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domingo, 14 de dezembro de 2008

A FADA MADRINHA E O FEITIÇO DA INDECISÃO...



Você acredita em fadas e duendes? Não? 
E se eles existirem? 
E em fantasmas? Você acredita? Também não? 
E se eles existirem?
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O sol surgia por detrás dos arranha céus da cidade, revelando-nos poucos espaços existentes entre os prédios da grande metrópole, o céu azul dourado, das luzes do amanhecer. Era uma linda manhã de sexta feira na capital paulista. Fernando tomou seu café da manhã, se preparou na mesma rotina de sempre para mais um dia duro de trabalho. Exatamente às 07h00mins ele saiu de casa em direção ao ponto de ônibus. Naquela manhã, ele estava sentindo-se particularmente cansado. Não era somente um cansaço físico. Era algo muito mais profundo e desgastante. Nando estava à beira de uma crise nervosa, provocada pelo stress físico, mental e emocional causado pelo seu trabalho desgastante e pelos últimos acontecimentos em sua vida. Enquanto ele caminhava na direção do ponto de parada dos coletivos, ele pensava na pilha enorme de papéis que havia em cima de sua mesa, que a cada dia, crescia mais e mais. Após alguns minutos de espera, sua condução chegou, e como sempre, o veículo de transporte coletivo veio lotado. Por muito pouco, ele não conseguiu embarcar. Sentindo-se mal como já o estava antes de sair de casa e com aquele acumulo de passageiros, provocando até mesmo falta de ar, quando o ônibus ia passando pelo parque do Ibirapuera, ele resolveu desembarcar. Nando estava precisando de um pouco de ar puro. Precisava literalmente respirar. A passos largos ele entrou por um dos portões do parque. O mais rápido que ele pode. Lá, ele começou uma caminhada lenta pelas alamedas. Era cedo ainda, mas já havia alguns frequentadores praticando esportes. Uns andavam de bicicleta, outros caminhavam, e outros, mais afoitos, preferiam correr. Contudo, ele estava tão confuso, perdido em seus pensamentos, que nem ao menos percebeu a presença das outras pessoas. Apenas caminhava em frente, parava de vez em quando, olhava para os lados, como se estivesse assombrado com alguma coisa, e logo depois, continuava a caminhar.
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Nando além de trabalhar muito como empregado era um escritor e amava escrever seus contos que publicava semanalmente. Ninguém compreendia, como um cara como ele, que trabalhava sem parar durante todos os dias da semana, conseguia ainda tempo para escrever. A resposta era bem simples. Ele escrevia nas noites de sábado para domingo. Ele varava a noite escrevendo seus contos, pois ele tinha verdadeiro amor pelo que fazia. Na verdade, era a coisa que ele mais gostava de fazer na vida. Esse era o seu ritmo e se não fosse assim, se ele não tivesse a literatura como uma válvula de escape, já teria pirado, há muito tempo atrás. Na semana anterior, ele havia recebido um convite de uma editora para ir para a Espanha e lá, lançar uma antologia de seus contos, mas para isto, ele teria que largar tudo por aqui e ficar por lá até o lançamento do livro. Foi uma surpresa para ele. Algo que nem sequer havia passado por sua cabeça. Publicar um livro dele em outro país seria maravilhoso. Contudo, apesar da alegria de saber que seu trabalho como escritor estava sendo reconhecido até mesmo no exterior, ele ficou em total indecisão. Ele tinha família, sua esposa e seus filhos que dependiam dele financeiramente e para garantir o atendimento das necessidades deles, ele não poderia simplesmente largar seu emprego e seguir em busca de sua realização profissional. Sem condições financeiras para poder arcar com as despesas dele no exterior e da família aqui, ele estava se sentindo, arrasado, deprimido, acuado e pressionado pelas responsabilidades e obrigações que ele tinha que cumprir. Nando já não era mais um jovem. Estava na faixa dos 50, e sabia que a estas alturas, a cada dia que se passasse, menos chances ele teria de se realizar profissionalmente e poder largar o emprego que o estava matando aos poucos, mas que ele era obrigado a aguentar. Não havia outra opção. Desde o dia em que recebeu o convite, após ter vivido a angustia de uma indecisão e depois a frustração por não poder aceitar por causa de suas responsabilidades, tudo que aconteceu, só contribuiu para agravar seu baixo astral. Nando trabalhava há longos anos em uma empresa, onde tinha um cargo de responsabilidade, mas seu cargo era só um nome no registro da carteira profissional. Na realidade, ele era nela, o famoso Bombril. Um personagem tão apreciado no mercado de trabalho no Brasil, pelo seu baixo custo, grande produtividade e alta rentabilidade.
