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domingo, 16 de novembro de 2008

BANDIT...



Quem olhava para ele, à primeira vista, tudo que se podia ver era que Bandit era um adorável cachorro vira-latas. Uma mistura de raças que deu origem a um belo animalzinho. Meio maluquinho de vez em quando, pois quando decidia correr atrás de seu próprio rabo, ele o fazia até ficar tonto de tanto rodar. No mais, era um animal curioso, brincalhão e bagunceiro como tantos outros. Tudo que ele mais adorava fazer, era ficar o dia todo indo de lá para cá, seguindo Maria Cecília sua dona, uma linda jovem de 18 anos, loira, de cabelos longos e cacheados, com um corpo escultural que fazia com que ela recebesse elogios de todos que a conheciam. Por onde quer que ela fosse, lá estava ele ao seu lado, e quando ela se ausentava por algum motivo, ele ficava com um olhar triste e só se alegrava, quando ela voltava para casa. Mas na verdade, ele não era um vira-lata como outro qualquer. Ele tinha um cérebro privilegiado e muitas vezes, sua dona ficava imaginando se ele não tinha algum tipo de poder telepático. Era comum acontecer de que quando ela tinha algo a dizer a ele, bastava que seus olhares se cruzassem e antes dela falar o que tinha a dizer, ele já atendia às suas ordens. Era como se ele soubesse o que ela queria que fizesse. Bandit tinha alguns comportamentos que para quem não o conhecia, pareciam estranhos. Ele gostava de subir no sofá da sala de estar que ficava bem em frente à TV e se sentava nele como se fosse gente. Ficava sentado sobre suas patas trazeiras, completamente ereto e com as patas dianteiras gesticulando como se quisesse dizer alguma coisa sobre um filme ou uma novela que estivesse vendo no momento. Sua orelhas atentas se mexiam conforme o grau de atenção que ele dispensava a um gesto, a um som ou uma frase dita por algum personagem. De vez em quando, ele olhava para quem estivesse sentado ao seu lado, com um olhar questionador, como se perguntasse à pessoa se ela estava entendendo o que ele queria dizer. Cecília, como os amigos a chamavam, quando presenciava uma cena assim ao lado dele, passava a mão em sua cabeça em sinal de entendimento, e ele balançava o rabo todo feliz.

Ele era um cachorro especial. Tinha um amor imenso por todos da casa, mas em especial por Cecília que era a pessoa que mais o compreendia e que mais lhe dava atenção, carinho e amor. Se alguma vez ela ficava doente, um tanto abatida ou tristonha, Bandit dava um jeito de chegar bem perto dela e a olhava direto nos olhos. Ele o fazia com um olhar tão doce e meigo, que ela sentia em seu coração, que ele realmente sabia como ela se sentia e que queria verdadeiramente vê-la bem, alegre e com saúde. Para Cecília, ele não foi, não era, e nem iria ser algum dia um cão comum. Para ela seu amado cãozinho foi um presente dado por Deus. Um daqueles seres que quando entram em nossas vidas só nos fazem bem. Ele era muito mais que seu animal de estimação. Bandit era seu amigo, fiel e verdadeiro, para qualquer situação e um dia, ela teve a maior prova de que estava certa quanto a isto e também quanto ao poder telepático que ele tinha. Cecília e sua família foram passar as festas de fim de ano num sitio à beira de uma estrada de terra, no interior de Sorocaba no estado de São Paulo e levaram Bandit com eles pois não tinham com quem deixa-lo por uma semana, ou mais. Depois de alguns dias, cansada de ficar na casa onde estavam, Cecília resolveu sair com seu amigo para um passeio a pé pelas estradas desertas do lugar. Após algum tempo de caminhada, ela e Bandit já haviam andado bastante. Estavam longe do sítio e o lugar ermo era um tanto assustador. Não se ouvia nada, apenas pássaros no meio do mato, grilos, besouros e cigarras cantando. O sol estava a pino e calor era sufocante. Ao passar por uma cerca coberta pela vegetação, eles se viram quase de cara a cara com um enorme touro. O susto foi grande, mas pareceu que o animal ficou tão assustado quanto eles dois. Bandit trocou alguns olhares com ele e o bicho se afastou para o meio do pasto que ficava do outro lado da cerca, e desapareceu. Foi então, que Cecília chamou Bandit para perto dela. Os dois sentaram-se à sombra de uma das arvores que beiravam a estrada. Ela estava cansada. Seus cabelos longos e louros com a alta temperatura a estavam incomodando. Ela estava suando e isto também a fazia se sentir desconfortavel. Com seu jeito sensual, ela os enrolou em um coque no alto de sua cabeça, encostou-se no tronco da arvore e quase adormeceu.

