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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

TODAS AS CORES DO ARCO-ÍRIS...



Eu simplesmente não acredito que você esta fazendo isto comigo mãe!


Gritava Daniel para sua mãe que o chamava da janela de seu apartamento, na Rua Frei Caneca, a uma quadra da Avenida Paulista, a mais paulista de todas as avenidas. Ele estava na frente do edifício onde morava e pulava em um pé só, tentando calçar uma sandália havaiana, para poder subir e ir se arrumar para um encontro indesejado. Sua mãe uma mulher esclarecida e muito especial, sempre soube de sua opção sexual e quando ele entrou em casa, ela disse sorrindo num tom de brincadeira, que ele não precisava ficar nervoso. Sair com um rapaz para tomar um lanche, não queria dizer que eles tinham que se casar. Daniel sorriu para ela e disse que ela não existia. Três semanas antes, sua mãe reencontrou uma família amiga, que eles não viam há muito anos. Eles foram vizinhos até que Daniel completou seu décimo aniversário e então, eles se mudaram para o interior do estado e acabaram por perder o contato, mas agora, estavam de volta a São Paulo e desta vez para ficar. Por uma destas coincidências da vida, a família amiga tinha um filho, apenas dois anos mais velho que Daniel. Na tentativa de recuperar o tempo perdido com a distancia, a mãe dele em conjunto com a mãe do outro garoto que se chamava Alexandre, combinaram um passeio deles ao Shopping Frei Caneca, sem consultar aos dois. Seria um encontro para que a velha amizade de seus filhos fosse reatada, além do mais, Alexandre era muito reservado e sendo praticamente novo na capital paulista, precisava de um empurrão para se enturmar novamente. Eles se encontrariam na casa de Daniel e de lá iriam para o Shopping. Daniel havia ficado furioso com sua mãe por ter combinado tudo sem dizer nada. Ele se lembrava de Alexandre como um garoto chato, barrigudo e com aparelho nos dentes, o que fazia da imagem em sua lembrança ainda pior.


Alguem lhe contou que quando ele nasceu, Alexandre fez questão de escolher o presente que sua mãe iria dar a Daniel como lembrança e ele, todo orgulhoso e cheio de si, escolheu um patinho de borracha, daqueles que se põe na banheira para o bebê brincar enquanto toma seu banho. Mas ele não escolheu qualquer um. Ele escolheu um patinho azul que tinha um Arco Iris pintado em suas costas. Enquanto Daniel escovava seus dentes, ele se recordava de um velho álbum de fotografias de sua infância. Nele, havia uma foto antiga onde ele e Alexandre estavam sentados num banco, em frente à Paróquia do Divino Espirito Santo, que ficava na rua de sua casa, enquanto aguardavam outros amigos de seus pais chegarem, para a missa dominical. A velha fotografia, mostrava Alexandre com o braço em volta do pescoço de Daniel, que timidamente olhava para o chão, mas Alexandre não. Ele olhava diretamente para a câmera fotográfica, com um sorriso largo nos lábios e um brilho intenso em seu olhar. Naquela época, os dois estudavam na mesma escola e quando se encontravam pelos corredores, Daniel fazia de tudo para passar despercebido aos olhos de Alexandre, mas era sempre em vão. Ele sempre dava um jeito de se aproximar. Nem que fosse apenas para dizer um oi. Debaixo do chuveiro, enquanto Daniel deixava a agua correr livremente sobre seu corpo, ele se perguntava, como e porque, ele acabou se deixando levar pelo arranjo de sua mãe. Já fora do chuveiro, ele se enxugava rapidamente, mas na esperança de que Alexandre não viesse, afinal, eles não tinham nada em comum. Um era engenheiro eletrônico, supostamente Hétero, o outro um professor de música e Gay assumido. Do que eles poderiam falar no encontro? Como Daniel, sendo um professor de música, poderia enturmar um engenheiro eletrônico com seus amigos que eram ligados ao mesmo ramo de sua profissão e que também compartilhavam na maioria de sua opção sexual? - Em que furada eu fui deixar me meter! Disse Daniel em voz alta.