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Afinal por que ter três, quatro, ou cinco funcionários em um setor que pede até mais do que isto, se um só pode fazer tudo sozinho? Ele muitas vezes se sentia exatamente como uma Lula. Tinha momentos, em que ele era obrigado a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo, e para isto, precisava de mais braços, mas tudo que tinha, eram os seus. Quando pedia a contratação de pelo menos mais um para ajudar, a resposta era sempre a mesma. Ele recebia um não como resposta. Segundo a empresa, não poderiam arcar com os custos de mais gente no quadro de funcionários. As funções que ele exercia no seu papel de Bombril, exigiam dele um esforço supremo, tanto físico, como emocional, porque cuidar da parte financeira de uma empresa como a que ele trabalhava, sem o menor suporte, tendo também que executar tarefas inerentes a outros setores que não o seu, era uma loucura total. Mas para ele, aquela loucura era necessária porque ele precisava de seu emprego e trabalhava sem parar. De segunda a segunda, sem descansar. Ele detestava o que fazia e só trabalhava naquela área, por ter sido sua única chance real de um emprego, após ter ficado um ano desempregado ao completar seus 40 anos de vida. Desde há muito tempo atrás, com esta idade, quase todas as empresas parecem fechar as portas para um trabalhador como ele no Brasil. Não importam quais são suas qualificações, a desculpa em geral, é que a política das empresas no mundo da globalização, é ter em seu quadro gente jovem e dinâmica. 
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Sempre envolto em seus pensamentos, ele caminhou um bom tempo no parque, e quando decidiu ir embora, passou a andar na calçada que beirava um dos lagos. O sol já estava alto e seus raios refletidos nas águas, pareciam criar um ambiente mágico, mas isto, ele nem percebeu. Quando ia passando próximo de onde os funcionários do parque deixavam ancorado o barco que usavam para fazer manutenção na fonte dançante, ele não pode deixar de ver algo voando sobre as águas, e fosse o que fosse, tinha asas transparentes que brilhavam à luz do sol e os reflexos dos raios dele nas águas, se refletiam também nas pequenas asas, criando um efeito multicolorido sem igual. Nando parou de andar e ficou observando o voo do que lhe parecia a princípio ser uma Libélula. Em certo momento, aquilo que ele via pareceu se aproximar, e ele, sem entender o porquê, sentiu que precisava ver melhor para identificar o que era. Ao firmar as vistas e com a proximidade maior, ele ficou pasmo e não pode acreditar no que via. Era uma Fada! Ela era tão pequenina, mas sua beleza era algo fenomenal. Uma jovem de cabelos loiros, usando um vestido tão leve e esvoaçante, que o deslocamento de ar, provocado pelas batidas de suas pequenas asas, o fazia balançar suavemente no ar. Incrédulo, ele balançou a cabeça e pensou que estava tendo alucinações.
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No fundo, no fundo, ele achou que tinha chegado a hora dele perder de vez a sua razão. Contudo, a bela fadinha veio lentamente em sua direção e quando chegou bem perto de seu nariz, com uma voz doce e suave, disse a ele que ela não era sua imaginação. Nando respondeu mentalmente, quase que mecanicamente, que não acreditava em fadas. Ela, lendo seu pensamento, disse que ele estava enganado. Que elas existem sim e que ela, era a prova disto. Ela perguntou se ele se lembrava de que na noite passada, ele tinha tentado acertar com uma vassoura, um vaga-lume que voava em seu quarto. A fadinha disse a Nando que aquilo que ele achava que era um vaga-lume, na verdade era ela mesma, e que estava lá em seu quarto, para observa-lo e descobrir uma maneira de o ajudar. Passando as mãos pelos cabelos, Nando ainda estava atônito com os acontecimentos e não conseguiu pronunciar uma única palavra. A bela fadinha, percebendo que ele estava lutando consigo mesmo para acreditar no que via, disse que iria lhe provar que ela era real. Com um sorriso lindo e segurando uma varinha de condão na mão, ela lhe disse que seu nome era Esmeralda, a Fada do Lago, como todos a chamavam no parque. Ela disse também, que ele era um homem de sorte. Que fadas como ela, só aparecem para um, entre milhões de humanos, e que ela, o havia escolhido para ser a sua Fada Madrinha. Ela tinha vindo até ele para lhe conceder a realização de um desejo que mudasse a vida dele para melhor, mas deixou bem claro, que seria apenas um. Poderia ser qualquer coisa. Aquilo que ele lhe desejasse. Por mais difícil que fosse de se conseguir, ela o atenderia. Num piscar de olhos, mas se o que ele fosse pedir iria fazê-lo mais feliz, ou não, isto era com ele. A estas alturas, Nando já estava se recuperando do choque que levou ao perceber que aquilo que ele achava ser uma libélula, na verdade era uma Fada, e mais ainda! Por saber que ela era a sua Fada Madrinha! Com certo esforço, ainda resistindo à ideia de aceitar que as fadas existem, ele respondeu a ela, que não acreditava em tudo aquilo. Que para ele, coisas assim só aconteciam em contos e historias da carochinha.
