conversa toda.
Discretamente fui para meu quarto, o qual eu dividia com meu irmão, sentei na cama já esvaziando meus bolsos e a tampinha com a estrela, foi a primeira coisa que eu peguei e naquele momento, eu percebi o grande sacrifício que meu pai havia feito por mim naquela tarde e naquele mesmo dia, eu fiz uma promessa solene, de que algum dia eu iria retribuir de alguma forma tudo que ele fazia por mim, que eu iria dizer ao meu pai que eu sempre soube do sacrifício que ele fez naquele dia e em muitos outros, que haviam surgido muitos claros em minha memória e eu tinha só, sete anos de idade.
Nos próximos vinte anos, de tanto trabalhar sem cansar para nos criar, nos sustentando e educando da melhor maneira que ele podia, seu físico não aguentou o baque e ele teve cinco ataques do coração e acabou por não poder mais trabalhar, tendo que ficar em casa, cuidando da saúde e de seu bem estar.
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Hoje, eu sei que meu pai sempre teve muitos sonhos que não pode realizar, porque sua prioridade éramos nós, sua família, mas que eles ainda viviam em seu coração, mesmo sem ter mais esperança, de um dia poder realizar algum.
Eu e meu irmão já estávamos bem empregados, com bons cargos e já ajudávamos nossos pais o melhor que podíamos e um dia papai ligou no escritório onde eu trabalhava, perguntando seu eu não poderia leva-lo à consulta médica, depois ele voltaria sozinho, pois precisava caminhar um pouco, para fazer exercícios.
Peguei o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava e em questão de minutos estávamos no consultório médico e eu disse a ele que não iria embora de jeito nenhum, que ficaria lá esperando por ele, até a consulta terminar e assim eu fiz.
Quando ele saiu da sala do medico, não havia cor em seu rosto, ele estava pálido, como se algo tivesse tirado de seu corpo todo o sangue que tinha e com uma voz engasgada na garganta, apenas disse para irmos embora, já caminhando na minha frente em direção à rua e eu atrás dele, perguntando o que tinha acontecido e ele resmungando, que não era nada.
Do outro lado da calçada, estava estacionada uma caminhonete, absolutamente linda, uma dessas maquinas que são Tunadas e de cacos velhos, se tornam tesouros de grande valor, pelo menos para aqueles que sabem apreciar um bom carro e papai sempre foi assim, amava carros, mesmo sem nunca ter tido a chance de possuir um.
Ainda sem falar mais nada, ele atravessou para o outro lado da rua e se aproximou do veículo, deslizando sua mão sobre ele e naquele momento, eu senti como se ele fosse um artista plástico, um gênio da arte, um escultor apreciando sua bela criação, com toda a devoção.
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Justiça seja feita, ela era mesmo uma beleza!
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Quando eu a admirei de perto também, papai me disse que um dia, ele ainda iria ter uma igual àquela.
Nós dois sorrimos, aquele era seu sonho, mas como sempre, inatingível para ele.
Eu estava indo bem como gerente na empresa em que trabalhava, assim como meu irmão também na dele e nós dois nos oferecemos para comprar a caminhonete de seus sonhos, mas ele recusou, na cabeça dele, se ele não pudesse pagar com seu próprio dinheiro, não seria dele.
Na outra semana, eu o levei novamente ao médico e quando ele saiu da consulta, foi como se tivesse recebido a noticia da morte de alguém, mas na verdade, ele havia recebido a noticia de sua própria morte, em bem pouco tempo.
Eu o apoiei até o carro, pois ele estava cambaleante, fiz com que se sentasse direito no banco do passageiro, entrei no carro e ele começou a me contar que em breve, iria nos deixar e que não havia nenhuma esperança para ele, nem adiantaria tentar nenhum outro tratamento.
Fiquei em estado de choque, enquanto ouvia e ele me dizer com lágrimas nos olhos, que a única alegria que ele iria levar desta vida, era o fato de estar orgulhoso de mim e de meu irmão, pois havíamos nos tornado homens de bem, honestos, tementes a Deus e respeitando o próximo, em todas as situações.