De repente, roncos de motor soaram ao longe e ela percebeu que se tratavam de motos. O barulho foi se aproximando e ela, logo pensou que era um grande perigo estar ali sozinha, sem nenhum acompanhante além de seu cachorro e rezou para que quem quer estivesse pilotando as motos fosse boa gente, se não, só Deus sabe o que poderia a acontecer. Quando ela pode avistar ainda de longe as motos em meio à poeira da estrada, ela percebeu que eram três rapazes jovens e cabeludos. Eles usavam roupas pretas de couro e botas de cano alto. Não tinham nada de confiável em suas aparências e seu coração começou a bater mais rápido. Bandit sentou-se ao lado dela e ficou imóvel, de orelhas em pé em sinal de prontidão. Cecília pensou consigo mas não falou, que seu cãozinho não seria de grande ajuda contra três brutamontes naquele lugar deserto. Eles estavam praticamente no meio do mato e sem esperança de passar alguém de carro para poder ajudar numa emergencia. Quando ela pensou nisto, Bandit virou-se para ela, como se tivesse lido seus pensamentos, olhou em direção aos motoqueiros e começou a rosnar. Quando os rapazes chegaram bem perto, pararam suas motos com um sorriso malicioso, olharam uns para os outros. Um deles perguntou a ela o que uma gatinha como ela estava fazendo sozinha naquele lugar. Cecília fingindo estar calma, respondeu que estava caminhando com seu cachorro e que seu pai estava vindo encontra-la e logo iria chegar.

Os rapazes se olharam e riram maliciosamente da resposta e um deles, passando a mão em suas partes intimas, perguntou a ela o que achava de uns beijinhos, de uns carinhos bem legais e se ela não estava a fim ter o prazer de conhece-lo melhor. Naquele instante, ela não desmaiou, mas foi por pouco. Ela sabia o que estava por vir e o que a esperava na mão daqueles três homens mal encarados e sedentos de sexo. Um milhão de pensamentos ruins passaram-se por sua mente. Ela naquele lugar, sózinha e sem nenhuma proteção efetiva, seria com certeza vítima de um estupro triplo. Quem iria impedir? Quem iria ajudar ? Ninguém ouviria nada. Ela poderia gritar o quanto quisesse. Eles nem sequer precisariam tampar sua boca para que ela não gritasse. Tudo aconteceria do jeito que eles quisessem, e no final, para ela, tudo estaria acabado. O medo tomou conta de Cecília. Ela começou a tremer. Não balbuciou nem mais uma palavra. Ela levantou-se devagar e tentou ir em direção ao mato, mas um dos rapazes a impediu. Ele foi mais rápido e se colocou em sua frente. Bandit latia ferozmente, mas para um cachorro de pequeno porte como ele, enfrentar três caras como aqueles, seria suicídio. Eles o matariam com uma só paulada. Contudo, ele precisava defender a sua dona e continuava a latir ,tentando intimidar os três homens.

Enquanto isto, os outros dois que estavam ainda perto das motos, já estavam tirando as calças e Cecília vendo aquilo, queria morrer para não ter que passar pelo que ela sabia que estava por vir. De repente, Bandit debandou em disparada pelo meio do mato. Cecília pensou que ele estava fugindo. Que seu melhor amigo a estava abandonando, e pior, na hora em que ela mais precisava de ajuda. Ela sentiu que para ela tudo estava perdido. Que não havia mais nada a fazer, senão, lutar com eles até morrer. O rapaz que a havia cercado quando ela tentou fugir para o mato a segurou pelos braços. Ele a abraçou pelas costas e muito excitado estava se esfregando nela com toda a sua força. Cecília se debatia desesperadamente, tentando se libertar das garras daquele homem nogento. Os outros dois já completamente nús, riam do desespero de Cecília e foram se aproximando dela cada vez mais excitados. Tudo ia acontecer e ela pedia a Deus mentalmente, que ele não a deixasse passar por aquilo. Que de alguma forma, ele a poupasse daquela desgraça e ela pensou em Bandit. Se pelo menos seu cão fosse um Pit Bul , um Doberman, ou um Pastor Alemão, ele poderia tê-la ajudado a sair daquele sufoco.

Mas não, ele não era nada disto!

