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domingo, 9 de novembro de 2008

LEMBRANÇAS DE PÓS PARTO...



Chovia lá fora e Noemi estava apreciando a paisagem úmida e acinzentada da janela de sua casa. Naquela noite, eles completariam 40 anos de casados. Ela relembrava de quando seu primeiro filho nasceu. De tudo que aconteceu, ha muito tempo atrás, logo após seu primeiro parto. Havia em seus lábios um sorriso, enquanto ela pensava que se alguém lhe perguntasse como havia sido, ela poderia dizer que logo após chegar em casa da maternidade, ela e seu marido, ficavam sempre juntinhos, sentados no sofá da sala de estar, vendo e ouvindo através da enorme janela, a chuva que caia lá fora e tambem que eles ficavam trocando carinhos, como dois pombinhos, como dois eternos apaixonados. Sem perceber, ela dá uma risada gostosa e diz a si mesma, que ela poderia muito bem dizer isto tudo que acabou de pensar, mas seria uma grande mentira. Quando seu bebê veio ao mundo, era época de chuvas, o céu era constantemente acinzentado, nuvens pesadas pairavam nos céus, isto quando não caiam enormes tempestades que inundavam toda a cidade. Todo este cenário, contribuiu e muito para o péssimo estado de humor do casal. Seu marido e ela oscilavam entre a extrema alegria de ver seu bebe cheio de vida e saúde, e a devastação e frustração que era não ter tempo dormir, muito menos para que se dedicassem um ao outro. A cada dia que se passava, o dialogo dos dois parecia menos com uma sonora conversa entre dois passarinhos apaixonados e mais e mais se parecia com o latido de dois cães, prontos para se atracar em uma briga feroz. O tempo passou muito rápido. Acabou a licença maternidade e ela teve que voltar a trabalhar. Noemi teve que deixar seu bebe na creche da empresa onde trabalhava.

Uma avalanche de sentimentos e sensações tomou conta dos dois. Ela se sentia incompetente, gorda e feia. Ele se sentia culpado por ela ter que deixar o bebe numa creche e ter que ir trabalhar. No corre, corre do dia a dia, mal trocavam algumas palavras. Pela manhã um rápido beijo de bom dia e à tarde, quando chegavam em casa, mal se falavam. Tinham outras coisas a fazer. A cada segundo crescia mais neles o desejo de que pudessem dar mais atenção um ao outro e a carencia afetiva ia aumentando como tinha que ser. A situação estava cada vez mais difícil, eles faziam de tudo para superar, mas no olhar de cada um deles havia uma sombra de tristeza. Era como se a luz do amor que os uniu estivesse se esmaecendo. Certa vez, depois de um daqueles dias onde tudo parece dar errado, ela se deitou na cama ao lado de seu pequeno filho e mesmo exausta, ela ficou admirando seu rostinho de anjo, seus dedinhos tão pequenos, tão frágeis. Ele tinha ume pele macia e aveludada. Suas bochechas eram levemente rosadas e quando ele sorria, formavam-se duas covinhas, uma de cada lado de seu rosto. De tão cansada que estava, ela acabou adormecendo enquanto seu marido esperava pacientemente encostado na porta do quarto que ela se levantasse, para que eles pudessem continuar um assunto que havia começado uma semana antes. Mesmo adormecida, ela podia sentir sua presença no quarto. Em determinado momento ela abriu os olhos, viu quando ele se dirigiu à poltrona que ficava ao lado da cama e se sentou. Noemi fez um esforço para falar com ele, mas o cansaço era tanto, que ela adormeceu de vez. Horas depois ela acordou com o choro do bebe que certamente estava querendo mamar. Julio seu marido continuava sentado na poltrona, mas em sono profundo.

