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sábado, 6 de dezembro de 2008

LIPE, O BOTO COR DE ROSA
E AS ONDAS DA PORORÓCA...


A meio caminho da nascente do rio Araguari, em um de seus braços, num lugar ainda quase intocado pelas mãos dos homens, vivia uma comunidade de botos. As águas eram tão limpas, que era possível de ser ver o fundo de tão transparentes. Peixes e outros animais conviviam naquele paraíso em perfeita comunhão. O grupo de botos vivia como uma grande família e todos obedeciam a regras de comportamento, que haviam sido estipuladas pelo conselho dos mais velhos, que considerados por todos sábios na arte de viver, governavam a todos, sem exceção. Felipe, um boto cor de rosa, era simplesmente Lipe para os amigos e para a família. O jovem boto, desde pequeno, não concordava com muitas das imposições a que ele e os outros de seu grupo tinham que se submeter. Cada membro da comunidade tinha seus deveres e obrigações a cumprir, em prol de si mesmos e do resto do grupo. Logo pela manhã, todos os dias, eles acordavam atarefados, sempre preocupados em cumprir suas missões. Era um corre, corre o dia todo, mal paravam para se alimentar e quando o faziam, era por questão de minutos, pois não havia tempo a perder. A vida deles era tão corrida, que nunca tinham tempo para si mesmos, muito menos para se relacionar com os amigos e parentes como se deve. Lipe foi crescendo e seu comportamento na mente dos outros botos, era de alguém que não tinha mais jeito, um desajustado, um perdido na vida. Ele era incompreendido por aqueles a quem ele amava, pois tudo o que ele fazia, era sair bem cedo pelos arredores em busca de correntezas que ele adorava surfar. Era tão grande a sua paixão pelo que fazia, que ficava imaginando se um dia ele iria encontrar na vida, uma onde enorme, onde pudesse sentir todo o prazer de poder domina-la, deslizando nela, desde sua crista até onde ela terminasse. Os mais velhos, já haviam perdido as esperanças de que ele um dia mudasse e apesar de muitos conselhos e avisos sobre as conseqüências de seu comportamento impetuoso, a cada dia, mais e mais, ele sentia a necessidade de perseguir o seu sonho.

Lipe observava os outros membros de seu grupo, principalmente os mais velhos. Tudo que ele via neles, era a imagem da tristeza, da desolação e por mais que negassem, uma grande frustração. Mesmo estando todos juntos, recebendo o amor e o carinho dos parentes e amigos, Lipe sentia que lhes faltava alguma coisa. Nos olhos de cada um, havia um vazio imenso e quando eles eram questionados sobre quais eram suas expectativas para suas vidas, a resposta invariavelmente era que tudo que precisavam estava ali naquele lugar. Ele nunca conseguiu engolir esta vaga explicação e por mais que tentassem ser convincentes, não conseguiam faze-lo acreditar. Para ele viver não poderia significar somente aquilo. Tinha que haver algo mais excitante, mais gratificante para a alma e para o coração. Apesar dos contras de sempre, Lipe continuava em suas excursões pelos rios adjacentes. Ele precisava de muito mais para se sentir vivo. O tempo passou e ele agora, com 2,50 metros de comprimento, pesando 90 quilos, já era um adulto. Já fazia um bom tempo que ele não ouvia mais nãos como respostas aos seus pedidos para ir mais longe do que lhe era permitido. A única coisa que ainda faziam, era lhe dar o mesmo conselho de sempre. Ele nunca deveria se atrever a ir em direção à foz do Rio Araguari. Dizendo que ir naquela direção, era procurar a morte com as prórpias mãos. Diziam que mais abaixo do rio, havia homens maus que poderiam captura-lo, e se o fizessem, seria o seu fim. O desejo de descobrir o que realmente havia naquele lugar proibido, era para ele como um combustível que o instigava a ir até lá. Certo dia, ele se encontrou com um peixe enorme que nunca havia visto na vida e ele parecia velho e cansado. Ao se aproximar do estranho com muito cuidado, ele se apresentou, trocaram cumprimentos e começaram a conversar.

O velho peixe disse que estava vindo da foz do rio, onde tinha ido em busca de realizar um velho sonho, e em seus olhos, enquanto ele lhe contava os detalhes de sua aventura, havia uma expressão de paz e plenitude, que encantou o jovem boto. O viajante lhe disse também, que lá, ele havia encontrado a maior onda existente em todos os rios e nela, ele havia surfado, exatamente como era o sonho de Lipe. Seu jovem e intrépido coração bateu mais rápido e uma estranha sensação tomou conta de seu ser. Era uma vontade louca de ir ao encontro da tal onda que o velho peixe disse se chamar Pororoca. Lipe, o jovem e impetuoso boto cor de rosa, ao terminar a conversa com o estranho, resolveu que iria partir em busca da realização de seu sonho. Na manha do dia seguinte, mesmo contra a vontade de todos do seu grupo, ele partiu. Enquanto ele descia o rio, ia observando a paisagem ribeirinha e pelo caminho, conheceu muitos outros peixes e bichos da floresta, que ele nunca tinha visto em sua vida. A sensação de liberdade já havia tomado conta dele e o lugar onde ele vivia com os seus, já estava há muitos quilômetros atrás. Ao contrário do que lhe disseram, ele não viu nada que representasse perigo de vida durante uma boa parte de sua jornada. Contudo, ao virar uma curva do rio, ele deu de cara com um barco enorme e nele, haviam homens armados, alguns com arpões e outros que empunhavam enormes varas de pescar.