Seu cãozinho era uma mera mistura de raças, um simples vira-latas. Apenas um animal com uma capacidade telepática diferente e incomum ,que os outros cães não tinham. A cada segundo que se passava, o desespero era maior. Os homens já estavam passando suas mãos asquerosas por todo o seu corpo. Ela gritava e se debatia, mas quanto mais ela gritava, mais eles ficavam excitados. Foi então, quando um deles tentava baixar o short jeans de Cecília com toda violência, se preparando para estupra-la, que algo inesperado aconteceu. Do nada, como uma trovoada repentina, do meio do mato, derrubando a cerca de madeira que separava o pasto da estrada, surgiram quatro touros furiosos que avançaram em direção ao ponto onde Cecília e os rapazes estavam. Ao ver aqueles enormes animais, com chifres imensos e pontudos, mugindo e vindo em direção a eles, os homens a soltaram e correram para detrás das arvores que havia no local. Cecília pensou que era um sonho, mas não era. Os quatro touros pararam a poucos metros de onde ela estava caída. Eles se voltaram em direção às arvores onde estavam escondidos os rapazes e na mais perfeita formação, como se formassem um batalhão de choque, lá eles ficaram, parados, bufando, balançando suas cabeças e batendo os cascos no chão em atitude ameaçadora, e na frente deles, ela mal pode acreditar. Lá estava ele, o pequeno Bandit. Ele latia com toda a força e de vez em quando, olhava para Cecília, como se quisesse dizer que ela agora estava salva. Depois olhava para os homens, como se quisesse dizer a eles, que agora ele queria ver se eles iriam ter coragem de se aproximar novamente de sua amiga.

Aquela cena que mais parecia uma cena de filme de Walt Disney, durou alguns poucos minutos. Os rapazes correram em disparada para suas motos, mal tendo tempo de recolher suas roupas que estavam caidas no chão e fugiram assustados. Os touros onde estavam, eles ficaram. Não se movimentaram nem sequer um milímetro de sua posição de defesa. Quando os bandidos já estavam longe, fora das vistas, Bandit parou de latir, foi até sua dona que a estas alturas estava sentada no chão, com as roupas rasgadas e chorando. Ele chegou bem pertinho dela, colocou suas patas dianteiras em seu peito e lambeu sua face molhada de lágrimas. Cecília o abraçou e naquele momento, ela não sabia o que dizer. Não sabia como agradecer a ele pelo que tinha feito por ela. Seu amigo, seu amado cãozinho vira-latas, a tinha salvo de morrer, ou no mínimo, de acabar estuprada por aqueles treis motoqueiros, bêbados, mal cheirosos e mal encarados. Ela não reparou a princípio, mas os Touros não tinham ido embora. Agora eles estavam olhando para ela e para Bandit. Eles estavam tão calmos, que parecia que tinham acabado de chegar e nada de mal estivesse acontecendo.

Bandit saiu de perto de Cecília e foi até onde estavam os quatro Touros e como se estivesse conversando mentalmente com eles, o pequeno cãozinho parava em frente de cada um deles, olhava em seus olhos e o imenso animal balançava a cabeça em sinal de afirmação. E assim foi. Um após o outro. Ela assistia aquela cena fascinada. Bandit parecia estar agradecendo a eles, dizendo que agora estava tudo bem e que eles poderiam voltar para o pasto onde era seu lugar. Um a um, lentamente eles foram andando e entram pelo mesmo lugar de onde saíram na cerca que eles haviam arrombado. O pesadelo acabou, mas ela podia até jurar que viu uma troca estanha de olhares entre Bandit e os Touros quando eles estavam indo embora. Cecília se arrumou o melhor que pode. Pegou Bandit no colo e caminhou em direção ao sitio. De volta ao lar. De volta à segurança do seio de sua família. Quando lá chegou, todos já haviam almoçado e tinham saído em grupo para pescar. Cecília entrou em casa, tomou um banho, trocou de roupas e apesar de tudo que tinha acontecido, ela estava com fome e resolveu almoçar. Bandit também deveria estar com forme e quando ela pensou que iria dar um pouco de lasanha ao seu melhor amigo, mesmo antes dela fazer qualquer movimento indicando o que iria fazer, Bandit já estava em frente ao fogão, sentado sobre as patas traseiras e com as dianteiras, ele fazia sinal de que queria algo que estava num lugar bem acima de sua cabeça. Sobre a boca do fogão, exatamente para onde Bandit apontava com sua pata dianteira, e olhava ansioso, estava uma travessa cheia de lasanha. Cecília sorriu para ele. Bandit lambeu os beiços e balançou seu rabo.