Após dar de mamar ao bebe e vê-lo ficar novamente feliz e satisfeito, ela fez com que ele arrotasse e o colocou em seu berço para dormir. Noemi percebeu que estava com sede e foi em direção à porta do quarto para ir pelo corredor até a cozinha. Ao abrir a porta, do lado de fora dela, estava pendurado um bilhete que dizia: Eu te amo, porque você é a minha família! Ao ler aquelas palavras sua respiração quase parou. Ela seguiu pelo corredor e no aparador um pouco mais à frente, havia outro bilhete que dizia: Eu te amo porque você é minha razão de viver! Nos próximos minutos, quase uma hora contados no relógio, ela andou de um lado para o outro em sua casa, encontrando outros bilhetes de seu marido que ela segurava com todo carinho em suas mãos. Na geladeira havia um que dizia: Eu te amo porque você me faz sorrir!. No espelho do banheiro, havia um que dizia: Eu te amo porque você é linda! Em cima da pasta onde ela carregava seu material de trabalho, havia outro que dizia: Eu te amo porque você é minha professora! Em vários lugares da casa havia bilhetinhos com todos os tipos de elogios. Eu te amo porque você é engraçada! Eu te amo porque você é inteligente! Eu te amo porque com sua criatividade, você me faz sentir que se eu realmente quiser, eu posso fazer qualquer coisa! Ela não se cabia de contentamento. Estava tão feliz que seu desejo era voltar correndo para o quarto, para abraçar e beijar seu marido que ela tanto amava e quando ela o fez, ao entrar lá, ela viu que havia um outro bilhete, em cima da penteadeira e este bilhete dizia: Eu te amo, porque no dia de nosso casamento, você disse sim!

A atitude dele, do homem que ainda dormia largado naquela poltrona, tão exausto quanto ela, fez com que seu coração ganhasse uma nova vida. Ele a fez compreender que ela era a pessoa mais importante em sua vida. Que seu amor não iria mudar por causa de todo o stress que tanto os atormentava naqueles tempos. Foi uma atitude inebriante, emocionante, que fez com que aquele amor que ela achava estar se apagando, revivesse dentro dela com toda a força. Depois de noites e noites sem dormir direito, ela se sentiu de volta à alegria de viver, ao contentamento de estar ao lado de seu marido no dia a dia. Noemi, ainda com todos os bilhetes em suas mãos, ficou parada olhando seu marido dormindo na poltrona e duas lágrimas de felicidade, rolaram lentamente de seus olhos. Ela se aproximou de onde ele estava. Não havia lugar para os dois numa poltrona tão pequena, mas Noemi sentou-se num dos braços dela, passou a mão em volta do pescoço do homem que ela amava tanto, aconchegou-se, e lá ela ficou, até que ele despertou. Quando ele abriu os olhos, ia dizer alguma coisa, mas ela colocou do dedo em seus lábios, como sinal de que não era para dizer nada. Suavemente ela se inclinou e deu a ele um beijo, suave, longo e apaixonado. A magia do momento transformou tudo como que por encanto. Palavras não eram necessárias naquele momento. Eles ficaram em silêncio. Um olhando nos olhos do outro, e assim foi por um longo tempo. Daquele dia em diante, a vida dos dois mudou para melhor. Noemi e seu marido tiveram outros filhos, outros momentos de pós parto se sucederam, mas eles já não eram os mesmos, eles cresceram juntos e envelheceram juntos. Seus filhos se casaram e vieram os netos.

Para Noemi e seu marido, a correria começou de novo. Mas o amor deles nunca esteve mais forte. As lembranças, as recordações daquela época, eram para eles um grande tesouro. Desde aqueles tempos dificeis ha tanto tempo atrás, eles mudaram, aprenderam vivendo e se tornaram pessoas melhores. Foram capazes de enfrentar e superar qualquer situação que surgisse no caminho do casal e por mais difícil que ela fosse, jamais deixaram morrer dentro deles, aquele amor sublime que os uniu para todo o sempre.


Autor: José Araújo


Para ilustrar o conto utilizei a foto do quadro em óléo sobre tela: Mother and Child de 1889

Pintora: Mary Cassatt

23 comentários:

viuvanegra disse...

amei esse conto meu anjo vc e uma dadiva de deus pois so ele pr trazer vc ata mim pois preciso de le e vc me expira muito beijos seua amigo eterno william

Isa disse...