Ele saiu do banheiro e foi para seu quarto, e enquanto trocava de roupa, a campainha tocou. Em silencio, por uma fresta na porta entreaberta, ele ouviu quando sua mãe recebeu Alexandre, como se fosse alguem da família que ela não via há muito tempo. Ela o abraçou e beijou no rosto, dizendo que estava muito feliz de reve-lo depois de tanto tempo. Ele acanhado, agradeceu seu carinho e sua atenção. Os dois se dirigiram para a cozinha, aliás, a cozinha era só para pessoas íntimas da casa e Daniel não entendeu a atitude de sua mãe. Não podendo ouvir mais nada, ele começou se trocar, mas algo dentro dele rezava para que ele não fosse obrigado a sair com Alexandre. Desde pequeno, pelo que se lembrava, ele sentia uma sensação desagradável quando estava perto dele. Enquanto Daniel calçava o tênis, seu celular tocou. Era seu amigo mais chegado, perguntando se ele já havia se encontrado com o tal "cara" de quem ele havia falado. Ele disse que não. Disse ao amigo que o "cara" estava ainda na cozinha com sua mãe e que iria até lá em poucos instantes e precisava desligar. Antes de terminar a conversa, ele pediu ao seu amigo para lhe fazer um favor. Daniel e Alexandre iriam até o Shopping Frei Caneca, para tomar um lanche na praça de alimentação. Isto seria mais ou menos dentro de uma meia hora. Pediu ao amigo que os encontrasse lá e inventasse qualquer mentira. Qualquer coisa para que ele pudesse deixar Alexandre o mais rápido possível. Tudo ficou combinado. Afinal, para seu amigo mais chegado, aquilo era apenas mais um jogo, pois os dois se livravam mutuamente de grandes "furadas" quando necessário. Daniel acabou de se vestir e ao caminhar pelo corredor que dava para a cozinha, parecia que seus Tenis eram de cimento. Ele estava sem a menor vontade de se encontrar com Alexandre. Ao se aproximar, ia ouvindo a voz de sua mãe muito alegre e tagarela tecendo elogios a Alexandre.


Como poderia ela gostar de um "garoto" como ele. Feio, chato e ainda por cima, barrigudo, convencido e antipático? Ao entrar na cozinha, foi impossível não notar a presença de Alexandre. Ele estava sentado na mesa da cozinha, de frente para sua mãe. Ele tinha uma postura impecável. Ombros largos, braços peludos e musculosos. Sua pele bronzeada, seu cabelo impecavelmente cortado e penteado. Alexandre usava uma barba muito bem cuidada e a moldura que ela e seu cabelos pretos e cacheados davam ao seu rosto, faziam dele a imagem de um Deus grego. E que olhos azuis mais lindos ele tinha! Não é possível! Pensou Daniel. Onde foi parar aquele garoto de quem ele se lembrava? Aquele homem à sua frente, com porte atlético e que devia ter 1,80 de altura, não poderia de forma alguma ser moleque chato. Ele se levantou da cadeira onde estava sentado para cumprimentar Daniel, apertou sua mão e sorriu para ele mostrando seus dentes magníficos. Daniel ficou boquiaberto com a perfeição de seu sorriso! Aquilo só poderia ser o resultado de anos de uso de aparelho corretor. Ao toque da mão de Alexandre, Daniel estremeceu. Uma energia elétrica preencheu todo o ambiente. Ele ficou sem palavras. Apenas sorriu para Alexandre enquanto aqueles olhos azuis cintilavam ao olhar para ele. - É muito bom reencontrar você meu amigo! Disse o rapaz. Muito nervoso, Daniel disse que o prazer era todo dele, mas pediu licença logo em seguida, dizendo que havia esquecido algo ligado, e saiu correndo em direção ao seu quarto. Em segundos, ele entrou nele e foi direto para o seu banheiro. Lá ele se trancou. Daniel estava ofegante. Seu coração batia milhares de vezes por minuto. Parecia que ia sair por sua garganta. A adrenalina que corria em seu corpo parecia queimar suas orelhas. Ele estava excitado como nunca esteve na vida. Sua mente teimava em afirmar que aquele "cara" na cozinha, não era o garoto de quem ele se lembrava. Ele era um homem muito bonito, simpático, educado, com um charme, que ele nunca tinha visto em um homem, e mais ainda. Era muito sensual. De virar a cabeça de qualquer um. As mãos de Daniel estavam tremendo de emoção. Desordenadamente, ele começou a vasculhar suas gavetas, à procura de outra roupa para vestir. De repente ,ele parou e pensou consigo mesmo, que aquilo, não seria uma atitude inteligente. Que seria óbvio demais para Alexandre ,se ele reaparecesse na cozinha com outra roupa.


