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sábado, 22 de novembro de 2008

ALEM DA ETERNIDADE...



A expressão no rosto daquela velha senhora era de alguém que estava absorta em suas memórias. Parecia que seus pensamentos estavam a milhares de quilômetros de distancia. Na verdade, eles estavam bem ali, na sala de sua casa. Maria Alice estava com seus cabelos brancos, enrolados num coque no alto de sua cabeça, que cintilavam com reflexo causado pela luz do sol que penetrava pela vidraça. Ela estava sentada em sua poltrona em frente à janela. Como sempre o fazia, ela ficava lá, naquele mesmo lugar, observando o movimento da rua e relembrando seu marido que havia falecido ha pouco mais de um ano atrás. Muitas pessoas e carros já haviam passado em frente à sua casa, mas ela não havia percebido. Ela assistia mentalmente, como se fosse um filme, os fatos que aconteceram ao longo de suas vidas. Foram momentos maravilhosos que permanecerão para sempre em sua memória, em seu coração. Enquanto pensava nele, ela olhava vagamente pela janela em direção à rua.

Já se passavam das 14 horas e 15 minutos e em determinado instante, sua atenção foi desviada para o carteiro que colocava correspondências nas caixas de correio da vizinhança. Ela achou que para o horário, ele estava muito atrasado, porque normalmente, ele entregava as cartas pela manhã bem cedinho. Maria Alice se lembrou que era o dia dos namorados e era perfeitamente compreensível o atraso, pois o numero de correspondências mais do que duplicava e o trabalho do carteiro ficava mais difícil, afinal, nem todos os dias as pessoas recebem cartas, mas aquele era um dia muito especial. Ela viu quando ele desapareceu virando a esquina e relembrou os cartões, cartas e bilhetes apaixonados que recebia de seu marido, mesmo após anos de casados e uma lágrima rolou lentamente em sua face. João Carlos sempre foi um homem carinhoso e sabia como demonstrar o amor que sentia por ela. Ele sempre lhe proporcionava surpresas. Por vezes ela era surpreendida por flores que chegavam de repente. Outra hora uma caixa de bombons, ou um cartão onde ele dizia sempre ao final do que escrevia a frase “Eu te amo!". Quantas saudades dos tempos em que eles estavam juntos. Quantas dificuldades eles enfrentaram na vida, mas superaram a todas de alguma forma, graças ao amor que os unia.

De repente, ela viu uma Van estacionar em frente à casa de sua vizinha de frente. Era um destes veículos de entregas usados pelas floriculturas, e nele, havia um nome escrito nas laterais e ela pode saber a que empresa pertencia o veículo. O nome da floricultura era La Belle Fleur de Jour e embaixo do nome pintado em letras garrafais, havia a frase " Flores para todas as ocasiões.". Ela ficou imaginando, quem teria mandado flores para sua vizinha, afinal, ela era viúva como ela e morava sozinha. Até onde ela sabia, Rose sua amiga de anos e não tinha um namorado, não tinha nenhum pretendente e nem mesmo se preocupava com isto. Ela sempre dizia que era melhor estar sozinha do que mal acompanhada. Então, quem as teria enviado? Maria Alice se lembrou que sua amiga tinha uma filha casada, que morava longe. Talvez ela tivesse se lembrado da mãe e lhe enviado flores. Que filha gentil e atenciosa, ela pensou. Contudo, justamente naquele horário, Rose estava trabalhando e não haveria ninguém para receber a encomenda.

O rapaz da floricultura tocou a campainha varias vezes, mas como não obteve resposta, olhou para os lados, não viu nenhum movimento nas casas vizinhas e quando olhou em direção à casa de Maria Alice, pode perceber que as janelas estavam abertas e certamente, lá haveria alguém para que ele pudesse pedir para entregar a encomenda quando a dona da casa chegasse. Foi o que ele fez. Atravessou a rua com a caixa nas mãos e ela viu quando ele se dirigiu à sua porta e tocou a campainha. Ela se levantou com dificuldade da poltrona onde estava sentada e caminhou lentamente em direção à porta. Quando ele tocou pela terceira vez, ela já estava abrindo a porta para atende-lo. O rapaz educadamente perguntou a ela se poderia fazer a gentileza de receber a encomenda e entregar à sua vizinha e ela disse que sim. Que não haveria problema algum. Ele deixou a embalagem em suas mãos, agradeceu pela gentileza e se foi. Quando ela fechou a porta, da embalagem que estava em suas mãos emanava um perfume de rosas que tomou conta de seu ser. Abraçada à embalagem muito bonita e bem feita que escondia seu conteúdo, ela fechou os olhos e em sua imaginação, ela visualizou rosas amarelas, lindas e perfumadas. Eram assim as flores que João Carlos gostava de enviar a ela.

