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domingo, 10 de agosto de 2008

UMA JANELA PARA A ALMA...


Há muito tempo atrás, nascia bem no coração da capital paulista, mais precisamente no bairro do Brás, um menininho, que logo ao sair da maternidade foi levado para morar num lugar chamado Várzea do Palácio, onde hoje é o Parque Ecológico do Tietê, onde morava a família. Seus pais viviam e trabalhavam, numa Olaria, uma antiga fábrica de tijolos de barro, onde não havia luz elétrica, nem água encanada e vida de todos que lá viviam era muito rústica em todos os sentidos. Quase toda a alimentação que eles consumiam, era produzida no local, em hortas imensas onde eram plantados vários tipos de vegetais e havia criação de diversas espécies de aves e animais, para garantir o consumo de carnes para todos e as vacas que produziam leite suficiente para toda a comunidade. Havia muitos patos, gansos, galinhas, perus, cavalos, vacas, enfim eram muitos os animais que o cercavam e eram eles seus únicos divertimentos, sua única distração. Assim o tempo foi passando e aquele bebê foi crescendo, se tornando um garotinho e sempre rodeado pelos animais que aprendeu a amar, mas não recebia atenção dos pais como deveria. Sua mãe sempre muito atarefada, além de ajudar a amassar o barro com os pés o dia todo, ainda tinha que cuidar da casa, do marido, mal sentava ou deitava em algum lugar e já adormecia instantaneamente, pois sua vida era só de muito trabalho, muitos sacrifícios, nunca havia um momento de pausa, para descanso ou lazer.

Seu pai levantava às 4:00h da manhã para iniciar sua jornada no trabalho, precisava acender ou limpar a fornalha da velha Olaria para nova queima de tijolos. Ele nunca parava nem para almoçar, comia executando tarefas e neste ritmo, ia até às 10:00h da noite, sem parar e jamais tinha tempo para brincar, ou conversar com o garotinho, que já tinha então quatro anos de idade, aliás, isto nem lhe passava pela cabeça, pois ele achava que tinha outras coisas mais importantes, com o que se preocupar. A vida dura que eles levavam, gerava conflitos entre o casal e o garotinho ouvia assustado a seus pais falando em voz alta, ou gritando. Sua reação imediata quando isto acontecia, era esconder-se onde ele pudesse, até que tudo se acalmasse, pois tinha muito medo de tudo aquilo. Não podia compreender o porque das discussões que com o tempo se transformaram de agressões verbais para agressões físicas entre eles. Ao longo do tempo, seu pai que jamais havia falado com ele, nunca havia dito qualquer palavra que demonstrasse que gostava dele de alguma forma, começou a bater nele para repreende-lo, por quaisquer motivos e na maioria das vezes, ele nem mesmo sabia porque estava apanhando. As surras foram aumentando e se tornaram espancamentos, a violência era tanta, que o garotinho tremia da cabeça aos pés, quando percebia que seu pai estava chagando em casa. Seu terror crescia dia a dia e as violências eram cada vez mais freqüentes, mas o que mais doía nele, mais do que qualquer pancada, é que sua mãe não fazia nada para impedir seu pai de espanca-lo e isto, ele não conseguia compreender, ele tentava, mas era em vão e ai, sua dor e tristeza, pareciam que nunca iam ter fim.

Aos cinco anos de idade, o garotinho ganhou um gatinho, foi um presente de uma tia, que morava muito longe e trouxe o bichinho em uma de suas visitas à família. Logo na chagada, quando sua tia lhe entregou o bichinho, para admiração de todos, houve uma aceitação imediata e parecia que o gatinho procurava proteção nos braços do garotinho, parecia que ele sabia que nele, podia confiar a sua vida. O tempo foi passando e os dois foram crescendo juntos, não ficavam longe um do outro por muito tempo e parecia que um dependia do outro para viver. Os espancamentos continuavam e o martírio do garotinho, era infindável, era tanto, que por vezes ele pensava que a qualquer momento, ele iria ser morto, com um golpe fatal. Todas as vezes que o gatinho via o pai do garotinho chegando, seus pelos ficavam arrepiados e seu rabo ficava em pé como se soubesse que aquele homem representava perigo, que algo errado iria acontecer. Do nada, vinham as pancadas e muitas vezes, ele não sabia de onde elas vinham, ou o que o havia atingido, apenas sentia as dores em seu corpo, mas a dor maior era a que sentia em seu coraçãozinho magoado, com tanto sofrimento e tanto desprezo.