Ela colocou lasanha em seu prato e tambem na vasilha de Bandit. Os dois foram para a sala e sentaram no tapete em frente à televisão. Enquanto Bandit comia sua lasanha, ele parava de vez em quando. Olhava para TV. Levantava suas orelhas, balançava seu rabo e olhava para Cecília. Ela olhava para ele com carinho e balançava a cabeça como se estivesse entendendo o que se passava em sua cabeça. Naqueles momentos, ela se sentiu a garota mais abençoada deste mundo. Deus não só havia lhe dado a responsabilidade de tratar, cuidar, dar carinho, amor e alimentar um animalzinho. Ele deu a ela, um verdadeiro amigo, mas não um amigo qualquer. Um amigo muito especial, com inteligência própria e poderes telepáticos, muito além do que é aceito pela ciência dos homens. Isto porque supostamente, de acordo com o que o homem diz, tão convencido e cheio de si, qualquer outro animal que não seja ele, é um ser irracional...


Autor: José Araújo

Fotografia:Vira Latas - Fotógrafo: José Araújo

16 comentários:

Walter disse...

querido amigo Jose,más uma vez aquí estou para parabenizar pela bela cronica,muito legal o que disse.Vc mostrou um lado inferior das coisas,ou seja:nem sempre os maiores são os melhores,nesse caso a Cecília foi salva por bandit,que era um vira-lata.Talvez se fosse um pit bul não teria feito nada por ela.Parabens amigo,gostei muito.Até mais meu querido.

mdb disse...

E uma aventura muito interessante e serve de alerta, pois e muito facil de acontecer no meio rural. Principalmente em finais de semana.
BANDIT, era um heroi para Cecilia, pois jamais seria esquecido aquele acontecimento tao desagradavel e pavoroso se chegasse a acontecer.
Eu tenho um parente do Bandit que, avisa quando o telefone toca e uma vez estava sonhando e no sonho estava sofrendo tanto que chorava muito. Foi quando fui acordada pela minha filha, pois estava chorando de verdade e o Billy a acordou para me socorrer. Eles s'ao criaturas t'ao amorosas que podem passar o maior sofrimento ao nosso lado que n'ao nos abandonam os amigos caem fora mais o c'ao fica ali juntinho e sofrendo junto. E um amor sem medidas a fidelidade e t'ao real que n'ao existe outra igual.
Ainda bem que Cecilia retribuia o amor de BANDT com muito carinho. Pelo olhar a gente sabe o que querem. So que Bandt era pra la de especial, tinha certos poderes e isso salvou Cecilia de uma desgraca.Devemos respeitar os caes, pois e o unico amigo fiel do homem.
Jose gostei muito e j[a conhe;o este nome pois minha cadelatem um irm'ao com esse nome.rsrsrs
Desculpe mas nao pude acentuar nenhuma palavra pois os sinais estao todos malucos.
Mas [e s[ aqui resolve isso meu amigo querido a muito amado.
Parabens pwlo texto adorei.

Isa Vieira de Souza disse...

José Araujo:
É muito linda esta história de "Bandit" ainda bem que a Cecilia tinha um amor imenso por ele, porque hoje em dia o que falta no ser humano é amor, o ser humano naum tem amor proprio quanto mais amar um cachorro,
eles pegam os animais para cuidar e quando o animal fica doente ou velho eles solta na rua, e o que mais tem na rua é animalzinho abandonado, isto corta meu coração, eu fico deprimida quando eu vejo um cachorro jogado,a um mês atras eu peguei um na rua jogado eu coloquei o nome dele de preto.....rsrsrs preto porque ele é pretinho eu ja tinha a pretinha, agora ficou o preto e a pretinha....kkkkkkkkk
Eles são como filhos para mim ja que eu não tenho filho, eles são os meus filhos, e eu tenho muito amor por eles, pois eles são como criança e não tem como se cuidar sozinhos, se as pessoas não cuida deles eles ficam jogados mesmo,
pelo menos os meus vai ser bem cuidado enquanto eu tiver vida porque eles são os meus amores....rsrsrs
os meus são vira latas e eles são tão amigavel,e amorosos,
José vou parar por aqui senão eu acabo fazendo um livro só falando dos meus cachorros....kkkkkkkkk
Parabéns mais uma vez por ter feito uma história tão linda como a de "Bandit" um beijo no seu lindo coração ♥

Nadja disse...