Uma vontade incrível de abrir a embalagem tomou conta de Maria Alice. A tentação era grande, mas ela sabia que não poderia fazer isto, afinal as flores eram para sua amiga. Ela não tinha o direito de abrir a embalagem. Com a caixa nas mãos, ela caminhou lentamente em direção à cozinha. Pelo caminho passou pela estante que ficava num canto da sala. Nela havia muitas fotografias e uma delas, colocada em um ponto estratégico, bem destacada entre todas as outras, estava a foto de seu marido. Nela ele sorria e era daquele sorriso, que ela mais sentia falta. Seu marido era a luz de sua vida. Um homem daqueles que não se encontram facilmente. Doce, suave, gentil, carinhoso e com uma sensibilidade, que a fazia se emocionar sempre que relembrava seu modo de ser. Ele era um escritor, um poeta, um sonhador. Uma daquelas pessoas que não se apegam aos bens materiais. Para ele, os sentimentos sempre vinham em primeiro lugar.

O perfume que saia da embalagem estava cada vez mais marcante no ambiente. Era como se de alguma forma, as rosas que estavam dentro dela, quisessem que ela a abrisse. Que visse a maravilha da natureza que estava oculta pela bela embalagem. Maria Alice em certo momento não se conteve. Ela foi até a mesa da cozinha e cuidadosamente abriu a embalagem. Dentro dela, como ela havia imaginado, havia um lindo buquê de rosas amarelas. Exatamente como seu marido gostava. Emocionada com a visão daquelas flores lindas e como que enfeitiçada pelo perfume, ela retirou o buquê e o segurou com toda a delicadeza em seus braços. Com os olhos fechados, sentindo aquele perfume encantador, ela pereceu ouvir uma música, era a mesma valsa que ela dançou com João Carlos no dia de seu casamento. A magia do momento era tanta, que ela começou a dançar a valsa com o buquê em suas mãos. Naquele momento de encatamento, ela se via nos braços de João Carlos. Os dois giravam em torno da pista de dança do salão. Sem que ela se desse por conta, ela dançava de lá para cá pela sala, pelo corredor que dava acesso à cozinha. Um sorriso doce e suave estava estampado em seu rosto e seu coração batia mais rápido. Era a lembrança de seu grande amor que a fazia flutuar nas brumas de suas recordações. Ela se sentia feliz como há muito tempo não se sentia desde que ele se foi. Uma alegria profunda se apossou de seu coração que até então estava triste e em plena solidão.

Já haviam se passado mais de duas horas e ela já cansada, com as pernas doloridas pelo tempo em que dançou abraçada ao buquê, havia se sentado na mesma poltrona em que estava quando a encomenda para sua vizinha chegou. Com os olhos fechados, ela imaginava o quanto seria bom se ele estivesse vivo e ainda ao seu lado. Foi então que a campainha tocou. Era Rose sua amiga. Maria Alice quando ouviu sua voz chamando do lado de fora, corou de vergonha. Como ela explicaria à sua vizinha que ela tinha aberto a encomenda que havia chegado para ela. Com o rosto pegando fogo, ela se levantou e caminhou devagar para atender a porta. Quando ela a abriu, sua amiga a abraçou e disse que estava exausta. Tinha trabalhado muito naquela manhã e só veio vê-la, porque foi avisada pela floricultura que sua encomenda tinha sido entregue na casa da vizinha de frente. Sem saber o que dizer a Rose, Maria Alice tentou falar alguma coisa, mas a amiga a interrompeu dizendo a ela que na verdade ela precisava mesmo era lhe dizer uma coisa muito importante, antes de mais nada. Sua amiga lhe disse que na verdade as flores eram para ela mesma. Que seu marido antes de falecer, já sabendo de sua morte inevitável por causa do câncer que o levou, pediu a ela que no primeiro dia dos namorados após a sua morte, recebesse algumas flores que ele previamente tinha comprado na floricultura, com instruções precisas para que fossem entregues, exatamente naquela data. Ele não queria que ela ficasse assustada e pediu a Rose que o ajudasse.