Não consegui falar nada, apenas o abracei muito, beijando seu rosto cansado e marcado pelo tempo, ouvindo ele me pedir para jurar, que nunca iria contar nada a ninguém sobre sua morte tão próxima e iminente, pois ele não queria fazer mamãe sofrer por antecipação e eu compreendi, porque sempre soube que não havia no mundo inteiro, um homem mais apaixonado por sua mulher, do que meu velho pai.
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No caminho de casa, passamos em frente a uma agencia de veículos e lá estava ela, a caminhonete de seus sonhos, estacionada no pátio da concessionária e com um cartaz de “Vende-se” colado nela.
Naqueles dias, eu e minha esposa estávamos pensando em trocar de carro e meu pai sabia disto e então perguntei a ele, se não faria mal a gente entrar na agencia e dar uma olhada nos veículos.
Papai concordou e enquanto eu estava olhando outros carros, vi que ele foi direto para onde estava estacionada a caminhonete e lá ele ficou.
A maneira que ele a admirava, trouxe lágrimas aos meus olhos e relembrei de tudo que ele fez por mim e por meu irmão, pensei em todos os sonhos que ele deixou de realizar por nós dois e veio à minha mente, a imagem daquele dia, lá na garagem do 43, quando eu pedi o dinheiro a ele para comprar os refrigerantes, sem ter noção do que estava pedindo.
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Fui até o vendedor e perguntei se poderíamos fazer um test drive na caminhonete e ele disse que não haveria problema algum e quando chamei meu pai dizendo o que íamos fazer, seus olhos se iluminaram, parecia que ele tinha recebido mais algum tempo de vida.
Saímos da agencia, ele no volante, falando alegre sobre a potencia e beleza do veiculo, pois naqueles momentos, ele havia se esquecido de sua doença, da tristeza de saber que iria nos deixar em breve e estava apenas curtindo, um tão sonhado momento, no volante daquela caminhonete.
Rodamos bastante e voltamos para devolvê-la na agencia e quando ele desceu dela, passou a mão sobre o capo do motor, abaixou-se e a beijou, como se beija uma criancinha, mal pude conter a emoção que invadiu meu coração.
Disse ao vendedor que iríamos pensar e retornaríamos depois e assim, fomos para casa, onde eu o deixei.
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Voltei à agencia, fiz algumas negociações com o vendedor, combinei alguns detalhes com ele e fui para o trabalho, dizendo que voltava no dia seguinte.
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Pela manhã passei na casa de meus pais, perguntei ao papai, se poderia me ajudar a dar uma olhada num novo modelo que havia chegado à agencia e se ele achasse que valia a pena, eu o compraria para minha mulher, dando o velho que ela tinha, como parte do pagamento.
Ele, feliz por eu confiar tanto nele, a ponto de opinar na compra de um carro novo para minha mulher, levantou do sofá onde estava deitado e foi se arrumar para sair.
Quanto chegamos à agencia, a caminhonete estava parada no mesmo lugar, linda, perfeita, mas nela já havia um cartaz dizendo... ”Vendida”.
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Naquele instante, vi em seu rosto a mesma expressão de desapontamento, que ele deve ter sentido muitas e muitas vezes em sua vida, quando não conseguia algo que queria muito porque não conseguia juntar dinheiro o suficiente, nem mesmo o bastante para nos manter direito, quanto mais para comprar algo que ele queria.
Estacionei do lado de fora da agencia e pedi a papai para que ele fosse até o vendedor que nos atendeu antes, para lhe dizer que eu iria deixar meu carro num lava-rapido nas redondezas e logo estaria lá, pois havia marcado para as dez horas e já eram dez e cinco da manhã.
Papai desceu do meu carro e entrou caminhando devagar na agencia e eu estacionei próximo da esquina e voltei a pé.
Parei do outro lado da rua e pude ver através dos enormes vidros da concessionária, quando o vendedor caminhou com meu pai até onde estava parada a caminhonete, fazendo com que ele sentasse no banco do motorista, dando a ele as chaves do veiculo e apontando em minha direção, dizendo a papai que aquele, era um presente de mim para ele e que era para ser um segredo, só entre nós dois.