Amigo querido que coisa mais linda seu texto. Também tenho um cãozinho, o Bin Laden, e entendo perfeitamente esse amor que recebemos sem nada pedirem em troca, nos amam incondicionalmente sem dar importancia à nossa aparência, nosso humor, eles sempre estão a nossa espera para nos amar. Esse vira latas defendeu o seu amor maior, aquela que ele escolheu para ser a sua dona, pq eles escolhem seus donos, e vendo a menina em apuros usou seu dom, sua capacidade e trouxe auxilio e proteção para ela.
Irracionais somos nós os humanos, que não amamos com a simplicidade, fidelidade de um cão.
Beijos querido, amei ler você

nelci disse...

como sempre afirmei vc e demais gosto muito de ler o que vc escreve faz bem pro meu ego e muito gostoso facil de comprender ele passa sua alma vc e iluminado bjos

Gloria Meirelles disse...

Querido José, como sempre você aborda assuntos que são na maioria alertas para que possamos refletir sobre tudo que acontece à nossa volta.
Bandit é um conto que na minha opinião nos faz refletir principalmente sobre duas coisas, ou seja, a imprudência de alguns atos impensados e sobre a petulância do homem em achar que os animais são irracionais.
A jovem de seu conto, num passeio ao interior com a familia, não foi prudente ao sair para uma caminhada por lugares ermos, levando consigo somente seu pequeno cãozinho de estimação.
O que aconteceu copm ela em se conto, tenho certeza acontece por este mundo afora e certamente milagres como a telepatia de Bandit não acontecem sempre e as pobres jovens que se veem nesta situação, carregam pela vida o trauma do estupro.
A compreensão de que um animal pode pensar e agir por seus proprios pensamentos é uma coisa que na minha opinião é mais do que notória, porque como dona de alguns cães e gatos, percebo no meu dia a dia que cada um deles tem sua própria personalidade.
Em certos momentos ele agem por conta própria e tomam atitudes que muitas vezes o tão chamado homem racional não o faria.
Como avó e como mãe, sempre que vamos para nossa chácara que fica num lugar afastado da civilização, onde apesar de toda a exuberancia da natureza que nos cerca, temos que nos precaver contra possiveis acontecimentos desagradáveis por causa de homens que não tem a menor conciencia do que é ser decente e a palavra bondade não existe em seu dicionário.
Meus filhos e minha filha sempre foram alertados para não circularem sozinhos pelas estradas adjacentes de nossa chácara e sempre nos obedeceram graças a Deus.
Tivemos a chance de conhecer uma jovem lá no interior que não teve a mesma chance de sua personagem e vive até hoje sob tratamento psiquiatrico.
Outra coisa que me chama muito a atenção, é que o cachorrinho de Cecília corria atrás do rabo dele mesmo e temos uma cadela que faz o mesmo.
Ela é um doce de animal e pronta para qualquer situação onde ela tenha que nos defender e sempre foi assim, desde pequenina.
Quando minha filha era ainda um bebe, ela a salvou de ser picada por uma cascável la na chácara e agradecemos a Deus por te-la colocado em nossas vidas.
Hoje ela esta velha, mas continua sendo a nossa Lara de sempre e esperamos te-la conosco por muito tempo pois nós todos a amamos muito.
Eu sempre faço questão de ler seus contos para o pessoal aqui de casa e tambem levar para o pessoal do interior que já ama o que voce escreve e isto, porque eles nem sabe o que é uma Internet, senão seriam seus comentadores assiduos tenho certeza.
Obrigada por mais este texto maravilhoso e cheio de mesnagens que nos aquecem o coração!

Sua leitora e maiga sincera,

Gloria Meirelles

Eduardo Santos disse...

Cara, outro conto maravilhoso teu!
A maldade de certos homens supera a sua dita racionalidade e voce como sempre nos alerta para esta realidade e prevenir é melhor do remediar!
Tenho um cãozinho pequinês, lindo, todo branquinho e seu nome é Suly.
Ele em seu perqueno porte, tem uma corage, enorme quando se trata de me defender.
Mesmo quando alguem finge que vai me bater, ele fica furioso e toma raiva da pessoa, tanto, que depois não tem volta, nunca mais ele é passivo com quem tentou me agredir.
Ele é especial e minha vida, porque lá em casa somos só eu e ele, somos amigos e companheiros para tudo.
Ele sente quando estou triste e procura chamar minha atenção para ele.
De algum jeito ele sempre me faz rir e querer abraça-lo com todo meu amor e carinho.
Adorei de paixão mais este conto que só poderia mesmo ser escrito por você!