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Ela sorriu novamente e pediu com sua voz suave, que ele fizesse o seu pedido. Mais uma vez, ela deixou bem claro que poderia ser qualquer coisa. Nando de alguma forma, bem lá dentro de seu coração, já estava pensando em fazer seu pedido. Mas a razão gerava uma dúvida imensa em sua mente. Como uma fada poderia estar ali naquele lugar? Um ser mitológico em pleno parque do Ibirapuera, e voando sobre as águas do lago! Como ela poderia saber sobre o vaga-lume que ele quis acertar com uma vassoura em seu quarto, na noite anterior? Tudo aquilo seria mesmo verdade? As fadas realmente existem? Ele se fez estas e muitas outras perguntas, mas não conseguiu responder a nenhuma, e naquele instante, de uma forma intensa e misteriosa, uma vontade imensa de atender ao apelo da fadinha, tomou conta de seu ser. Ele começou a pensar no que pedir. Mas teria que ser algo muito especial. Afinal, aquela poderia ser a sua única chance na vida, de se realizar e poder se libertar daquela prisão que era o seu trabalho e que o aniquilava dia a dia. Onde ele não via a menor perspectiva de melhora, e pior, um trabalho que não tinha nada a ver com ele. Nando se submetia àquilo apenas por obrigação, por necessidade. Já haviam se passado muitos anos de sua vida naquele lugar que vinha acabando com ele lentamente. Sugando suas energias, gota, por gota. Em seus pensamentos, ele se perguntava se deveria pedir dinheiro, joias, propriedades. Mas a indecisão o estava martirizando. Ele já havia sentido antes o peso e as consequências daquele sentimento. Cansado, stressado e debilitado, tanto física como emocionalmente, se não fizesse o pedido certo, poderia se arrepender pelo resto de sua vida. Pedir mulheres, poder, status, lhe parecia tão fútil. Tão sem sentido.
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A fadinha é claro, lia em sua mente tudo que estava pensando e lhe disse que ele teria que fazer um pedido concreto. Nada de abstratos. A coisa ficou pior quando ela lhe disse, que não havia lhe falado nada antes, porque achava que ele fosse decidir logo o que pedir, mas já que ele estava demorando tanto, era preciso lhe dizer que ele só tinha 10 minutos a partir do momento em que ele começou a acreditar e pensar em fazer o seu pedido. Que já haviam se passado 8 minutos, e que ele precisava se decidir. Caso contrário, quando acabasse o tempo, ela iria desaparecer no ar e ele teria perdido a maior chance de sua vida. Nando se apavorou.
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Ele olhou em seu relógio e o ponteiro dos segundos, lhe pareceu estar andando mais depressa do que o normal. Seu coração começou a bater mais forte enquanto desesperadamente, ele tentava decidir o que pedir. Um carro importado? Uma mansão? Um avião? Não! Uma empresa aérea! Quem sabe uma rede de Hotéis? Um trono num país dos emirados Árabes? Mas, e se ele pedisse muito dinheiro? Com toda a grana ele poderia comprar tudo que quisesse! Tudo aquilo com que sonhou durante toda a sua vida e não pode ter! Um quinquilhão? Um milhão de quinquilhões? Mas ao mesmo tempo ele achava que pedir dinheiro seria uma grande tolice! Sua mente trabalhava num ritmo frenético, e a fadinha, tentando apressa-lo por medo de não poder lhe conceder o pedido, disse para ele se apressar e resolver de uma vez por todas! Nando, sentindo-se acuado e pressionado, não conseguia se decidir por nada. A pequenina quando só faltavam apenas 10 segundos para acabar o tempo, começou uma contagem regressiva, e o coração de Nando naquele instante, já estava quase saindo pela sua boca. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4... Tem que ser agora! Como um raio fulminante, finalmente as palavras saíram da boca de Nando. Ele disse que queria outra fadinha igual a ela! PUFFFFFFF!!!!!!! A fadinha desapareceu no ar em meio a uma nuvem de fumaça e no mesmo lugar onde ela estava flutuando quando desapareceu, surgiu outra, exatamente igual a ela.
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Nando, ainda meio desconfiado, a principio achou que poderia ser a mesma, afinal, ele ainda não estava totalmente convencido daquela situação. Contudo, a nova fadinha, cujo nome também era Esmeralda, começou a falar e ele ouviu toda a ladainha de novo. Então, ele pensou que se fosse a mesma, ela teria continuado a falar com ele, do ponto onde ela havia parado entes de desaparecer. Não! Definitivamente ela não era a mesma. A que estava bem na sua frente agora estava repetindo tudo que ele havia ouvido antes da outra que desapareceu. Naquele momento, ouvindo-a falar, mais uma vez ele estava sentindo-se pressionado a resolver o que pedir, e rápido! Ela o estava apressando e ele teria que resolver qual seria seu pedido, em muito pouco tempo! Que injustiça! Num momento como aquele, tão cheio de magia! Talvez até mesmo, aquele fosse o único e último de sua vida! Ele decididamente precisava de mais tempo! Porque ele deveria se apressar e correr o risco de fazer o pedido errado, e depois sofrer as consequências disto?