Sem parar de falar como era costume de Rose, ela disse a Maria Alice, que quem dera a ela ter tido a sorte de ter tido um marido como o dela. Um homem que a deixou amparada na vida, sem precisar trabalhar para sobreviver, e complementou dizendo, que não sabia até quando ela conseguiria trabalhar para pagar as contas, pois afinal, também já tinha uma idade avançada e logo precisaria parar. Somente Maria Alice e João Carlos sabiam da verdade. Durante toda a vida, o trabalho dele como escritor nunca trouxe grandes quantias de dinheiro a eles, muito pelo contrário. Por vezes, se não fosse por ela também trabalhar, poderiam ter passado grandes dificuldades, mas para eles, tudo que importava é que formavam uma equipe e quando as coisas apertavam, com muito amor, carinho e compreensão, tudo se ajeitava com o tempo. Sua amiga continuava falando sem parar, mas ela parecia não estar ouvindo mais nada. A emoção da surpresa tomou conta de seu ser de sua alma. Seu marido, seu querido e amado João Carlos havia se preocupado com ela mesmo antes de partir. Mesmo sabendo que não estaria presente naquele dia dos namorados ele quis que ela recebesse dele, seu ultimo buquê de rosas. Rose pediu para ver as flores e com um gesto quase mecanico, ela apontou para a mesa da cozinha.

Ela havia feito um lindo arranjo com as flores, no mesmo vaso em que ela colocava todas as flores que recebia de seu amor. Maravilhada com a beleza e delicadeza das flores, Rose a cumprimentou mais uma vez pela sorte que teve na vida, e apressada, disse que tinha que ir embora, afinal, tinha que preparar seu próprio jantar e mais tarde lavar toda a roupa suja do dia. As duas se abraçaram, Maria Alice agradeceu a Rose por ter se comprometido a lhe entregar as flores que seu amor havia encomendado. Rose saiu e Maria Alice fechou a porta atrás dela. Voltando-se em direção à cozinha, de longe ela podia avistar o vaso com as flores em cima da mesa. Uma luz incrível quase que celestial parecia estar iluminando as rosas. O perfume agora já havia tomado conta de toda a casa. Lentamente, ela caminhou até onde estava o vaso. Do lado dele, em cima da mesa, estava a embalagem em que as flores chegaram e só naquele momento, ela pode perceber que colado no papel havia um cartão. Tremula, ela abriu o envelope e nele, havia uma dedicatória de seu amor. João Carlos escreveu com a mesma caligrafia inconfundível uma pequena frase, mas que para ela representava tudo que ele foi em sua vida. “Para você sorrir e ficar feliz ao lembrar de mim meu amor, quando eu não estiver mais aqui". Um turbilhão de sensações e emoções a envolveu.

Um sentimento profundo de ser uma mulher realizada na vida e no amor se fez sentir em seu peito. Seu coração batendo mais forte, parecia entoar uma canção de amor com suas batidas. Sorrindo e chorando ao mesmo tempo, não de tristeza, mas da mais pura alegria, Maria Alice compreendeu que mesmo que ele não estivesse mais ao seu lado fisicamente, estava presente em espírito e ele estaria para sempre com ela. O amor que os uniu na vida, não acabou nem mesmo após a morte dele. Era um amor infinito. Um daqueles de que se toma conhecimento somente nos contos de fadas. Mas ele existia e estava presente dentro dela. Dentro de seu coração, de sua alma. Um sentimento sólido e real. Presente e pronto para durar, até o fim dos tempos e ainda continuar a existir, muito além da eternidade...


Autor: José Araújo

Fotografia: Quadro Yellow Roses – Pintura em Óleo sobre tela

Pintora: Edna Stubbs Cathell

Fotógrafo: José Araújo

22 comentários:

Isa Vieira de Souza disse...

Aff que lindo!
até me emocionei isso é que eu chamo de amor, porque além de eles terem este grande amor aqui na vida passageira, vão continuar o seu amor na vida eterna que é o mais importante que não vai se acabar nunca mais é eterno!
Pois este conto é maravilhoso do começo ao fim!
Maria Alice foi uma mulher felizarda foi amada e desejada até na morte seu marido João Carlos se preoculpou com ela, hoje em dia não existe mais homem assim.....rsrs
pode até existir mas para mim é raridade...rsrs e também tem mulher que nem merece porque naum sabe dar o devido valor, eu naum falo só dos homens, tem certas mulheres também que naum merece o marido que tem porque naum respeita o amor que ele -lhe dedica, e virse - versa José araujo você esta de parabéns!
Lindissimo este conto, maravilhoso!
Continue assim que você vai muito mais além do que se imagina!
Um beijo meu amado e querido amigo
Que Deus te ilimine cada vez mais...

mdb disse...