O garotinho e o gatinho ficaram cada vez mais amigos, fieis um ao outro e sempre que o pai batia no menino, o gatinho se aproximava, ficava olhando fixamente para o menino em prantos e em seguida miava, como se quisesse dizer que ele estava ali, compartilhando de sua dor, que ele se condoia com o sofrimento do seu amigo. Muitas vezes, o gatinho pulava para os braços dele e ficava roçando sua cabecinha no rostinho molhado de lágrimas, até que de alguma forma, o coração do garotinho percebesse que pelo menos alguém neste mundo, se importava com ele e ai, se acalmava um pouco, tinha algum alento em sua dor. Enraivecido com o comportamento do garotinho em relação ao gato, seu pai ameaçou várias vezes de matar o bichinho, coisa que levava o garoto ao pânico total, a ponto de pensar em fugir dali levando com ele seu único amigo, mesmo que fosse para morar no meio do mato, sem comida, sem casa, sem proteção, mas pelo menos, imaginava que poderia estar em segurança, salvando a vida de seu tão querido gatinho. Um dia, após levar uma surra muito grande, o menino perdeu os sentidos e ficou largado no chão da sala, como se fosse uma coisa qualquer, sem importância, seu sangue escorria de sua cabeça pela pancada violenta que havia levado e não havia ninguém para ajuda-lo, ninguém para socorre-lo. O gatinho que estava escondido embaixo da cama, quando percebeu que poderia sair em segurança, correu para onde estava caído o menino, roçou-se nele, miou varias vezes, mas não houve resposta.

O pobre animalzinho, de alguma forma, sentiu que algo estava muito errado e começou a miar, como se estivesse ficando louco, até que alguém incomodado com o barulho, foi ver o que estava acontecendo com o gato e encontrou o menino desacordado, e ai, pediu ajuda e o levaram ao hospital. Após dias nos hospital municipal, o menino se recuperou e voltou para casa. Durante o tempo em que ele esteve fora, o gatinho não saiu do lugar onde ele estava caído, ficava lá como se o esperasse, como se a qualquer momento, ele fosse entrar pela porta e ele pudesse correr, pular em seu colo, como sempre fazia. Quando o garoto entrou em casa, o gato correu e se atirou em seus braços, dando um pulo do chão, diretamente para peito do menino, que o abraçou e começou a chorar, pois ele sabia que o seu gatinho, além de ser seu único e fiel amigo, havia salvado sua vida e por isto, ele lhe seria grato, para o resto de seus dias. O pai do menino, ao ver a cena ficou enfurecido. Durante a madrugada, ele capturou o gatinho, colocou-o em um saco e o levou embora, para um bairro muito distante, de onde ele não poderia voltar sozinho. Quando o garoto acordou soube do fat, ele entrou em desespero, não podia de forma alguma entender, porque havia tanto mal no coração de seu pai e sua dor foi tanta, que nem mesmo conseguia chorar, apenas soluçava profundamente, incapaz de dizer, uma única palavra. Seu gatinho, seu amigo, aquele a quem ele devia a sua vida, o único que havia demonstrado amor e carinho por ele, tinha ido embora de uma vez por todas, para nunca mais voltar. Ele havia perdido algo que só havia encontrado nos olhos daquele animalzinho, algo que havia procurado em vão nas pessoas que o rodeavam, pois a dor que ele sentia por dentro era tão grande, que a única coisa que poderia ajuda-lo, seria encontrar nos olhos de alguém, uma janela para a alma.