Daniel resolveu voltar para onde eles estavam, mas agora, seus pés já não pareciam usar Tenis de cimento. Muito pelo contrário! Ele caminhava a passos largos em direção à cozinha e cheio de excitação. Ele mal podia respirar pois a imagem de Alexandre agora impregnava sua mente. Ela o fazia imaginar coisas cada vez mais excitantes. Ao entrar na cozinha, Alexandre já se despedia de sua mãe e eles foram em direção ao hall do elevador. Quando ele se abriu, Alexandre colocou sua mão nas costas de Daniel para que ele entrasse primeiro e ele estremeceu. Ao chegarem no estacionamento no subsolo, eles entraram no carro e ficaram lá. Parados. Um olhando longamente para o outro. Não foi preciso nenhuma explicação. Seus olhares disseram um ao outro, o que precisavam saber. Em meio ao silêncio que dava vazão ás vozes de seus corações, um beijo longo e apaixonado aconteceu e eles apenas se entregaram ao momento, sentindo seus corações batendo em disparada em seus peitos. Após um longo tempo, entre troca de carícias, beijos e abraços, quando finalmente começaram a conversar, parecia que os assuntos não iriam mais se esgotar. Ele não pararam de falar por um longo tempo, relembrando historias de sua infância e riram muito. Principalmente, da época em que Daniel ficava nervoso com a presença de Alexandre. Quando ficavam sem falar um com o outro, por algum desentendimento, era Alexandre quem primeiro procurava conversa novamente. Daniel descobriu que por trás daquele charme sedutor e encantador, não havia apenas um homem sensual. Ele era muito mais do que ele pode imaginar. Alexandre era inteligente,íntegro, um homem com a cabeça feita, que conhecia os fatos da vida e sabia muito bem lidar com eles em todos os aspectos. Por fim, eles compreenderam que tinham muito em comum e que sua conexão, era uma coisa muito mais profunda do que a historia de vida na infância que eles compartilhavam.


O amigo de Daniel ao chegar no Shopping, subiu as escadas até a praça de alimentação várias vezes sem encontrar os dois. Depois de quase três horas, após andar bastante, ele resolveu passar mais uma vez pela praça de alimentação, e foi então que de longe ele os viu. Observando mais atentamente, ele percebeu que o comportamento de Daniel não era o de quem estava chateado, ou inconfortável. Ele parecia mais feliz do que nunca. Era como se aquele não fosse o Daniel que ele havia conhecido, pois ele apesar de ser bem humorado, trazia no olhar uma tristeza que era impossível de se esconder, mesmo estando sorrindo. Ao aproximar-se dos dois, se apresentou a Alexandre e pediu licença para falar com Daniel por um minuto, pois precisava falar algo serio e particular com o amigo. Alexandre com toda gentileza e educação, disse que iria ao banheiro e o dois ficaram a sós. O amigo de Daniel, pronto para lhe salvar de mais um encontro às cegas, perguntou como andavam as coisas e Daniel disse que melhor não poderiam estar. Inconformado, ele disse a Daniel para pensar direito, afinal, ele nem conhecia o "cara". Foi então que Daniel lhe disse que na verdade ele o conhecia por toda a sua vida. Que achava que se as coisas continuassem como estavam caminhando, eles iriam acabar ficando juntos um dia. Um ano depois, eles se mudaram para um apartamento na Rua Frei Caneca, bem perto do condomínio em que Daniel tinha morado com sua mãe. Anos depois, em cima de um aparador na sala de estar, haviam fotografias da comemoração que os amigos fizeram para eles, quando resolveram ir morar juntos e um pouco acima, pendurada na parede, uma velha foto mostrava Alexandre e Daniel sentados no banco em frente à igreja. Alexandre com o braço em volta do pescoço de Daniel, sorrindo para a câmera, com um brilho intenso em seu olhar, enquanto Daniel timidamente olhava para o chão. Toda a vez que Daniel passava em frente ao aparador, lá estava Alexandre, sorrindo para ele na fotografia pendurada na parede. Depois de longos e longos anos de uma vida a dois, de muita cumplicidade, amando-se sempre como se fosse a primeira vez, Daniel às vezes se perguntava, se desde aquela época, aquele garoto de quem ele se lembrava com tanta antipatia e que tanto o incomodava em sua infância, já sabia de tudo que iria acontecer entre os dois.