Estou emocionada.Coisa mais linda é um amor que chega até a velhice.
Como Maria Alice foi feliz com João Carlos.O carinho dele era muito grande e como deve ter sofrido sabendo que partiria em breve e ela ficaria só, Mas as lembranças maravilhosas nunca a abandonou e lhe dava prazer em ficar revivendo um passado não muito distante.
Chegou a primeira data importante que tanto a fez feliz outrora o dia dos namorados. Pelo visto eram eternos enamorados. Ele a presenteava com as perfumadas rosas amarelas e deviam trocar juras de amor eterno. Como deviam ser felizes, até na dificuldade eram unidos nada os abalavam , pois o amor era o elo principal na vida dos dois
Naquele dia ela sofria a ausência de seu amor e como sentia sua falta.
Quando o carro parou para entregar a flor na casa da amiga o que será que sentiu aquele coração tão apertado de saudades?
Depois o entregador bate a sua porta, para deixar a encomenda da vizinha amiga. Ela pega em seus braços aquele pacote e sente o perfume que ainda sentia em sua alma e delirando de felicidade depois de abrí-lo começou a dançar, como se estivesse dançando com seu amado. Foi até a exaustão. Voltou a sua poltrona e ficou esperando a amiga chegar.
Quando Rose chegou ela estava com vergonha, pois abrira o pacote das rosas amarelas.Mas Rose, não a deixava falar e disse-lhe o que ela nunca esperava ouvir, que João Carlos, incubiu a Rose de entregar a Maria Alice a encomenda que chegaria no dia dos mamorados.
Que Surpresa mais do que feliz!
O amor entre os dois era tão verdadeiro, que ultrapassou, Além da Eternidade.
José esse amor eu queria para mim. Que lindo! Obrigada por me fazer sonhar de olhos abertos.
Beijos meu amigo amado.
Marilene Dias.

Rosana disse...

Olá meu amigo.......fiquei encantada.....Parabéns!
gde beijo pra você...

Nadja disse...

O amor além da eternidade, muito lindo. Um casal enamorado que envelheceram juntos mas um deles acabou primeiro, apenas fisicamente, porque as suas almas continuaram unidas. Ela manteve a chama do calor que viveram acesa e era tanta confiança no amor de sua esposa que ele se fez presente mesmo após a sua morte, porque sabia que ela estaria naquela data pensando nele e nos momentos felizes que juntos viveram.
Só vc para ter essa sensibilidade, amo suas estórias de amor, e amo você amigo da minha alma.
Brilhante, adorei. Beijos meu amadinho

Alvaro Garcia disse...

É impressionante sua capacidade de criar José! A cada conto uma surpresa! Quão lindo foi o romance deste casal! A vida às vezes nos prega algumas peças inesperadas e no caso do marido de Maria Alice foi a doença que o levou primeiro. A gente fica imaginando como seria se ele estivesse ainda vivo ao lado dela. Pode-se sentir um aperto no coração ao pensar na dor que ela sentiu com a separação de uma forma tão triste. Seu conto é uma mensagem para todos aqueles que tem seu companheiro ou companheira ao seu lado. É uma reflexão muito profunda, pois alé de abordar o relacionamento de um casal como eles, a gente percebe o quanto sua amiga e vizinha era vazia de sentimentos. O quanto ela valorizava os bens materiais, sem mesmo se importar se seu falecido marido representou realmente algo positivo para ela no tocante aos sentimentos. Outro exemplo claro o casal deu sem nunca comentar suas dificuldades financeiras, tendo superado todos os problemas entre eles, com amor, com carinho e com uma união que ia muito além das mesquinharias do mundo material. Perfeito para este conto é pouco. Você se supera a cada publicação e nos emociona com sua capacidade de nos fazer refletir!
Como sempre meu amigo e escritor favorito, eu lhe deixo meus parabéns pela sensibilidade, pela sua capacidade de compreender os sentimentos humanos e falar sobre eles em seus contos conta tanta propriedade.