A fadinha estava ficando cada vez mais impaciente. Nando pensava e pensava, mas não conseguia se resolver por nada. E se ele pedisse uma frota de navios de cruzeiro? Uma companhia de petróleo? Uma Ferrari quem sabe? Saúde? Amor? Um aperto enorme em seu peito começou a lhe incomodar, e aquele aperto, ele já conhecia muito bem. Porque era tão difícil escolher? Porque não conseguia decidir? Qual seria o motivo pelo qual ele estava se sentindo tão mal por dentro? Porque sua mente estava bloqueada naquele instante tão especial? Ele não conseguia controlar seus pensamentos. Algo muito mais poderoso do que seu poder de raciocínio o estava impedindo de decidir. Era como se ele tivesse sido vitima de um feitiço maléfico, do qual ele não podia se livrar. Porém, a nova fadinha, mais decidida a ajudar do que a outra, ansiosa por vê-lo sair do sufoco em que estava a sua vida, antes de começar a contagem regressiva, como a anterior havia feito, disse a ele, que no ultimo momento, ele sempre poderia optar por pedir outra fadinha como ela, e assim, ganhar tempo para pensar melhor, e decidir depois. Mas agindo assim, protelando sua decisão, deixando que o medo e a insegurança o impeçam de enxergar o que realmente quer em sua vida, ele nunca mais viveria em paz, e sofreria, para todo o sempre, a mercê do feitiço da indecisão!
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Quando decidimos por algo, temos que saber que ao mesmo tempo teremos que deixar muitas outras coisas para trás. Que o que acontece na verdade, quando vivemos uma indecisão, é que no fundo, temos dúvidas se vale a pena mudar alguma coisa, ou deixar como esta, ou então, se vale a pena decidir por arriscar. Contudo, não é possível viver eternamente sem mudanças, porque a própria vida já é constituída, principalmente de mudanças. Assim como também, ela é curta e mal temos tempo de aprender tudo que ela tem a nos ensinar. Então, nada mais nos resta, senão decidir por arriscar, mas para arriscar qualquer coisa, é preciso em primeiro lugar, se livrar de um fantasma que nos apavora, que nos enfraquece. Um ser invisível e sinistro que é criado por nós mesmos e exerce sobre nós um poder enorme, capaz de nos fazer sofrer muito, até mesmo nos tirar a chance de sermos felizes, realizados na vida, e toda a força dele esta num único sentimento humano, a nossa própria indecisão!
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Autor: José Araújo
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Fotografia: A fadinha – Fotógrafa: Roberta Teixeira