Talvez a resposta para sua pergunta, estivesse no patinho de borracha que ele ganhou de Alexandre quando nasceu. Ele era todo azul, com um lindo arco-íris pintado em suas costas. A vida é cheia de surpresas. Ela não proíbe, nem força a ninguém a amar ou deixar de amar alguem. Tudo que aconteceu com Daniel e Alexandre, só foi possível porque a vida tem regras que ninguém pode quebrar, e uma delas, talvez a mais importante, surgiu em suas vidas, de uma maneira incomum. Ela diz que qualquer emoção que possamos sentir, desde que ela seja sincera, acontece absolutamente de forma involuntária. Não podemos força-la, ou evita-la. Tudo que tiver que ser, será. Pode até tardar, mas um dia vai acontecer. Daniel e Alexandre, não escolheram sentir o que sentiam um pelo outro. Eles encontraram o amor num lugar onde jamais esperavam encontrar em suas vidas. Um amor que aconteceu como tinha que ser, e foi vivido num lugar, que para eles sempre foi muito mais do que especial, pois foi naquela rua que eles nasceram. Tudo aconteceu na Rua Frei Caneca, bem no coração de São Paulo, a cidade que acolhe de braços abertos todas as raças, todas as religiões, todas as crenças e que sabe admirar e apreciar como Alexandre e Daniel, todas as cores do arco-íris. Poderia ter acontecido em qualquer outro lugar do mundo, mas tinha que ser em São Paulo, porque afinal das contas, foi nesta cidade que todas as coisas boas aconteceram nas vidas de Daniel e Alexandre. Passear de mãos dadas no calçadão da Avenida Paulista, ir ao cinema, ao Shopping caminhando abraçados, demonstrar publicamente seus sentimentos e serem respeitados por isto, não acontece em qualquer lugar, mas aqui eles tiveram este direito garantido. A felicidade dos dois foi o resultado das opções que eles fizeram na vida. Eles optaram por viver em São Paulo e optaram por ser felizes, e o foram. Ser feliz definitivamente é uma opção. O resto, é resto e ponto final.


Quando Daniel tinha 16 anos, ele escreveu um texto que foi escrito com todo seu sentimento, com toda a sua indignação de um jovem adolescente, pelo preconceito que sentia por parte de algumas pessoas, e nele, ele dizia:

"Se as Rosas podem ser amarelas, vermelhas, brancas e ainda assim, continuam a ser Rosas, se os nossos cabelos podem ser pretos, loiros ou castanhos e ainda assim, continuam a ser cabelos, se os nossos olhos podem ser castanhos, pretos, azuis ou verdes, e ainda assim, continuam sendo olhos, então, por que as pessoas não podem ser especiais, diferentes, únicas, originais, e ainda assim, continuar a ser pessoas e ser respeitadas como seres humanos? Se as Rosas podem ser amarelas, vermelhas, brancas e ainda assim, continuam a ser Rosas, por que é que eu tenho que ser do jeito que as outras pessoas querem que eu seja?"

Desde muito jovem, muitas vezes podaram as penas de suas asas para que ele não pudesse mais voar, mas ele amadureceu com o tempo e com o sofrimento. Aprendeu que o importante para a mente e para o coração é ser autêntico, ser verdadeiro. Não se deixou prender dentro de sí mesmo pelas regras criadas pela dita sociedade dos homens. Daniel acreditou no poder da fé em Deus que um dia seria feliz, e ele foi. Quando as penas de suas asas cresceram novamente, e ele pode finalmente voar, ele foi em direção ao lugar onde poderia encontrar juntas, todas as cores do Arco-Íris.



Dedicatória:


Dedico este conto, a todos os meus leitores e amigos, que como eu, aboliram de seus dicionários as palavras, orgulho, preconceito e discriminação. A todos aqueles que aprenderam a viver e deixar viver, e em especial, aos que ouviram seus corações e optaram decidir por vontade própria, que ao invés de preferir o Azul, ou o Rosa individualmente, iriam escolher e gostar de algo diferente. Que iriam gostar, de todas as cores do arco-íris.