Um abraço forte deste que te admira por ser que é e pela luz que você mostra que existe dentro de você!

Elenice Thomás disse...

Um romance como poucos! Seu conto tem nele a essencia do amor verdadeiro. Aquele que não se apega aos bens materiais, onde o lado sentimental é tudo que importa.
Quando partimos, não levamos nada de material deste mundo, tudo que fica no coração e nas lembraças daqueles que nos amam é o amor que plantamos e quando bem regado, certamente dura até mesmo além da eternidade!

Amei e me emocionei demais e fiquei muito feliz em conhecer seu trabalho maravilhoso!

Beijos!

Cely T. Sá disse...

Realmente, o amor existe nos corações das pessoas quando elas não confundem o materialismo com o universo sentimental que é o primordial na vida de um ser humano!
Gostei demais desta estória linda e emocionante e só posso dizer que te parabenizo pela sensibilidade aguçada que há em sua alma de escritor!

Bjs e boa semana a voce e a todos os seus!

Edith S. Paiva disse...

Como não se emocionar às lágrimas lendo este conto? Fico imaginando se conseguirei envelhecer ao lado da pessoa que amo e ter a dádiva de viver um amor assim.
As pessoas precisam aprender a se dar mais, a valorizar o que há de melhor dentro das outras pessoas, não valorizar e priorizar as coisas materiais que estão do lado de fora de cada um de nós.
Uma mente brilhante, com uma capacidade fora de série de criar contos lindos e emocionantes como este e tantos outros que já li em seu blog, só pode ser um presente de Deus, não só a você pelo dom que recebeu, mas para todos nós que de alguma forma chegamos até você e seus escritos mágicos e envolventes.

Deus te proteja sempre meu caro José Aráujo!

Seja sempre assim, pois precisamos de coisas boas para ler e aprender a refletir sobra a vida em um todo e seu blog é uma escola de vida!

Sua fã que acompanha sempre seu trabalho e que ama tudo que voc~e escreve,

Edith

Maria Clara disse...

Envelhecer é uma fase do processo de aprendizado na escola da vida.
Maria Alice sua personagem jamais iria adivinhar que as flores que estavam sendo entregues pela floricultura na casa de sua amiga e vizinha na verdade era mais uma das muitas demonstrações de amor de seu marido!
Perfeito o enredo, a trama, a estoria inteira e o final é apaixonante.
Posso dizer que me emocionei o tempo todo, desde o inicio de seu conto, pois sou viuva e a falta que sinto de meu esposo me doi demais.
Compreendo cada palavra, cada sentimento não escrito por você mas insinuado de forma sútil e perfeita.
Não recebi flores após a morte de meu marido, mas o carrego em meu coração e até sinto sua presença ao meu lado quando penso nele.

Amor é amor, não há nada que supere este sentimento único e de liguagem universal!

Adorei!

Edgard disse...

Como eu gostaria de viver um amor assim na minha vida!
A cada dia que se passa o mundo se torna cada vez mais material!
As pessoas nos julgam pelo que temos, não pelo que somos.
Elas acham que segurança é ter dinheiro, posses e que a felicidade é ter muito dinheiro para gastar.
No entanto, se o marido de Maria Alice fosse um homem rico, de nada teria valido juntar bens materiais.
O cancer o levou e certamente se houvesse muito dinheiro em sua vida, de nada teria adiantado.
Ele nada deixou em termos de bens materiais a ela, mas deixou o maior tesouro que alguem pode querer na vida.
Deixou enraizado no coração de sua amada, um amor que iria superar até mesmo as barreiras da morte e que iria durar até mesmo na eternidade!

Uma belissima estória e com um enredo emocionante que só mesmo você poderia escrever com tanta clareza e simplicidade!

Parabéns pela arte em escrever e pelo talento nato que Deus lhe deu.

Flávio Mello disse...

como sempre um poeta da prosa... parabéns meu querido amigo... beijo

Gloria Meirelles disse...