As surras e espancamentos um dia pararam, o garotinho cresceu, superou muitas fases difíceis na vida, se transformou em um homem, aprendeu a viver, aprendeu a amar, compreender e perdoar as pessoas e eventualmente, encontrou uma pessoa que lhe abriu novamente a janela para a alma que desde aqueles tempos de menino, ele procurava, sem encontrar e aí, ele se casou, foi pai, viveu feliz com sua esposa e toda a sua família, mas ele jamais esqueceu, nem nunca se esquecerá, daquele que foi seu único e verdadeiro amigo daquela infância tão sofrida. Ele sempre carregou em seu coração, com muito amor, carinho e gratidão, aquele que conseguia enxergar através de seus olhinhos felinos, toda sua alma de criança, tão presa, profundamente ferida e magoada. Aquele gatinho, pequeno e indefeso como ele quando criança, em sua pureza de sentimentos, de amor simples, natural e incondicional, sem dúvida nenhuma, foi para ele, uma mensagem de Deus.


Nos pequenos olhinhos de um gato, um animal que a humanidade tão racional e cheia de sí, diz ser um ser irracional, quando mais precisava, o garotinho tão triste e infeliz, sempre encontrou, uma janela para a sua alma, tão ferida e magoada, para não morrer, de tanta dor.


Autor: José Aráujo

Fotografia: Meu gatinho - Fotógrafo: José Araújo

24 comentários:

Nadja disse...

Linda mensagem de amor e confiança entre seres distintos mas que se completavam. O amor de um animalzinho é o mais sincero de todos os amores, por ser dito irracional, ele ama quem lhe da amor, o alimenta, o aquece, ele sente em sua alma o que recebe e sem pedir nada em troca ele se desmacha em amor pelo seu dono. Diante da crueldade de seu pai, esse sim irracional, o menino encontrava em seu unico amigo o amor que sempre lhe foi negado, e seu pai que apenas odio cultivava em seu coração separou o filho de quem ele mais amava.
São lições que aprendemos através dos seus contos que tanto bem retratam a humanidade, hoje tão sofrida, tão absorvida por seu trabalho (e muitas vezes pela falta dele) que não percebe mais a importância de um "eu te amo meu filho" ou mesmo "como foi o seu dia?", olham para a criança e nela enxergam apenas a sua luta diária que muitas vezes seria mais amena, (naquela cabeça doente), se aquele filho não existisse, se não estivesse ali necessitanto de seus cuidados e atenção.
Parabéns querido, mais um alerta para os seus leitores, hoje no dia dos pais que seus filhos possam ser abraçados e amados.
Beijos maninho querido, você é como aquele gatinho que tem a capacidade de amar sem nada pedir em troca e eu amo você incondionalmente.

Mimaris Miranda Guedes disse...

Oi!Amigo querido esta mensagem é linda como todas as que vc escreve ,muito emocionante a amizade deste gatinho com o garotinho ,pelo menos para mim que adoro os animais e os meus preferidos são os felinos, vc é e sempre será um gênio em contos ,faz a gente se emocionar até as lágrimas.Peço a DEUS que contnue te protegendo e que vc nunca deixe de escrever esses lindos contos.BJS DE SUA AMIGA QUE TE AMA DO FUNDO DO CORAÇÃO.

bruno disse...

Pai eu achei sua estória muito bonita e que esse domingo seja o melhor de todos para vc e que o amor esteja dentro do senhor para todo o sempre e feliz dia dos pais

Luis Enrique disse...

Que história mais desgarradora, tão triste e tocante meu caro. Esse menino tão só e esse animalzinho tão querido que esteve com ele nesse trance tão dificil e violento para uma criança. Esse Pai tão pouco amoroso e tão agressivo, imagino ter a vida dele, só trabalho e nada de prazer nem descanso deve ser terrivel mas a criança pouca ou nada de culpa tem disso. Que lindo são os animalzinhos de estimação, eles sempre a darem um amor incondiconal, são uma grande companhia para as pessoas, sobretudo as pessoas solitarias e as crianças. Caro, vc toca muito o tema do Pai maltratador ou mesmo do Pai como figura principal. Seu Pai como era José? tem a ver estos contos com parte de sí, da sua vida real?. Outro conto mais que adorei ler, belo, sublime, tocando as fibras da condição humana e a emoção do coração. Beijinhos :-)

mdb disse...