José Araujo: Este conto é muito lindo eu amei muito, e o que me chamou muita atenção foi o amor dele por ela, isto me emocionou muito!
Porque hoje em dia não se ve mais isto, pode até existir mais é muito raro! O que se ve honje em dia é o marido dizer para a mulher, você esta um bucho....kkkkkkkkkkk
Porque honje em dia tem tanta separação??
Pois falta amor entre ambos, e é só palavras que machucam que marca, que destroi, a mulher vai se sentindo fria, indiferente e ai ela vai perdendo totalmente o amor, a dedicação que ela sentia por aquele marido, principalmente quando falta o respeito, a consideração, e se faltou o respeito e a consideração então meu amigo acabou tudo.
Uma mulher que não é amada pelo marido ela se torna insatisfeita!
Noemi foi uma mulher feliz, porque ela era amada, ela se achava gorda feia mas, ele não deixou o amor morrer dedicando o amor e o carinho que ele tinha por ela! Um homem pode cubrir a mulher de ouro, mas se ele não - lhe da amor e carinho de nada adianta o que ele faz por ela!
Por exemplo: No meu caso nem precisava me amar, só gostaria que me desse o respeito e consideração se estivesse isto eu ja era feliz!
José Araujo: você é uma pessoa encantadora continua assim com este seu carisma e seu amor, porque o mundo precisa disso! beijo em seu coração ♥ meu querido e amado amigo.

Gloria Meirelles disse...

Meu querido José, estive com problemas de saude e não podia ficar sentada em frente ao computador e não pude comentar seus contos ateriores.
Vou ler um por um conforme eu possa pois fço questão de ler tudo que você escreve meu amigo e escritor favorito.
Me lembro bem de quando tive meu primeiro filho. Foi um experiencia e tanto em minha vida, aliás, não só na minha mas tambem na de meu marido.
Logo após o parto, de alguma forma eu me sentia incapaz de dar conta de tudo, cuidar do meu filho, da casa, de meu marido e entrei em pânico total.
Naquela época as coisas eram bem diferentes de hoje, mas os sentimentos e sensações humanas não mudam e você como um escritor que tem um profundo conhecimento nesta àrea sabe disto muito bem.
A principio, a insegurança, a falta de tempo para nos dedicarmos um ao outro foi um trauma para mim.
Eu me achava horrivel, tinha vergonha de que meu marido me visse, eu pensava que ele iria me rejeitar por estar do jeito que eu achava que estava.
Puro excesso de imaginação da minha parte!
Ele sempre fazia de tudo para me fazer compreender que me amava, tinha uma paciencia enorme comigo e parecia compreender a situação pela qual estavamos passando.
Contudo meu amigo, eu insistia comigo mesma que eu não era mais a mulher que ele amava.
Certo dia, encostou um carro destes que faz entregas para floricultura no portão da minha casa e para meu espanto, descarregaram vinte buquês de rosas, uma mais lindo que o outro e em cada um havia um cartãozinho, todos com a mesma frase que dizia "Te amo como como você é!".
Naquele momento de tamanha surpresa eu queria que abrisse um buraco no chão para eu me enfiar nele de tanto remorso por ter agido como eu tinha agido com ele.
Quando ele chegou em casa à noite, eu o recebi no portão de entrada e como em seu conto meu escritor de emoções, não foram preciso palavras, apenas uma troca de olhares apaixonados e nos beijamos longamente.
Posso dizer que nunca me senti tão feliz em minha vida porque ele me fez compreender que me amava do mesmo jeito e que estaria ao meu lado para o que desse e viesse!
Adorei seu conto que me fez recordar uma parte muito importante da minha vida!

Como sempre, você é demais!

Beijos de sua amiga e admiradora de sempre!

Gloria Meirelles

Leila disse...

Você escreve fatos da vida!
Talvez muitos homens neste mundo não tenham a menor idéias de como nos sentimos logo após o parto de nossos primeiros filhos!
Para algumas mulheres pode ser tudo muito natural, mas a maioria cria dentro de si uma insegurança tremenda com relação ao relacionamento com o marido neste periodo.
É gratificante ver que um homem escreve aquilo que muitas de nós sentimos e que compreende o que acontece e cria um conto maravilhoso como este!
Como seria bom se os maridos em sua maioria não fossem tão egoistas pensando em sei mesmos e reparassem que nós temos sentimentos e necessidades que eles não enxergam!
Parabens pela mente brilhante que cria e escreve sobre coisas que para muitas de nós fica apenas no pensamento, nos sonhos, esperando que um dia aconteça.
Que seus leitores masculinos lendo seu conto caiam na real e que aprendam que ser mãe não é só uma palavra.
Que ser mãe é ao mesmo tempo ser mulher e mulher tambem tem sentimentos, frustrações, desejos, inseguranças entre muitos aoutros sentimentos.