15 comentários:

SONIA disse...

Excelenteee...!!!
Indecisão!
Vivemos num repleto dessa palavra porque decidir se torna total desafio.E poucos tem o perfil para o desafio.
Mas até que não é tão difícil desafiar os nossos fantasmas,duendes...
Bjsss...milll

maria disse...

Olá querido!!!
Mais uma vez adorei teu conto!
fantasmas,duendes...acredito em tudo isso!são nossos medos que fazem parte do nosso dia-a-dia.A indecisão é um deles,que muitas vezes nos impede de sermos felizes né?
Te adoro!
Um beijo no teu coração de escritor! rsrs

Isaulina disse...

Eu paticulamente não acredito em duendes, fadinhas e fantasma eu acho que o fantasma é a própria pessoa que cria, porque estas coisas não existem
E na realidade a idecisão atrapalha muito a nossa vida porque deixemos de realizar muitas coisas por causa da indecisão, mas temos que ter firmeza no que queremos temos de fazer a escolha certa com firmeza, e para isso temos que nos livrar do fantasma como você mesmo disse no finalzinho do seu conto, da até vontade de copiar kkkkkkk porque seria isto mesmo que eu falaria pode copiar? rsrs
beijo meu amado amigo, e você é um verdadeiro gênio!!!
Porque para escrever o que você escreve não é para qualquer um,
José Araujo: Meu querido amigo você tem uma capacidade intelectual, notadamente a que se manifesta em atividades criativas, meus parabéns meu querido amigo!
Que você cresça mais e mais beijossss

Eduardo Santos disse...

Cara, esta sua capacidade intelectual às vezesme espanta!
Nossa! Lendo seu conto era como se voc~e estivesse falando demim mesmo!
Desde a insegurança para tomar uma decisão quando é preciso que seja rápida, até sua alegoria sobre precisar ser como uma lula e ter varios braços para dar conta de tudo que tenho que fazer em meu trabalho que tem me esgotado até a aultima gota de energia, tanto física, quanto psicológica!
Sei que dificilmente vou encontrar um escritor que faça exatamente o que você faz.
Em todos os seus contos, sempre há um trecho, um momento que me faz sentir que você sabe tudo sobre mim, sobre minha vida.
Adoro a sensação de estar interagindo com você quando deixo meus comentários, porque é grande orgulho ter tido o prazer de conhecer seu trabalho!
Beijão cara!
Sabe que amo você e tudo que você escreve!

Beto SBC disse...

É meu querido e amado escritor!
È assim mesmo que acontece na vida da maioria de nós.
Quando é preciso tomar uma decisão importante em nossas vidas, a gente acaba sendo aprisionado pelo fantasma da indecisão!
Grade sacada para mais um conto que só poderia mesmoter sido escrito por você!

Abraços fraternos de seu fã declarado,

Edson Santos disse...

Acreditar na magia, no desconhecido, faz parte da vida.
Fadas,Duendes, Faunos, Unicórnios não foram criados pela mente dos homens, tanto que eles estão na literatura mundial desde épocas remotas. Se não houvesse algo de real neles,ninguem teria imaginado tais seres a ponto de faze-los imortais ao longo da existencia do homem na terra.
Fantasmas tambem não são recentes e a ciencia hoje jáos explica de uma forma mais séria. Sinal de eles tambem não poderia ter sido apenas inventados pelo homem.
Quanto ao sentimento de indecisão,eleéuma caracteristica do ser humano, que por si mesmo é de certa forma inseguro sobre sua propria existencia na face da terra.
Gostomuito de tudo que voce escreve e a cada conto criado, eu mais gosto do seu estilo de escrever, abordando em seus contos os sentimentos humanos.
Parabéns pelo talento e pelça criatividade que no seu caso,é uma constante em seus trabalhos!

Boa semana e seja muito feliz porque você o faz por merecer!

Deise disse...

Querido!
Mais uma vez me emociono comum texto seu!
A descrição do que seu personagem vive em seu trabalho,é como se voce estivesse falando de mim,
As empresas alegam que querem jovens por achar que eles são mais dinâmicos,mas na verdade,elas querem pessoas mais novas, que elas possam manipular e fazer com que trabalhem como elas acham que tem que ser.
A maioria dos trabalhadores, trabalham porque precisam e quando não tem outra fonte de renda, acabam por se tornarem presas fáceis para empresas mal estruturadas.
Na maioria dos casos onde os funcionários são "escravos" do trabalho, não sepode culpar a empresa num todo,mas a diretoria,ou mesmo a chefia que nãotem visão empresarial.
Reduzir quadros de funcionários acumulando funções em alguns poucos, não é estratégia de economia,é na verdade uma imensa incapacidade de compreeder que nada que é feito de forma coletiva pode ter um bom resultado.
Não se pode assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, mas a ignorancia de alguns dirigentes e empresários,faz com eles mesmos sintam os prejuizos a longo prazo e isto, de certa forma ébom que aconteça a alguns, que acham que se pode transformarum ser humano, numa máquina de linha de produção!
Brilhante!