Meu querido amigo José, sempre que você posta um novo conto e nos envia o convite por e-mail eu fico ansiosa para vir aqui e ler com calma, absorvendo cada palavra, cada sentença.
É maravilhoso como você tem o dom de fazer a gente praticamente ver as censa que ocorrem com seus personagens!
Este conto é lindo e sua referencia a um amor eterno me fez pensar em mim e em Oswaldo.
Já não somos jovens, a idade já esta um tanto avançada e apesar de tudo que aconteceu em momentos dificeis de nossas vidas, estamos juntos e pedindo ao todo poderoso que nos mantenha vivos por muitos anos a mais.
Somos hoje o tipo de casal que as pessoas chamam de "velhinhos" e andamos de mãos dadas pelas ruas.
Quando não estamos assim, estamos de braços dados ou abraçados porque estarmos um ao lado do outro é tudo que queremos.
Nem quero imaginar o que seria de mim se eu perdesse o meu Oswaldo.
Sei que ele tambem não e rezaamos sempre para que deus nos abençõe e quando chegar a hora, a gente posso partir juntos, mas se isto não acontecer, sei que qualquer um de nós ira lembrar do outro com o mesmo amor que sempre nos uniu.
Sua capacidade de retratar fatos da vida, dando enfase aos sentimentos e principalmente ao amor puro e verdadeiro sempre me encantou.
Adorei a estoria de vida de Maria Alice e João Carlos e peço ao todo poderoso que permita que muitas outras pessoas possam ainda viver um amor assim.
Num mundo tão cheio de violencia, de indiferenças e individualidades, esta cada vez mais raro a gente tomar conhecimento de relacionamentos tão lindos como o de seus personagens.
Sei que quando o Oswaldo ler ele tambem vai gostar muito de seu conto e "Alem da eternidade" vai com certeza toca-lo fundo como tocou a mim.
Parabens meu escritor tão querido e saiba que não vejo a hora de mostrar este conto aos nossos filhos que hoje são todos casados, para que possam tambem viajar como eu nesta maravilha de conto que só você poderia escrever.
Um beijo carinhoso desta sua leitora e fã, que apesar de não conhece-lo pessoalmente, tem certeza de que dentro de você realmente mora um anjo.

Da amiga sincera de sempre,

Gloria Meirelles

Rubens Gorja Pavan disse...

Não me envergonho de dizer que você com suas palavras me fez chorar de emoção ao ler a narrativa de como Maria Alice veio a receber as flores de seu marido, sem saber que eram um ultimo presente depois que ele se foi.
Sou casado há muitos anos e a vida atribulada da cidade grande tem roubado de mim e de minha mulher muito do romantismo que havia entre nós quando nos casamos. Daria qualquer coisa para estar mais tempo ao lado dela e de nosso filhos, mas a responsabilidade sobre a manutenção da casa e dos estudos de meus filhos, me impedem de parar e tudoque faço é trabalhar muito para dar conta de tudo.
Sei que não sou o único, afinal nos dias de hoje, a gente parece que esqueceu de como é ser romantico, de como dar atenção e receber em troca naturalmente.
Muitas vezes criticamos quem nos ama, sem imaginar que os estamos machucando, fazendo com que se sintam tristes por não reconhecermos o amor que nos é dedicado.
Seu conto é algo sublime e que toca fundo o coração da gente.
Que o pai todo poderoso me permita demostrar mais o amor que sinto por minha esposa, que eu possa recompensa-la com meu carinho e atenção por todos estes anos em que praticamente eu a ignorei em nome do trabalho, da responsabilidade.
Quero parabeniza-lo pelo trabalho maravilhoso que faz em seu blog, publicando contos como este que nos faz repensar nossas vidas.

Abração e muito sucesso naquilo a que você se propõe na vida!

Jorge Lemos disse...

Alem da eternidade é um dos seus mais belos contos meu caro José!
É sempre um prazer imenso ter a oportunidade de ler o que você escreve.

Não digo isto por gentileza ou por educação, muito menos por consideração a você, digo o que sinto e os sentimentos que voce desperta dentro de mim com seus contos me fazem crer a cada dia mais que você nasceu para escrever sobre emoções!

Até hoje, dentre as dezenas de contos seus que tive a oportunidade de ler, não um sequer que não me tocasse de uma maneira muito especial.
Sua personagem sentada em frente à janela, com seus cabelos cintilando com a luz do sol que penetrava por ela é um exemplo de sua capacidade de narras as cenas de uma forma que pelo menos da minha parte, parece que estou assistindo a cena.

Nunca deixes de escrever pois seu dom é este José Araújo!

,Que todos os seus caminhos no mundo literário sejam abertos e iluminados por aquele que te colocou o caminho de cada um de nós seus leitores!

Forte abraço e muito sucesso, pois você merece!

Maria do Céu Lisboa disse...