Jose achei o texto muito triste e bonito em relação ao amor do menino com o gato.
Hoje em dia o espancamento é muito comentado pela mídia e os espancadores deu uma maneirada, mas depende muito do local de moradia.
Agora tem muitas pessoas que denunciam.
No caso do menino o que me chamou atenção foi o silêncio da mãe, sua passividade, pois mãe vira fera quando acontece uma coisa dessa com seu filho e ela não, deixava acontecer. E o pobre menino sofria duplamente:a covardia do pai, que era um carrasco e a mãe uma mosca morta sem ação.Que sofrimento tão grande para uma criança tão inocente! Era simplesmente um mártir, só não sabemos o porquê.
Foi muito sofrimento a ponto de ser internado e salvo pelo gatinho,que tão logo teve um fim tão triste, a separação.
Deus recompensou o menino que cresceu, constituiu família e foi um exemplo, contrário dos pais.
Só não conseguia esquecer sua janela para a alma, que era o único amigo que teve na vida o gatinho.
Jose obrigada pela oportunidade de ler seu texto, tão trste mas emocionante.Beijos amigo da sua irmã que adora você.
Marilene Dias.

Alvaro Garcia disse...

Com tanta violência infatil impune ao redor do mundo, seu conto é um alerta ao ser humano sobre sua conduta para com os pequenos.
Mais uma vez você se preocupa com o bem estar do próximo numa estoria triste, mas muito real em todos os tempos.
Mesmo com o estatuto de proteção à criança e ao adolescente, ainda hoje é certeza de que em algum lugar deste mundo, uma criança sofre com a violência dos adultos, sem ter chance de se defender e muitas vezes, é obrigada a deixar os estudos e ir trabalhar.
Que Deus proteja a todas estas crianças que ainda sofrem com a impunidade tanto de pais violentos, quanto de outras pessoas que abusam da força para subjugar os pobres inocentes.
Parabéns por mais este conto que é mais do que um alerta para este problema tão real no mundo inteiro!
Abração meu amigo e escritor favorito!

Paulinha disse...

Muitas vezes os animais são mais "humanos" do que nós e demonstram isto com uma força imensa quando protegem seus donos, como se disto dependesse suas próprias vidas.
O gatinho, personagem de seu conto, foi um herói na vida do menino que indefeso, sem poder contar com niguem, foi salvo pelo felino, num sinal claro de que eles não tão "irracionais" como se pensa.
Belissima estoria, triste, mas verdadeira e além de um alerta conta a violência infantil, é tambem um alerta para que se ame mais nossos animais, porque quando eles gostam da gente, é um sentimento puro, intenso e muito verdadeiro!
Um beijo querido!
Mais uma vez eu chorei!
Adoro você!

Edson Santos disse...

Uma janela para a alma...
Quantas vezes em nossas vidas tivemos a necessidade de encontrar nos olhos de alguem uma janela para nossa alma ferida, magoada e sem esperanças?
Este gatinho da foto, tão lindo, com uns olhos que parecem falar, enriqueceram mais ainda sua publicação que é na minha opinião espetacular!
Parabens pelo talento e pela capacidade de falar sobre sentimentos humanos como ninguem!
Abração meu amigo e tenha uma semana muito especial!
Seu amigo sincero,

Edson Santos

Eduardo Santos disse...

Mesmo quando adultos, muitas vezes procuramos uma janela para nossa alma nos olhos de alguem, contudo, são raras as vezes em que a enxergamos lá.
Talvez porque a humanidade esteja se tornando fria, insensivel para com os proprios sentimentos, quanto mais para os alheios.
Quissas um dia eu encontre uma janela para minha alma e que eu possa atressar por ela rumo a um horizonte sem fim, mas por enquanto, vou ficando por aqui, esperando que em algum momento de minha vida eu a encontre, quem sabe, só me resta esperar.
Parabéns pelo conto que nos leva a viajar ao passado, vivendo o presente e tentando adivinhar o que nos espera à frente!

Beijão cara!
Amo voce demais!

gig disse...