Papai colocou a cabeça para fora da janela, olhou em minha direção, nossos olhos se encontraram e sorrimos um para o outro, não foram preciso palavras, ele compreendeu e aceitou o presente que eu lhe dei, de todo coração.
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Fui pegar meu carro e quando papai chegou dirigindo sua maquina possante, eu já estava na porta de sua casa esperando.
Ele desceu da caminhonete, veio em minha direção, me abraçou como nunca em toda a minha vida e eu disse a ele que o amava muito, mas muito mais do que ele poderia imaginar, lembrando a ele de nosso segredo.
Saímos os dois na caminhonete para dar uma volta pelo bairro e enquanto nós conversávamos animadamente, papai disse que havia compreendido o que fiz por ele, lhe dando o veiculo de presente, mas não entendia o porquê de eu ter trocado a bola da alavanca do cambio, por uma tão diferente da que estava nela.
A bola da alavanca do cambio da caminhonete original era preta, da cor do estofamento, mas a que eu mandei fazer, era de acrílico transparente e dentro dela, mandei colocar uma tampinha de garrafa, mas não uma tampinha qualquer, era aquela premiada, com uma estrela dentro dela, a mesma que eu ganhei e sobrou naquele dia, há muitos anos atrás, quando papai fez por mim, mais um sacrifício em sua vida.
Tinha chegado a hora e o momento de eu retribuir seu carinho, seu amor e fazê-lo feliz, mesmo que por pouco tempo, mas o nosso segredo, sobre a sua verdadeira situação de saúde, não viveria sozinho em meu coração, havia outro que estava guardado lá, desde muito tempo atrás, o mesmo que eu descobri com sete anos de idade, quando ouvi a conversa entre meus pais, sobre o dinheiro gasto na compra dos refrigerantes e este, nem mesmo a papai, eu iria contar...
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Ele faleceu seis meses depois e sua passagem foi quando ele estava dormindo, num final de tarde e ele estava com um sorriso nos lábios e uma expressão de paz em seu rosto quando partiu, pouco depois de ter limpado e encerado sua caminhonete, seu único sonho de consumo realizado em sua vida sofrida e quem teve alegria de guardar esta lembrança fui eu, porque nosso segredo e o meu, ficaram aqui para sempre, bem dentro de mim, desde que ele se foi.
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Hoje, aos 85 anos, eu, Jorge Eduardo, o filho do "seu" João, não tenho mais a caminhonete que foi de papai, pois eu a passei para meu filho mais velho, que por sua vez, trocou a bola da alavanca de acrílico com a tampinha dentro, pela original, que na opinião dele, combinava mais com a cor dos bancos e eu não discuti, aceitei a vontade dele, além do mais, já não enxergo direito, nem ao menos consigo caminhar sem ajuda, mas de vez em quando, eu fecho os olhos e vejo papai, ele esta num lugar lindo, cheio de paz e ele me diz para eu não me preocupar, pois ele vai estar sempre lá, esperando o dia da minha passagem para o outro lado da vida, de braços abertos, para me abraçar e me beijar e depois, me apresentar orgulhoso aos novos amigos, que ele fez lá no céu.
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Nos momentos em que isto acontece, eu ouço sua voz, ele fala com aquela sua maneira gentil de sempre, com seu jeito único, que me transmitiu amor e confiança na vida, desde que eu era um bebê e ele me diz, que além de estar com saudades de me abraçar e me beijar, ele tem um presente para me dar e quando eu pergunto a ele o que é, ele me responde que é uma tampinha de garrafa premiada, com uma estrela dentro dela e que esta colocada numa bola de acrílico, que ele encontrou jogada numa lata de lixo e, eu sei, dentro de meu coração, que ela é a mesma que eu encontrei, enquanto esvaziava meu bolso quando era pequeno, depois de ouvir a conversa entre mamãe e papai, a mesma que me revelou um segredo, que até então eu não imaginava e que guardei em meu peito, pelo resto da minha vida.
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Autor: José Araújo