Um beijo como todo meu carinho e admiração por seu trabalho fantástico!

Alvaro Garcia disse...

Nossa!
Lendo seu contome lembrei de como meu pai tratava minha mãe quando meu irmão mais novo nasceu!
Ele nunca deixava passar uma chance de dizer a ela que ela estava um bucho, que estava na hora de passar por uma reforma!
Como ele era insensivel naqueles tempos!
Aliás ele foi sempre assim, desde que eu nasci pelo que ela nos confidenciava muito triste e magoada.
Como em seu conto, eles mais pareciam dois Bull Dogs prestes a se atracar num abriga ferrenha.
Para nós era muito triste ouvir tudo aquilo, mas para ele era muito conveniente.
Tinha tudo nas mãos, ela, apesar de tudo nunca lhe dixou faltar nada.
Suas roupas sempre lavadas e passadas, comida pronta e casa sempre limpa, era muito comodo para ele, mas ela morria aos poucos por dentro e aguentou tudo por nossa causa.
Quando ele se foi deste mundo, após dois anos ela encontrou outro alguem que hoje é nosso padrasto e que a faz feliz como nunca foi em sua vida.
Ela hoje se sente amada, valorizada e querida por ele e por incrível que possa parecer, ao inves de envelhecer, ela rejuvenesceu uns 15 anos.
Nós todos um dia vamos nos casar, mas aprendemos com tudo que aconteceu em nossa casa e com nosso padrasto que é hoje nosso pai, que é preciso fazer com que a pessoa a quem amamos saiba que a amamos, é preciso demonstrar isto, seja com gestos, com palavras, ou com um simples olhar!

Gosto muito de tudo que escreve José, porque em cada conto seu, eu encontro um pouco de mim!

Abração!

Hermogenes Palhares disse...

Uma mente brilhante a serviço do bem da humanidade!

Você é muito especial José, nunca se esqueça disto!

Parabens!

Sergio Novaes Hirsbush disse...

Escrever contos para muitos escritores é corriqueiro, mas nenhum deles o faz como você!
tendo como base os sentimentos humanos você cria maravilhas para nossa reflexão!

Siga sempre esta linha, porque talvez você não saiba disto, mas tem ajudado a mudar para melhor a vida e muitas pessoas, abrindo seus olhos e sua mente para que possam enxergar as coisas que acontecem ao nosso redor e que influenciam de forma direta na qualidade de nossas vidas!

Congratulações por ser um ser humano completo, com um cérebro magnifico, um coração que não tem tamanho e uma luz que ilumina a todos que conhecem seu trabalho tão especial!

Deus te proteja e lhe dê em dobro todo o bem que faz aos seus semelhantes!

Maria Cecilia disse...

Você me emociona sempre!
Adoro ler seu contos, adoro sentir a emoção dos acontecimentos narrados em suas estorias tomar conta de mim.
É muito com eu poder saber que quando eu precisar ler algo para levantar meu astral, basta entrar em seu blog e ler seus contos maravilhosos e emocionantes!

Beijos!

Nadja disse...

Maravilhoso!!!
Como isso acontece em nossas vidas! Casamentos que esfriam por conta dos afazeres, do corre corre diário atrás da sobrevivência, de mulheres que vêm seu corpo mudado e sua auto estima abalada. São noites mal dormidas que levam ao estresse, acho que cada leitor seu ja passou e esteve perto de quem viveu isso. O mais lindo é a sua sensibilidade de fazer com que marido tome uma atitude quase feminina, geralmente são as mulheres que cultivam o habito escrever e espalhar bilhetinhos amorosos e seu texto nos encantou porque você tocou no ponto mais vulnerável da mulher, o romantismo.
Parabéns querido, apesar da minha falta de tempo, meu coração me trouxe aqui e a recepção foi a melhor possível, vou dormir com toda essa ternura que acabei de ler.
Beijos maninho querido, amo você.