Autor: José Araújo


Fotografia: Noite na Avenida Paulista

Fotógrafo: José Araújo

17 comentários:

Nê disse...

Sabe Jo, o ser humano infelizmente ainda não aprendeu a respeitar a si próprio, não nascemos perfeitos, senão não estaríamos aqui,mais o maior defeito é a desumanidade, o preconceito. Assim com DEUS permitiu cada ser humano tem seu livre arbitrio, o importante mesmo é vir e ser FELIZ..ser honesto consigo mesmo, ser justo e acima de tudo verdadeiro.bjus..adorei o texto..rs..

isa disse...

É verdade José Araujo esta faltando amor próprio as pessoas ignoram o outro pelo simples fato de elas serem diferente, pela religião que ela frequenta, ou pelo simples fato de ela ser até de cor ou do sexo oposto
mas o importante de tudo isso é a pessoa se amar não tem nada mais importante do que nós termos o amor próprio, o resto deixa rolar rsrsrs um beijo no seu coração meu querido amigo ♥

31 Outubro, 2008 13:40

Eduardo Santos disse...

Cara, ninguem mais faria um conto como este se não você!
Há nele uma verdade tamanha que a estoria paracer ser real!
Quem dera eu tivesse a sorte de Daniel!
Em busca de um amor como este, eu estou desde que descobri minha homossexualidade e depois de tantas decepções, às vezes penso que não vou encontrar ninguem que queira um relacionamento sério, como o de seu conto.
É maravilhoso o modo como voce descreve seus personagens.
Para mim eles são como eu e como muitos de meus amigos.
A diferença é que não conheço ninguem que tenha encontrado um Alexandre na vida.
Minhas asas foram podadas várias vezes em minha vida, mas elas sempre teimam em crescer novamente e espero um dia poder voar livremente ao encontro do meu arco-íris.
Obrigado por esta benção em forma de conto e obrigado por ser este ser humano incrível que compreende que há neste mundo espaço para todos nós, mesmo que hajam diferenças, pois Deus nos fez do jeito que somos e quem são os homens para questionar os desígnios de nosso criador?

Um beijão meu querido e amado amigo e que Deus te conserve assim, pois só de saber de sua existência e de sua capacidade incomum de compreender nossos sentimentos,me dá novas forças para esperar o dia em que eu possa encontrar um amor verdadeiro!

Com lágrimas em meus olhos de agradeço de coração!

Regina C. B. Thiery disse...

Quando descobri a opção que meu filho fez na vida, eu não pude deixar de achar que ele estava errado. Procurei de todas as formas tentar dissuadi-lo mas foi em vão. Ao longo dos anos que se passaram depois do dia em que fiz esta descoberta, eu acabei por compreender que é algo contra o que eu não poderia lutar. Aprendi a aceita-lo do jeito que ele é, com sua visão diferente e especial da vida e continuei a amá-lo como sempre. Não me arrependo por nem um instante, de dar a ele todo meu apoio, de ter reconhecido que a vida é dele e se ele optou por ser especial, eu tinha mais era que respeitar seus sentimentos e enxergar apenas o que há de bom em seu coração. Quando li seu conto, parecia que você estava falando do meu filho. Ele se chama Beto e vive com uma pessoa que o faz muito feliz. Rezo para que Deus todos os dias para que ele faça com que esta relação se perpetue, pois são dois seres humanos maravilhos e com um coração maior do que eles mesmos.
Parabéns po abordar este assunto de uma forma mágica, romantica e principalmente, por ter criado personagens tão especiais que tenho certeza, representam milhões de pessoas ao redor do mundo.
Deus lhe pague por isto José Aráujo!
Tenha uma noite maravilhosa e durma na paz que voce passa a todos em seus contos encantadores!

Alvaro Garcia disse...

Nem todos gostam das mesmas coisas e o que seria deste mundo, se todos nós só gostassemos do branco e do preto, esquecendo a gama imensa de cores e nuances delas, que existem ao nosso redor?
Como sempre você é perfeito em tudom que escreve e este conto é algo muito especial para bilhões de seres humanos que sentem na pele a dor do preconceito.
Meu querido José Araújo, você é demais!

Abração!

Beto SJC disse...