Amigo parabéns!
Seu lindo trabalho me emocionou
até as lágrimas!
Eu tenho uma cachorrinha de pequeno porte, e sei muito bem o
que significa ter um animalzinho a nosso lado.
Você é um excelente artista!
Que Deus o abênçoe hoje e sempre.
Elisabeth

joseja disse...

parabens adorei você é espcial.que deus tiabçoi sempre bjsssssss

Lais Carvalho disse...

Ninguem que não tenha um animalzinho de estimação pode compreeder o quanto eles podem demonstrar sentimentos que para a lógica só podem ser humanos.
Eles ao contrário de muitos de nós quando amam seus donos vão até as ultimas consequencias para preservar a gente.
Gatos, cachorros, não importa, eles são algo que Deus nos deixou para nos lembrar que existe muito mais coisas além daquilo que a gente meramente compreende!
Lindo seu conto meu amigo!

Você é um anjo disfarçado de gente!

Adorei teus trabalhos, mas Uma janela para a alma não poderia deixar de me amocionar demais!

Beijos! Deus te proteja sempre!

Meire Galvão disse...

Uma mensagem de amor como poucas que já lí onde os animais fazem o papel principal na estoria!
Seu menino, tão sofrido, encontrava nos olhos do gatinho a janela para a alma que ele tanto procurava nos olhos das pessoas que o rodeavam, sem encontrar!
Amei esta estoria linda, triste, mas muito real pois tantos existem crianças que ainda passam pelo que o seu personagem passou, como existem animais que são tudo na vida da gente.
Tenho a minha Dolly, uma cachorrinha tão pequenina, mas com um coração maior do que o de muitos que se dizerm humanos!

Parabéns! Além de escritor impar, você é dono de um espiritualidade linda!

Abraços carinhosos de mais uma fã de seu trabalho muito mais do que especial.

Obrigada por me proporcionar momento de puro sentimento, pois é isto que voce passa em todas as linhas do que escreve!

Zélia Carolina Novais disse...

Não tenho palavras!

Lindo demais!

Parabéns pela sensibilidade e talento como escritor que em você é absolutamente inegável!

Bjs!

Raquel Angelina Martins disse...

Uma janela para a alma...
Sempre que estou triste, para baixo, minha gatinha vem e se acomoda em meu colo.
Ela se deita sobre minhas pernas e fica me olhando com um olhar atento, parecendo que quer descobrir o que há de errado comigo.
Se eu não faço um carinho nela, ela dá um miado baixinho, como se fosse um carinho e aí eu desabo, choro e falo para ela tudo que gostaria que outras pessoas ouvissem.
O mais interessante, é que ela não tira os olhos de mim enquanto eu não esboço um sorriso para ela.
É dificil descrever a sensação que esta atitude dela me causa, mas mesmo escrevendo este comentário, quando lembro do olhar dela,minhas lágrimas rolam com facilidade.
A maldade de alguns seres humanos chega a causar sofrimento às pobres crianças indefesas e a ironia é que um animalzinho, pode amar mais do que um ser humano!
Perfeito! Amei seu texto com todas as forças de meu coração!
Um beijo meu querido e não deixe de escrever nunca!

Renata H. Rampazo disse...

Você consegue emocionar até as pedras José!
Meu marido, tão durão, tão cheio de dizer que não se emociona com fácilidade, foi pego chorando ao ler seu conto!
Você é um instrumento divino nesta terra tão cheia de maldade e egoismo!
Que a graça de Deus esteja com voce por toda a sua vida!

Beijos meu querido escritor de emoções!

Rosa Maria Cruz disse...

É imaginação minha ou voc~e existe mesmo?
Sim, porque não é considerado normal para os padrões um homem escrever com o coração!
Muito lindo seu trabalho e com um diferencial inalcansável posso dizer!
Uma bela tarde para ti e meus parabens José!

Rogerio Caldas Viana disse...

Seus contos, seus personagens, os enredos das estorias, as tramas no desenrolar deles, são a mais pura reprodução da vida real.
Chego muitas vezes a pensar se voce não viveu algumas delas, mas seja como for são um presente divino para nos alertar para o verdadeiro sentido de sermos humanos!
Abração José Araújo, você é demais cara!