Edgar Vieira disse...

Nem sempre as pessoas tem coragem de expor seus pensamentos e numa situação destas, sem ter tido esta experiencia anteriormente é comum acontecer de surgirem alguns problemas de relacionamento entre um casal.
Tudo depende da forma com que cada individuo encara a chegada de um bebê que ao mesmo tempo que é uma dádiva divina, se torna usurpador da atenção e carinho entre duas pessoas.
Seun conto é um alerta, uma reflexão, não só sobre este fato narrado na estoria, mas tambem sobre muitos outros aspectos de nossas vidas que muitas vezes nos pegam de supetão e ficamos literalmente perdidos no espaço!

Parabéns pelo talento e sentibilidade, ainda mais vindo de um homem!

Abçs!

Oswaldo Meirelles disse...

Caro José, é com muita alegria que cá estou para mais uma vez poder comentar sobre um texto seu e como sempre trata-se de um assunto que aflige muitas pessoas ao redor do mundo, não só homens como mulheres!
A Gloria já lhe contou sobre as rosas que eu mandei a ela uma certa ocasião e voce como nosso amigo nos conhece bem e sabe que sempre fomos unidos, apesar de todas as dificuldades que atravessamos na vida.
Não vou negar que me senti de certa forma "roubado" da atenção de minha mulher quando nosso primeiro filho nasceu, mas como sempre, meu coração me mostrou o caminho a seguir e tudo deu certo para nós.
Hoje em dia, com os relacionamentos acontecendo cada vez mais rápidos, há cada vez mais pessoas que se sentem "perdidas" após a chegada de seu primeiro filho.
Tudo que posso dizer é que as pessoas deveria ouvir mais com o coração ao invés de ouvir com os ouvidos.
As respostas sempre vem com o silêncio em situações como esta.
Ém preciso aprender a ouvir a voz interior de quem esta ao nosso lado!

Abração meu amigo e tenha um ótimo final de semana!

Seu amigo e admirador,

Oswaldo Meirelles

Isamara disse...

Que linda atitude do marido!
Que pessoa mais sensivel, que coração mais abençoado o dele!
Como eu gostaria que meu marido tivesse me tradado diferente quando chegou nosso primeiro filho!
Amo o que voc escreve José, porque voce fala de sentimentos que fazem parte da gente!

Beijos!

Isadora disse...

Só eu sei o que minha irmã passou logo após o seu primeiro parto!
Foram meses de insegurança, mêdo, eu diria mesmo de pavor na vida dela!
Meu cunhado não tinha nenhuma compreensão, não se preocupava com ela, seu egoismo o fazia pensar só nele e ele a acusava de negligencia para com ele!
Ela sofreu muito até o dia em que ela resolveu dar um basta na situação e abriu o jogo com ele.
Após a conversa que eles tiveramaa, seu marido mudou da agua para o vinho e tudo voltou gradualmente ao norma por assim dizer.
Hoje são muito felizes com seus treis filhos, mas sinceramente pensei que fosse o fim de um casamento que foi tão lindo!

Adorei ler seus contos, mas este particularmente fala de algo que interferiu não só na vida do casal, mas de todos nós da familia e amigos tambem.

Parabéns!

Jader Colella disse...

Cara, voce como sempre voce emociona com seu contos!
Presenciei alguns casos parecidos com relação à insegurança de casais após o parto de seus primeiros filhos e sou testemunha de que muitos sofreram bastante com a situação, mas tive a oprtunidade de conhecer casais que passaram por isto e nem perceberam.
Estes estavam preparados, emocional e mentalmente e é assim que derveria ser.
Contudo nem sempre as coisas andam como se quer e podem ocorrer situações em que a carencia afetiva possa trazer transtornos aos casais!

Perfeita colocação e reflexão em seu texto!

Bom fim de semana!

Tatiane Gois disse...

Impossivel parar de ler algo que voce escreve quando já começamos!
Voce tem o dom de nos fazer ter vontade de continuar até o fim e no caminho, encontramos muito de nós mesmos. Eu me vi em sua personagem e sei exatamente o que ela deve ter passado!

Simplesmente demais!

Estou adorrando ler você!

Ednezer Geraldo disse...