Parabens pela sua visão do mundo e pela compreenção que você demonstra ter em relação à vida e a tudoque acontece à nossa volta!

Alvaro Garcia disse...

Admiro muito esta sua capacidade de retratar a vida no cotidianocomo ela realmente é usando de personagens mitológicos e até mesmo objetos, coisa que ninguem faz como você!
A inserção de uma fadinha em seu conto,deu um tom de mistério,de magia,mas o que mais impressiona em seus trabalhos, é a maneira como você demonstra ter conhecimento dos sentimentos do homem na vida!
Um escritor diferente, um tanto excentrico e misterioso,mas com um carisma enorme, que cativa o carinho e o respeito de todos que conhecem seu trabalho!
Este é você José!
Sou feliz por ter sido um dos que descobriram seu trabalho nesta teia de aranhas infinita que é a Internet!

Beijão cara!

Valeu por mais este conto muito especial!

naracavalheiro disse...

Eis-me aqui, meu escritor preferido, literalmente encantada pela fadinha criada por você para ilustrar com melhor precisão sua vontade de fazer desse, um mundo melhor. Como é inebriante vir até aqui e encontrar palavras mágicas que nos levam à reflexão sobre nossos momentos de indecisão. Senti-me fazendo parte da história!! Você é fantástico e sempre consegue fazer com que seu leitor sinta-se também personagem de suas histórias.
Beijos da amiga e fã incondicional.
Ah, e mais uma vez, parabéns, José Araujo!

Diana V. Mascarenhas disse...

Nada como vir aqui e apreciar sua arte de escrever e ainda por cima com imagens lindas como esta!
A indecisão é um verdadeiro martirio em nossas vidas e muitas vezes nos arrependemos de não nos termos decidido por algo enquanto era tempo!
Uma grande reflexão não só sobre a indecisão, mas sobre muitas outras coisas que seu texto aborda indiretamentea, mas que tambem influenciam em muito a nossa vida!

Parabéns por mais este texto que nã minha opinião é muito bom!

Bjs!

Jorge Mascarenhas Silva disse...

Mais uma vez fico extasiado com sua sensibilidade e com sua capacidade de abordar os sentimentos humanos através de seus contos sempre tão cheios de mensagens boas que nos remetem à reflexão!

Parabéns pelo conto que no minimo é fenomenal!

Telma Maria disse...

Poder ler e refletir sobre tudo que você escreve em seus contos é algo maravilhoso e que nos traz uma paz imensa, algo que é até dificil de explicar!
A Fada Madrinha e o poder da indecisão, é um conto cheio de mensagens que tocam vários aspectos de nossas vidas.

Adorei!

Beijos!

veraparizmedeiros disse...

MEU AMIGO,FABULOSO ESSE CONTO.E QUE INDECISÃO HEIM?JÁ É DIFÍCIL DECIDIR ALGO COM ALGUM TEMPO DISPONÌVEL,IMAGINA SOB PRESSÃO AMIGO.POUCO TEMPO PARA SE PENSAR EM TUDO E AINDA MAIS ALGÚEM QUE ERA TÃO EXPLORADO NO EMPREGO.PENSOU QUE SE PEDISSE DINHEIRO CONSEGUIRIA TUDO E MESMO ASSIM NÃO DECIDIU POR ISSO,E PELO QUE DECIDISSE SERIA PARA ALCANÇAR O OBJETIVO DE GANHAR MAIS DINHEIRO.AI AMIGO FIQUEI CONFUSA VIU COM ESSA INDECISÃO.INCRÍVEL A SUA CAPACIDADE DE FAZER COM QUE A GENTE REFLITA SOBRE TUDO QUE ESCREVE.A GENTE CONSEGUE VIJAR NOS SEUS CONTOS E DEPOIS VOLTAR À REALIDADE E CLARO FAZER UMA BELA REFLEXÃO.MARAVILHOSO AMIGO,INCRÍVEL E PERFEITO. BEIJOS....DEUS TE ABENÇOA SEMPRE...

Anônimo disse...

otima historia mas confesso que não gosto de finais abertos por favor podes me dizer o que foi que o homem pediu???

Jose Araujo disse...

Olá meu caro anonimo! A resposta à sua pergunda é: Ele não fez nada! Permaneceu em eterna indecisão. Abraços!