No mundo de hoje, não há lugar para preconceitos bobos, sem razão de ser, afinal, somos todos humanos e pessoas que amam, sentem dor, sentem alegrias, tristezas e uma gama imensa de emoções!
Ser feliz é o que realmente importa.
Não serão as preferencias por determinadas cores que vão fazer das pessoas menos humanas, menos merecedoras de respeito, de aceitação.
Nada neste mundo acontece sem que haja a mão de Deus envolvida.
Se ele não discrimina, quem somos nós para faze-lo?
Mais uma vez voce se superou criando um conto que é absolutamente real nas vidas e nos corações de muita gente!

Beijão cara!

Amo você!

Oswaldo Meirelles disse...

Caro amigo e escritor favorito, a Glória não esta muito bem de saúde e nós estivemos um pouco afastados do mundo virtual, mas hoje, ao receber seu convite para ler esta maravilha de conto, eu não pude deixar de arrumar um tempinho para deixar meu parecer.

Eu e minha mulher ensinamos aos nossos e filhos e agora estamos ensinando aos nossos netos, que não de pode discriminar ninguem por preferencias sexuais, pela sua cor, pela sua religião, porque Deus nos deu livre arbítrio para escolhermos como queremos viver nossas vidas, e com quem.

Seu conto é uma mensagem de alerta e de incentivo ao mesmo tempo, pois aqueles que carregam no peito o orgulho e o preconceito, ainda vão sofrer muito na vida e aqueles que escolheram gostar de todas as cores do arco-íris ao mesmo tempo, tenho certeza de que, de alguma forma se sentiram homenageados e cumprimentados pela coragem de mostrar seu verdadeiro, eu ao invés de entrar no "esquema" da socidade dos homens e viver representando uma farça, pelo resto de suas vidas!

Cogratulações meu caro amigo!

Você é, e sempre vai ser, muito mais do que especial!

Athaide Alencar disse...

Falar de sentimentos humanos é definitivamente sua praia e é incrível, como voce surfa nas ondas das emoções!
Existem em São Paulo uma quantidade imensa de Danieis e Alexandres que vivem como todas as outras pessoas que conehecemos. Eles trabalham, produzem, são inteligentes, tem muita criatividade e capacidade, tanto intelectual, quanto profissional.
São pessoas comuns no meio de milhões, mas que escolheram gostar de todas as cores juntas, exatamente como seus personagens.
Eles não deixaram em nenhum momento, de ser humanos, de sentir frio, calor, dor, prazer, enfim, nunca deixaram de ser gente e no dia a dia, são como qualquer outra pessoa no mundo, correndo atrás de seus interesses, de seus ideais.
Deus sabe o que faz e quando lhe deu o dom de escrever, deu a você um coração imenso, com esta capacidade que é só sua, de compreender e enxergar com clareza a beleza das cores do arco-íris e tambem todas as suas nuances que estão o tempo todo, em todos os lugares, à nossa volta, quer queiram, ou não!

Obrigado por mais este presente meu querido escritor de emoções!

Beijão José!

Décio P. Munhoz disse...

Certamente a Aids mata muito menos do que o vírus do preconceito!
A vida não tem preço, não pode ser menosprezada, nem ignorada.
Pessoas são pessoas, sejam heteros ou gays, tenham a cor que tiverem, seja qual for a religião que escolheram.
Hoje o preconceito é muito menor, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, mas no interior do estado, em muito lugares, pessoas são julgadas e condenadas pela dita sociedade por terem optado gostar de todas as cores do arco-íris.
Respeitar a vida, viver e deixar viver deve ser o principio de tudo em nossas vidas.
A cada ser humano foi dado por Deus a liberdade de escolher como viver e não somos nós, meros mortais, que vamos julgar a quem quer que seja por ter optado por ser diferente, especial, único e assim por diante.
Viver na capital paulista e poder presenciar no dia a dia, nas ruas da cidade, nas avenidas, nos estabelecimentos comerciais, cinemas e Shoppings que a diversidade sexual é aceita e respeitada já é maravilhoso, mas ainda é preciso muito mais.
É preciso que em outros lugares mais afastados tambem haja a conciencia de que ser feliz sendo autentido e verdadeiro, vivendo seu próprio "eu" é uma opção e deve ser respeitada, porque foi Deus que nos deu esta liberdade de escolher.
Todas as cores do Arco-Íris é um dos seus melhores contos e relata de forma deliciosa que a vida tem surpresas inesperadas que podem mudar nossas vidas de um momento para o outro.
Lindo, romantico, terno, apaixonante, envolvente do começo ao fim.