Fotografia: José Araújo (acervo particular 2006)

16 comentários:

nelci disse...

meu amigo lendo seu contou retornei a um tempo atraz em que vivi a mesma sitaçao com meu avo a tampinha era outra coisa mas a estoria era igual Deus te pague por isso vc me me fez reviver um momento magico em minha vida PARABENS bjos

Anônimo disse...

Recordar sempre é bom, nossa vida é recheada de momentos, circunstâncias, motivações, empreendimentos..., viver intensamente, isso é o q temos q fazer. Agora, vivenciar essas lembranças com esse jeito faceiro q só vc tem, fica melhor ainda.
Curto muito seus contos e me emociono a cada leitura dos seus lindos textos. Não pare nunca ouviu???? Alias, vc leu??? rsrsrs..

Beijos de sua eterna fã.
Rose Cruz

Nadja disse...

Amigo que é isso? Quanta emoção, que sensibilidade a sua, essa crônica foi fundo na minha alma. Já não tenho mais o meu paizinho, mas as lindas recordações daquele adorável ser estão presentes em mim. Desculpa pela minha emoção e falta de capacidade de expressar o que senti, só posso te agradecer por esse momento lindo que vc me fez reviver. Parabéns meu gênio das letras, meu maninho amado e querido, você se supera a cada texto, agora haja coração para seus leitores, rs
Beijos querido

Albertina A. disse...

Lindo seu conto....profundo e emocionante...pois podemos voltar no tempo e lembrarmos de nossos antepassados...Adorei...como sempre usou de toda sua sensibilidade..Parabéns!!!!Bjosss

Alberto disse...

Mais uma vez você foi muito feliz nesta sua crônica,de um filho dando o real valor ao seu pai, lutando assim para transformar o sonho do pai numa realidade. Muito importante fazer nossos pais felizes pois, assim, estamos também demonstrando nosso carinho e afeto para com êles. Um beijo no seu coração amigo.

Anônimo disse...

Braz, Gazometro (ainda posso sentir o cheiro)Av.Celso Garçia,Belém,Largo da Concordia,Parque Shangai e uma infinidade de lembranças revividas em companhia de meu velho e heróico pai,Sr.Mario Buoro,homem digno de respeito e dignidade,trabalhador e incompreendido por todos que o cercavam.Neste comentário sôbre este conto posso prestar minhas homenagens merecidas àquele que tudo me ensinou em matéria de ètica e postura perante as adversidades que durante minha jornada nesta vida se apresentam. Bôas lembranças nos fazem saudosistas.Há algum mal nisto?Muita gente contesta este sentimento e não sei o por quê.O resgate das coisas bôas sempre nos traz alegria e também muito sofrimento.Neste teu conto Sr.José Araujo,volto a dizer que sua linguagem aparentemente fácil,nos transporta a um tempo onde o respeito pelo ser humano se fazia digno de um Obrigado Sr.José,Obrigado SR.Manoel,sua benção meu Pai e minha Mãe,meu Padrinho,meu Avô ou meu tio.Bom dia Seu Antonio.Oi Dona Maria já foi a feira hoje?Bons tempos aqueles pois todos se respeitavam.O velho carro foi nada mais nada menos do que a reverênçia de um filho agradeçido pela vida e pelo exemplo de uma vida honesta valiosa,árdua,sacrificada e regida por abstinênçias por nós hoje inimagináveis.Obrigado mais uma vez Sr.José Araujo(correto?)por transportar-me para tempos que se foram e não retornarão jamais.Não devemos nos esqueçer das singelas coisas da vida como educação,respeito,agradecimento e além de tudo uma palavra que retrata a Índole do ser humano.GRATIDÃO.
E para o Sr.José Araujo minhas homenagens também ao Sr.seu Pai pois existe ainda aquêle velho e saudoso ditado "TAL PAI,TAL FILHO"

Douglas disse...

Só posso lhe dizer uma coisa!!! Obrigado por existir e ser meu amigo!!!
Seus contos são sempre maravilhosos, comoventes, sensiveis, etc...
Obrigado mesmo!!!