Você parece ter uma bola de cristal onde vê o que acontece na vida das pessoas!
Meu marido se foi, minha vida parou no dia em que ele partiu.
Até ler o seu conto eu queria ficar isolada do mundo. Sem contato com ninguem porque a unica coisa que me faria voltar a viver era te-lo de volta.
Hoje, lendo este conto tão lindo, compreendi que preciso continuar a viver.
Que mesmo ele tendo partido, estara sempre dentro de mim e ao meu lado em espirito, em pensamentos.
Abri todas as janelas da casa e deixei o sol entrar.
Foi como se a luz que recebi dele depois de tantos meses de penumbra e tristeza, tivesse feito com que eu percebesse que eu estou viva e que até que Deus me leve, devo viver intensamente cada segundo.
Obrigada por me restituir ao mundo dos vivos, porque na verdade, por todos estes meses, eu era mesmo um zumbi.
Beijos, com o meu agradecimento e meus votos de que Deus lhe pague o bem que faz a tanta gente.

Anne disse...

Na verdade você me intriga!

Fico pensando como nos dias de hoje pode haver um homem como você?

A frieza, a dureza aparente caracteristicas do homem e o sistema machista da sociedade, na maioria das vezes não permitem que a gente veja o que realmente vai por dentro dos homens em geral.

Se você é uma excessão, fico feliz, porque faz um bem anorme ao coração de uma mulher saber que ainda existem homens autenticos e que não escondem seus sentimentos!


Se você é real, que continue sempre assim!

Bjs!

Paulinha disse...

Querido!!!!
Amei, amei, amei e amei!!
Só para que te conhece de perto como eu pode ter certeza do anjo lindo que você é!!
Sabe meu querido?
Depois de ler seu conto, fechei os olhos e relembrando tudo que nele aconteceu, pude ver nitidamente Maria Alice sentada em frente à janela relembrando seu grande amor!
Chorei como sempre meu anjo amigo!
Adoro você e tudo que você escreve você sabe muito bem!
Um beijo na sua bochecha que eu amo tanto meu amigo querida!

Ednezer Geraldo disse...

Quando não existe amor num relacionamento e um dos dois parte primeiro, muitas vezes é como se correntes se quebrassem leibertando o outro para viver, mas quando o amor existe dentro dos corações do casal, a coisa é muito diferente e no seu conto, com sua imaginação incrível, você nos trouxe Maria Alice, João Carlos e Rose para juntos nos mostrar fatos que acontecem em nossas vidas, atitudes que tomamos sem pensar nas consequencias.
Nele você alem de nos proporcionar uma leitura maravilhosa, nos faz refletir como sempre e revisar nosso modo de ser e de agir para com o próximo e para conosco tambem!

Fica na Paz José, você merece tudo de bom nesta vida!

Diogo Garcia disse...

Uma estoria digna de ser usada para produzir um filme ou uma novela!
Talento e criatividade, são seu nome e sobre-nome!
Parabéns!

Drika disse...

Da maneira como você escreve, com seu jeito especial e único de ser, você cativa a cada mais e mais amigos e leitores fieis!
É gratificante poder ver que ainda podemos ter a esperança de que hajam ainda muito mais pessoas como você ao redor do mundo!
Sua autenticidade e simplicidade são suas marcas registradas e acredito eua, na minha humilde opinião, que será dificil encontrar outro pelo menos parecido com você!

Beijinho e tenha um resto de semana maravilhoso!

Diana disse...

José, estou encantada! desejei ter um amor assim... pena q nao se encontra assim tao facilmente,né? lindo texto.
Parabéns, meu amado amigo!
adoro vc de coração

veraparizmedeiros disse...

MEU QUERIDO AMIGO,QTA EMOÇÃO SENTI.ESSE É O VERDADEIRO AMOR,O CUIDADO E CARINHO QUE TEVE DURANTE OS ANOS QUE ESTIVERAM JUNTOS,NÃO DEIXOU QUE TUDO SE ACABASSE E SIM CONTINUASSE VIVO PRA SEMPRE NO CORAÇÃO DE MARIA ALICE.UMA AMOR INESQUECÍVEL...PARABÉNS AMIGO,E OBRIGADA PELO CARINHO QUE NOS DEDICA SEU CONTOS.SEMPRE APRENDO UM POUCO MAIS.DEUS TE ILUMINA E ABENÇOA SEMPRE....BEIJOS NO CORAÇÃO...TE ADORO...