Perfeito como voce José!

Te adoro cara!

Mauro e Duda disse...

Como voce sabe, moramos na rua de trás do Center 3 na região da Av. Paulista há muitos anos e é maravilhoso a gente ver como naquela região e diversidade sexual é aceita a cada dia, mais e mais, em toda a sua plenitude.
È comum vermos rapazes de mãos dadas passeando pelo Shopping, sentados nas mesas, muitos se beijam, outros mais acanhados apenas se abraçam, mas no geral, é uma cena comum na vida do paulistano.
Viver e deixar viver é o lema desta grande metrópole e a cada dia que se passa, mais cresce a conciencia da população, de que temos que respeitar a opção de cada um.
Se Deus não fez nada para que fosse diferente, porque nós teriamos o direito de julgar e condenar pessoas do mesmo sexo que se amam?
São Paulo é maravilhosa, é uma metrópole aberta, liberal, mas acima de tudo, é uma mãe que aceita tanto seus filhos, quanto os filhos de outras cidades como são e por isto, se tornou um lugar perfeito para quem quer e precisa mostrar ao mundo, que não prefere nem o Rosa, nem o Azul de forma individual, mas prefere juntas, todas as cores do arco-iris!
Perfeito demais este conto e eu não poderia deixar passar sem meu comentario!
Beijos querido!
Amamos você por você ser o ser humano lindo por dentro e por fora que você é, pela pessoa mais especial que já conhecemos em nossas vidas e pelo escritor maravilhoso que você é, e que fala de nossos sentimentos com uma propriedade imensa, e como ninguem!
Obrigado por ser nosso amigo, por nos deixar receber sempre um pouco de sua luz e por respeitar nossa opção!

Bom final de semana a você e toda a sua família!

Alex Rodrigues disse...

Coragem, determinação e opinião própria são fatores indispensáveis para não ceder ao que dita a sociedade.
È preciso saber o que se quer, saber das consequencias que serão enfrentadas pelo fato de não se deixar levar por aquilo que uma grande maioria acha certo, que esta maioria considera um coportamento padrão que deve ser seguido por todos sem exceção.
Ser especial, diferente requer sofrimentos, mas a grande recompensa esta no que sentimos dentro de nós. Esta no orgulho de poder dizer de peito aberto que não somos fantoches. Simples bonecos manipulados por outras pessoas. Gostar do azul, do rosa, ou de qualquer outra cor individualmente, é sem duvida tambem uma opção, mas se podemos nos sentir bem gostando de todas as cores do arco-iris, é assim que deve ser. Ninguem vive a vida de ninguem, muito menos pode sentir o que sente outra pessoa. Sendo assim, cada um de nós deve seguir o que pede nosso coração. A verdadeira felicidade esta em poder ser autêntico, é poder expor nosso verdadeiro Eu sem ter vergonha dele. Seu texto é perfeito e eu concordo com todas as letras que ser feliz é uma opção. Sou feliz com o homem que escolhi para ter uma vida a dois e não me arrependo em nenhum momento por ter sofrido por isto com relação ao preconceito alheio. Eu me arrependeria se hoje eu fosse uma pessoa solitária, sem um amor, mas graças ao bom Deus encontrei aquele que estava esperando por mim em algum lugar. Não dizem que Deus escreve certo por linhas tortas? Então se eu caminhei a vida toda por linhas tortas de acordo com o conceito da sociedade, eu não estava errado, foi nestas linhas que encontrei o meu amor.
Você deve ser uma pessoa muito especial, com uma mente aberta e sepre pronto para assimilar as realidades da vida, pois o que voce escreveu em seu texto, é a vida, como ela acontece, quer queiram, quer não!
Parabéns por ser assim e faço votos que nunca mude sua linha de rasciocínio, pois o mundo precisa muito de pessoas iguais a você.

Beijos!

Lucas H. L. Novais disse...