Priscila disse...

Seria muito bom se todos pudessem ser como aquele garotinho que apesar de tudo que sofreu conseguiu superar a dor e se tornar alguém de bom coração.É isso que importa na vida e isso só é possível por causa dos amigos.Pra muitos podia ser só um gato mas pra ele foi o que transformou sua vida e não permitiu que se tornasse um monstro como a situação certamnte o levaria a ser.
Meus parabéns e que vc continue escrevendo coisas tão bonitas e que nos dão uma lição de vida.

Alberto disse...

Mais uma vez sua crônica está linda, adorei de verdade.Os gatinhos são criaturas dóceis cheias de carinho e quando dão cria, são mais amorosos que nós os humanos. Beijos no seu coração.

Claudiana disse...

meu amigo querido, vou confessar q não gosto dos felinos, não sei pq mas não os acho confiantes...
mas esse gatinho de sua estória é tão lindo, amigo, confiável... um verdadeiro herói.
vc realmente é encantador, sabe escrever como ninguem... linda estória! Gostei!
beijo no seu coração c meu carinho de sempre.
Sua amiga Diana

Marcos disse...

Que deus contunue te iluminando para q vc continue nos presenteands com seus belos e contemplativos contos!!!!!!!! Parabens por
UMA JANELA PARA A ALMA,,,,
sempre penso q vc escveve diretamente para mim, tenha paz, e saude pra td sua familia,,, abraços amigo...

César Romagnolli Jr. DF disse...

Comprei o livro Entrelinhas na Bienal e através do seu endereço publicado nele cheguei até você.
Eu fiquei curioso para sabe mais sobre o autor de Um amante, um amigo, uma paixão.
Sinceramente eu esperava encontrar outro tipo de literatura em seu Blog, mas minha surpresa não poderia ser mais grata Sr. José Araújo!
Li e reli vários de seus contos e me emocionei às lagrimas em muitos deles, me reconheci em alguns personagem, me vi em algumas da situações criadas por sua mente brilhante que mais parace um relato de vidas.
Posso dizer com base que o Sr. é um fenômeno na atual situação da humanidade e que deveriam haver muitos outros autores com sua capacidade de nos trazer emoções vivas através de seus textos.
Quero deixar registrado que a partir de hoje, sou seu mais novo leitor e espero um dia poder ter um livro só seu, com uma coletânea de seus maravilhosos contos que me fizeram um bem enorme à alma e ao coração!
Parabéns pelo talento, pela capacidade de enxergar muito além do que muitos de nós!

Sucesso!

Beto G. disse...

Sabe de uma coisa? Muitas vezes quero libertar meu coração, quero me declarar ao homem que eu amo, mas tenho receio de que ele não compreenda e não me aceite.
Tenho medo de que ele seja preconceituoso, que me ofenda, que se afaste de mim como muitos já o fizeram em minha vida.
É muito dificil amar na minha condição de Gay e mesmo com toda a evolução dos tempos, da mentalidade das pessoas, somos vistos como fora dos padrões e como tal, isolados dos demais.
Mesmo que digam ao contrário, o preconceito existe, ele é muito forte na mente das pessoas e não tende a se extinguir tão cêdo nest sociedade em que vivemos.
Sofremos duplamente, pela nossa condição perante à sociedade, que nos discrimina e pela prisão injusta de nossos corações, que amam como qualquer ser humano o faz.
Tudo que voce falou em seu texto sobre sofrer com a prisão do coração, nós vivemos e sentimos com muito mais força por causa do preconceito e da discriminação.
Espero que um dia eu possa finalmente "libertar" meu coração, que um dia eu finalmente encontre a pessoa que vai me fazer feliz, que me prove que eu tenho tanto direito, quando qualquer pessoa deste mundo a amar e ser amado.
Você tem um jeito diferente de se expressar, você usa palavras simples e de fácil compreensão e toca a gente no fundo do coração!
Amei de paixão este texto que para mim pelo menos, é tudo do que eu preciso neste momento!
Quem sabe um dia, eu ainda possa ser feliz!
Beijos meu lindo!