Gloria Meirelles disse...

Meu escritor favorito, mais uma vez voce nos faz viajar lendo um conto seu! Que delicia lembrar um passado tão longinquo, tão enraizado em nosso coração! Teu conto nos trouxe através de uma tampinha premiada, o grande premio de nossas vidas, ou seja, o amor pelos nossos pais que nem ao menos pode ser avaliado!
Me vi andando pelo Gazometro ao lado do Oswaldo, caminhando até o Mercadão para buscar especiarias para minha culinária.
Que saudades meu amigo!
Você só não voa, mas é um anjo que não tem asas, mas faz as pessoas voarem e serem felizes lendo cada palavra que voce escreve!
Beijos meu amigo e mais uma vez parabéns!

Anônimo disse...

av amador bueno da veigaeu nao gostei do conto,e nem do comentario do anonimo av celso garcia.pois o senhor jose ,e o av garcia,me fizeram lembrar de momentos,sentimentos,alegrias aprisionadas,odios imerecidos e agrecoes silenciosase,por tudo isso que eu nao gostei.tenho 65 anos,e eu tambem tive a minha caixinha que ganhei do meu pai.as garrafinhas que elas continham,expressavam tudo oque meu pai sempre me ensinou.a garrafinha que eu mais gostava quando eu tnha 7 anos,era uma que vinha cheia de amor.outras haviam,e estavam todas cheias de honra, carater,dignidade,etica,tolerancia,bondade,trabalho, perseveranca,humildade,e mais amor,amor e amor.aos 9 anos de idade, um bando de chacais quebraram a minha caixinha e todas as garrafinhas nela contida.so, que as garrafinhas ja estavam vazias ,pois eu havia bebido todo o conteudo que havia nelas.eu nao gostei do texto,porque os chacais continuam a rondar depois de terem se passado tantos anos,e como eles sofrem mutacoes muinto rapidamente,hoje so se ve,chacais vampiros.hoje nao existe mais tampinhas premiadas,e nem caixinhas para serem presenteadas.e e por isso que nao gostei.na minha caixinha nao tinha cartoes corporativos,so havia trabalho honesto.meu pai lutou na primeira guerra mundial defendendo a sua patria, e nao recebeu indenizacao por isso,mas certos terroristas no nosso pais, que mataram pessoas que tinham tampinhas,ja as receberam e bem polpudas.na minha caixinha,nao havia garrafinhas com vacas de ouro e nem cara de pau,havia honestidadenelas,nao cabiam o que diz um certo artropode,nao vi,nao sei,nao ouvie por tudo isso e muito mais  sr jose que eu nao gostei,por que o seu pai morreu e o meu tambem e nos seremos os proximos,e ,quando isso acontecer,so restara a propina,suborno,e mentiras,
as tampinhas estarao extintas
.  

Oswaldo Meirelles disse...

Caro Jose, é impressionante a sua capacidade de criar personagens com estorias que imitam a realidade e é tanto, que pessoas como o "anonimo" que comentou antes de mim confundiu a ficção com a realidade. Há leitores e "leitores" Jose e todos nós que admiramos seu trabalho sabemos que cada estoria, cada personagem que voce cria, vem de uma mente brilhante, de alguem que não deixa escapar nada à sua volta, que consegue enxergar o que poucos ao menos conseguem ver.
Ler seus contos, nada mais é do que voar através da asas da imaginação, fechando os olhos e imaginando os cenários que voce tão bem retrata.
Eu e Glória somos deste tempo caro José e as lembranças daquela época são imortais para nós dois!
Só tenho que agradecer por me permitir relembrar uma época de ouro, onde não havia maldade nos pensamentos das pessoas como hoje, que por qualquer motivo descarregam sua infelicidade atacando pessoas da paz e do bem!
Parabéns Jose Araujo, ao cotrário do "anônimo" que não gostou de seu conto, eu me emocionei e senti uma alegria enorme e relebrar um tempo maravilhoso que se passou.
Abração e continue a nos brindar com sua arte e sua capacidade de tocar corações como nem um outro.
Abração e que Deus te proteja sempre meu amigo, voce é mesmo muito especial!