Vejo que muitos dos que comentaram em seu conto concordam com o que voce narra em seu conto e acredito mesmo que possam haver pessoas que se sintam como sua protagonista!
As pessoas não se preparam para situações como esta e o resultado, é puro sofrimento desnecessário!

Sucesso pra ti nem é preciso desejar, mas desejo que voce continue sempre assim!

Sheila Marins disse...

Lindo, lindo, lindo!!!!

Que conto maravilhoso e romantico!

Queria muito viver algo assim, mas quando penso em ser mãe, sempre volto atrás na ideia de programar um filho por medo de ficar feia, de meu marido não gostar mais de mim.

Seu conto é um alerta e da minha parte, vou procurar me preparar para passar por esta fase, porque o tempo passa e quando a gente menos pensa, nosso tempo já acabou!

Gostei muito de seu trabalho!

Sensacional!

Elizabeth M. disse...

A Sheila me pediu para ler seu conto e vim conferir se era mesmo o que ela falou.
Você parace ter uma compreensão enorme da vida, porque tudo que voce diz aqui em seus contos acontece na vida de todos nós no dia a dia!
Um grande escritor, por mim só comparado à Danielle Steel!

Parabens pelo talento e sensibilidade!

Roberto Caiado G. disse...

Jose, lendo seu conto caiu minha ficha de quanto eu tenho sido incompreensivel com minha esposa!
Não sei como eu pude agir com ela como tenho agido, sendo agoista ao máximo só pensando em mim, em minha necessidades!
Obrigado por me abrir os olhos e pode ter certeza de que hoje à noite, tudo lá em casa vai mudar para melhor se Deus assim o quiser, mas no que depender de mim, farei de tudo para me retratar com a pessoa que mais amo no mundo e isto, graças a você!

Obrigado de coração!

Chega de sofrer e fazer sofrer!

Anotnio C. Berthy disse...

Parabens a você e ao Roberto que comentou antes de mim!
Você por ser um ser humano maravilhoso e por escrever reflexões que nos fazem tanto bem e ao Roberto por ter a coragem de adimitir que esta errado em seu comportamento para com sua esposa.
Imagino que os dois não vem sofrendo por isto!
Felicidades José!
Voce merece!

veraparizmedeiros disse...

POXA AMIGO QUE CONTO MARAVILHOSO.FIQUEI PERPLEXA,EMOCIONADA DEMAIS.VOLTEI NO TEMPO AMIGO.LINDO ESSE AMOR QUE VENCEU AMIGO,O QUE É ATÉ RARO.COMO É BOM QDO SE AMA REALMENTE E SE CRESCE COM AS DIFICULDADES ENFRENTADAS JUNTOS.QDO MUITAS VEZES SÓ SE DÁ VALOR PRA ALGUÉM QDO SE PERDE.AMEI E ADOREI AMIGO.LINDO...LINDO...LINDO...BEIJOS NO SEU CORAÇÃO....DEUS TE ILUMINA SEMPRE....

SONIA disse...

Parabéns pelo conto.
Você sabe colocar os sentimentos vividos em cada letra,cada palavra,cada frase...
Bjsss...milll...

mdb disse...

José este eu não tinha lido por causa do P.
Achei t.ao lindo e suave que chorei. Já passei por isso mas não tinha um Julio em minha vida e nem era uma Noemi. Sinceramente estou sem palavras. Mexeu mesmo muito comigo.
Julio era um homem inteligente e o melhor de tudo, ele amava a esposa e não queria o pior para eles e sim o melhor. Soube usar uma tática maravilhosa, que dispensava até o diálogo. Com isso ele a conquistou levantando sua alto estima. Ela sentiu muito amada e valorizada pelo seu amor.
Com esse gesto tão criativo júlio voltou a sorrir mais e ficaram unidos para sempre e o mais importante tiveram mais filhos e estavam mais vividos e tudo correu bem.
José, amei este conto e lembrei do meu primeiro parto.
Obrigada querido por me fazer lembrar da minha filha amada que tanto sofreu e hoje é mãe de um lindo menino saudavel Graças a Deus.
José eu nem tenho mais palavras para lhe dizer. Eu amo muito você meu amigo, que só me faz feliz.
Marilene Dias.