Estou nas nuvens!
Como eu queria ter a coragem de me atirar de cabeça contra todo este sistema que nos poda em todos os sentidos!
Quando li seu conto, eu parecia estar vendo um filme, eu imaginava Daniel e Alexandre juntos, do jeito que e sempre sonhei estar com alguem que realmente me amasse!
Pena que até hoje, só encontrei pessoas que queria prazer e não sentimentos.
Quem sabe um dia aconteça um milagre e apareça aquele que vai me libertar da minha eterna solidão.
Gostei demais do que escreveu e sei que o que aconteceu em seu conto, é o sonho de muitos iguais a mim.
Sei tambem que existem outros tantos, que superaram uma serie de problemas com preconceito, e que hoje são felizes com seus parceiros, com aqueles que amam como qualquer ser humano é capaz.
Só espero receber a graça de encontrar o meu.

Bjs e bom findi!

Glauber J. Manzanoli disse...

Cada um de nós bate p martelo e profere a sentença de nossas vidas.
Escolher a nossa cor prefereida ou gostar de todas elas, é uma opção, mas ser feliz, é muito mais que isto, é uma escolha.
Eu escolhi ser feliz!

Lindo seu conto e muito verdadeiro!

Parabens pela sensibilidade e talento!

Você é demais!

Jefferson disse...

Quando me disseram que voce escreveu um conto como este eu não acreditei e vim conferir!
Simplesmente fantástico!
A emoção tomou conta de mim enquanto lia e imaginava eu e meu amor quando nos conhecemos. Eramos dois pirralhos, eu não gostava dele. Nos mudamos para longe um do outro e um dia nos escontramos num barzinho por acaso. Na penumbra não nos reconhecemos e tudo rolou sem a gente ter conhecimento de quem estava ao nosso lado. Quando descobrimos, primeiro houve um grande silencio, depois muitos bejos e abraços! Obrigado por me lembrar de momentos que aconteceram a tanto tempo atrás e hoje ainda sestamos juntos para o que der e vier!
Voce escreve maravilhas, mas este conto em especial parecia baseado em minha vida e me tocou fundo!
Beijos! Amo voce!

Leonardo G. disse...

Digo não ao preconceito e sim à liberdade de escolha!
Escolhi gostar do arco-íris e sou feliz assim.
Viva a vida e o fato de sermos livres para ser quem somos, haja o que houver!

Abçs e bjs!

Carlos Roberto disse...

Não podemos exigir que as pessoas pensem como a gente, tudo que nos é permitido é opinar, mas é probido proibir.
São Paulo é uma grande mãe, uma grande madrasta, ela nos ensina a viver e a deixar viver e ponto final.
Sucesso a voce que merece tudo de bom nesta vida por ser assim tão especial!

mdb disse...

Gostei muito do conto e muito apropriado nesse tempo, que estamos vivendo. Da minha parte eu digo detesto o preconceito e a discriminação do que seja, pois o sofrimento e a solidão é terrível.
Para ser feliz tem de enfrentar, que enfrente para ser feliz mesmo.
Quanto a Daniel e Alexandre, tiveram a sorte de viverem em uma capital, onde quase ninguém é de envolver com a vida alheia, por isso puderam ser felizes.
Tiveram também como Daniel o apoio da mãe, pois mãe é mãe ama o filho feio do mesmo modo que ama o filho bonito. Os dois vieram dela.
Agora se a situação dos dois fosse em uma cidade de interior, aí o sofrimento seria grande, comentário e mais comentário. Eu em particular tenho amigos gays inclusive que vivem juntos. São simplesmente pessoas comuns frquentam minha casa, vou em aniversário deles e não estou nem aí.Por isso amo minha liberdade. Acho rídiculo quando chegam com comentários maldosos, eu respondo: não discrimino ninguém, pois todos temos telhado de vidro para que fazer isso.
Quando Jesus salvou Madalena, da morte por apedrejamento, o quê foi que disse: aquele que não tem pecado que atire a primeira pedra! Todos foram arreando a prdra ao chão.
Que cada pessoa vá atrás da sua felicidade do jeito, que escolheu e ninguém tem direito de intervir.
A coisa que mais machuca é ver um casal aparentemente feliz. querer escolher como a outra pessoa deve viver. Que cuide cada um de si e deixe o outro em paz.
Eu acho se a pessoa quer dar um passo, que seja para os outros errado, que deixe dar esse passo pelo menos não se acovardou-se foi em frente. Para mim é assim, se conseguir ser feliz um dia, tudo valeu, pois ser feliz é que é importante.
Obrigada José, por permitir e dar o prazer de comentar esse conto, que gera tanto preconceito que acho que é para quem nunca amou de verdade por isso não conhece o amor.
Marilene Dias