Jorge Manoel Cerqueira disse...

Grande José!
Cara, quantos mais eu leio seus trabalhos, mais eu me apaixono pela sua arte de escrever!
sou jovem, meu pai ainda está vivo graças a Deus, mas mesmo a gente estando em outras épocas, paia é pai e a maioria age como o personagem de sua estoria!
Quantas vezes eu mesmo não fiquei imaginando se eu não estaria pedindo demais a ele em certas ocasiões e quantas vezes eu sei que ele fez por mim mais do que podia!
Amor de pai e filho não tem época, não tem tempo que mude, a gente sente isto dentro do peito e carregamos este amor pelo resto de nossas vidas!
Achei lindo seu conto e me emocionei às lágrimas meu amigo!
Obrigado por nos trazer à tona sentimentos e muitas vezes ficam escondidos, mas estão sempre vivos dentro de nossos corações!
Parabéns mais uma vez Jose e não deixe de avisar quando publicar novamente!
Abração e fica na paz!

Eduardo Santos disse...

Mais uma vez eu te pergunto!
Que mente é esta meu amigo?
Que fontes de inspiração o levam a criar estorias tão especiais comop esta?
Seja lá como for, tenho certeza de que voce coloca em cada linha de seus textos dois ingredientes que só podem dar certo!
Amor e fé e isto voce deixa bem claro que tudo que voce faz, fazenco com que a gente se sinta leve, em paz, mesmo quando uma lárima silenciosa teima em rolar de nossos olhos quando voce nos toca fundo o coração!
Perfeito meu amigo e como sempre, te digo sem receio, te amo meu amigo!

Jorge Teixeira disse...

Nada como ter o prazer de ler coisas que nos caem como um bálsamo no coração!
Voce é unico rapaz!
Nunca se esqueça disto!
Teu amigo de fé,

Jorge Teixeira

Alvaro Garcia disse...

Não tem jeito mesmo!
Voce consegue fazer com que a gente se prenda em seu texto desde o inicio!
É incrivel como eu me sinto impulsionado a ir até o fim, é como se algo muito forte me atraisse como um imã e sem perceber chego ao auge, o desfecho de suas estorias!
Jose Araujo, você tem talento meu amigo!
Ler seus contos é algo de que não abro mão toda semana!
Fico excitado por saber o que vem de novo por ai nos finais de semana.
Às vezes, quando preciso me recuperar de uma carga negativa recebida em algum lugar ou de alguma pessoa, releio seus contos e fico muito mais leve meu amigo!
Voce tem o dom de curar os males da alma e do coração!
Deus te abençoe sempre!
Seu amigo e leitor assídio,
Alvaro Garcia

Eliane disse...

Como dizer-te, como expressar-me?

Detalhes lindos, palavras doces, mensagem Gigantesca!!
Uma maravilha de texto, que me trouxe lágrimas aos olhos.."Pai", ser que nunca se vai, mesmo não estando entre nós...
Parabéns Jorge.........( sem palavras.....)
Grata.

mdb disse...

A coisa melhor que tem é recordar a infância feliz ou infeliz, pois de ambas tiramos muito ensinamento e muitas coisas positivas para compor nossa personalidade e aprendizado.
Quanto as tampinhas acho que não existe uma criança que não colecionou alguma coisa e sempre ouvia dos mais velhos, que era dinheiro jogado fora. Mas sempre havia um, que dava todo apoio.
Aqui no texto foi muito lindo o relacionamento do filho com o pai, era uma cumplicidade, por que seria melhor passar alguns dias sem luz, mas ver a alegria e felicidade do filho.
O filho teve a felicidade de sentir a grandeza do gesto do pai que guardou o segredo e pode realizar a tempo o sonho do pai e com isso nasceu a cumplicidade entre os dois até o dia da partida do pai. Ambos tinham o coração com sentimentos idênticos.

Jose eu amo quando escreve sobre infância. Eu sinto que estou fazendo parte de sua estória. Obrigada meu amigo e escritor preferido.
Beijos.Marilene Dias.