Beijos querido! Amo você!

Leia disse...

Estou agora num sitio aproveitando o feriadão prolongado e sempre que a gente vem para estas redondezasa, tomamos a precaução de não sairmos a sós em caminhadas pelas estradas do lugar.
Pode acontecer uma desgraça, não só com as mulheres mas com os homens tambem e ter um Bandit na vida, não é para qualquer um.
Amei seu conto e amo tudo que escrever José!

Bom fim de semana!

Ivan Barbosa disse...

Seus textos são sempre limpos e faceis de se entender.
Cada conto que você escreve é para mim mais uma de suas obras de arte literária meu caro José!
Deu te deu o dom da escrita e você a usa em prol do bem da humanidade e isto José, não há preço que pague.
Só Deus para reompensa-lo por todo o bem que você faz aos seus leitores e amigos que te acompanham sempre!
Um beijo carinhoso e meus votos de muita saude e felicidade a você e a todos os seus!

Lucia F. Xavier disse...

Falar de você não é muito fácil, pois suas virtudes vão alem daquilo que imaginamos, pois a cada dia você se firma em nossos corações com seu carisma e bondade sem fim.
Quanto aos seu contos, eu não perco um, posso até não comentar em todos mas pode ter certeza de leio a todos e sempre acabo tendo mais um aprendizado.
Parabens por ser assim tão especial e que Deus permita que nunca mude seu jeito simples de ser esta sua maneira de se comunicar com seus leitores que o amam não só pelo que você escreve e representa, mas pelo fato de nos dar a oportunidade de participar ativamente em sua vida com nosso comentários em seus posts semanais!
Bjs e um abraço desta que é sua fã em primeiro lugar!

Zelia Dias disse...

Lindo demais!
Amo os animais e sei exatamente sobre o que você fala quando se refere ao Bandit!
Perfeito e profundo como você!

Beijocas!

Roberto Luiz disse...

Não há como não se emocionar com tudo que voce escreve!

Sempre há embutida em seus textos uma mensagem de amor, de fé e de confiança na perspectiva de um mundo melhor!

Parabéns por sua sensibilidade e criatividade literária digna dos melhores escritores, mas com um diferencial, em seus textos a gente sente que há sempre muito de você mesmo!

Abraços e vamos em frente!

Beto SBC disse...

Grande José Araújo!
A cada dia que se passa você fica melhor no que faz e isto é maravilhoso para nós que somos seus leitores assiduos!
Ler o que você escreve, é ler sempre você!

Bom final de semana e um abração deste teu fã que muito te admira!

Alvaro Garcia disse...

Não poderia deixar de vir pretigiar seu trabalho maravilhoso meu amigo!
Estou numa Lan no litoral, aproveitando o feriado e sei que neste momento você deve estar trabalhando como sempre.
Admiro sua capacidade de conciliar seu trabalho estressante com a escrita e para o noss deleite, você o faz com maestria!
Bandit é um conto muito especial, digno de se tranformar em um filme, um seriado, uma novela, pois há muitas pessoas que como eu amam estar no campo e conhecem seus perigos e há muito mais pessoas que amam seus animais e enxergam neles até mesmo o que existe em Bandit seu personagem tão especial!
Como sempre, caio na mesmisse, mas que mais posso dizer senão, meus parabéns por ser tão iluminado e por ter este dom maravilhoso de nos encantar com sua escrita mágica meu amigo!

Jorge Alexandre disse...

Nunca vi nem li nada igual!
Um blog com um diferencial dificilmente encontrado e com uma finalidade muito especial, levar o leitor a refletir lendo seus textos pra lá de encantadores e emocionantes!
Congratulações deste teu leitor que fica impaciente esperando sempre a sua próxima publicação!

veraparizmedeiros disse...

OI AMIGO.FIQUEIM MARAVILHADA MAIS UMA VEZ.BANDIT UM CÃO AMIGO E PROTETOR.QTO VALOR DEVEMOS DAR À ESSES ANIMAIZINHOS.PORQUE SÃO REALMENTE CAPAZ DE DEFENDER SEUS DONOS.O AMOR QUE RECEBEM É RETRIBUIDO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL,E MUITOS DESVALORIZAM OS VIRA LATAS.BEM AMIGO PARABÉNS MAIS UMA VEZ...E DIGO QUE ÉS PERFEITO AMIGO EM CONSEGUIR NOS PASSAR TÃO LINDOS EXEMPLOS.BEIJOS...FICA COM DEUS SEMPRE....