Naquele momento, ele se lembrou do que lhe disseram sobre o bicho homem, e para não arriscar, ele tentou fazer um desvio, mas foi capturado por uma rede fixa que estava armada embaixo d'água. Era final de tarde, quase caindo a noite e os homens não perceberam a movimentação da rede, e lá ele ficou. Preso sem poder se libertar e quase asfixiado por precisar subir à tona para respirar. Para sua sorte, talvez até por uma providencia divina, uma indiazinha havia percebido que ele estava preso na rede. A pequenina só esperou cair a noite e mergulhou em seu socorro. Ao alcança-lo, cuidadosamente ela cortou a rede o suficiente para ele poder passar. Quando ele conseguiu subir à superfície, já estava passando mal pela falta de oxigênio e ao respirar, foi como se tivesse renascido naquele instante. A indiazinha que estava sentada agora na margem do rio, observava seus movimentos e em seus lábios, havia um sorriso sincero de satisfação. Lipe se aproximou dela, quase tocando a margem, balançou a cabeça tentando com com isto dizer a ela que estava muito agradecido por ter sido salvo. A menina sorriu e olhando diretamente em seus olhos ,e fez um sinal para ele ir. Ele compreendeu a mensagem, e partiu.

Agora, sua viagem iria ser muito mais cautelosa. Depois de tudo que aconteceu, prevenir era melhor do que remediar. Muito longe de seu lar, há muitos quilômetros de distancia de seu povo, Lipe finalmente estava chegando ao ponto descrito pelo velho peixe, e ele estava ansioso. Feliz e ao mesmo tempo excitado, pelo que estava por vir. Sua ânsia era tão grande, que por um momento, ele pensou que tudo aquilo que o velho tinha lhe dito poderia ser mentira. Ele poderia muito bem ser um contador de estórias e seu coração ficou apertado, com a perspectiva de se decepcionar. Mesmo apreensivo, ele continuou nadando, mas agora, ele o fazia mais devagar.

As águas calmas e mansas do rio corriam lentamente rumo à sua foz, cumprindo fielmente sua rota, por vezes em linha reta, por vezes por linhas sinuosas, em meio à magnitude da floresta Amazônica, e Lipe, as estava acompanhando. Nas margens, em ambos os lados, a exuberante natureza da região mostrava todo seu encanto e sua magia. Em meio a um ambiente de paz e perfeita integração da fauna e da flora, os pássaros revoavam sobre as árvores, sobre a floresta e sobre o rio. Macacos pulavam de galho em galho, em seu alarde costumeiro. Ninhos espalhados pelas copas das arvores, davam aconchego e segurança aos pequenos filhotes recém nascidos. Em outros, futuras mamães chocavam cuidadosamente seus ovos. O som que predominava, era o do canto das aves, apenas perturbado pelo barulho dos macacos em plena euforia. Tudo parecia em completa harmonia. De repente, tudo que se pode ouvir foi o som pesado e tenso do silêncio da natureza anunciando perigo. Poucos minutos se passaram e um ruído surdo e estranho se fez sentir no ar, mas logo em seguida, novamente imperou o silêncio total. Em poucos instantes, o mesmo ruído ecoou de novo, mas desta vez, acompanhado de outros rumores desconhecidos, que para ouvidos despreparados, era como se eles fossem despedaçados no ar pelo vento, que soprava na floresta. Tanto os nativos quanto os animais da região, sabiam o estava por vir. Era a Pororoca que estava chegando no Araguari.

Como um gênio do mal que acaba de ser libertado da garrafa onde estava preso, o fenômeno causado pela atração simultânea da Terra, da Lua e do Sol se aproximava do lugar. O ruído em instantes se transformou num barulho enorme e como se fosse uma grande explosão, ecoou num rugido demoníaco que se propagou por todos os cantos. Carregando consigo, mil outros sons que se dissipavam ao longe, na imensidão da floresta sem fim. Uma onda espumante que mal se podia ver ao longe, de repente, como num passe de mágica, chegou a uma velocidade de 35 quilômetros por hora, e ela veio, transformando-se pelo caminho, num monstro, num demônio destruidor. Ela chegou com sua primeira onda afrontando, desafiando e destruindo a tranqüilidade das águas do rio, arrastando com ela, tudo que estivesse em seu caminho. Ela derrubava os barrancos das margens sem dó, nem compaixão. Aniquilava pequenas árvores e até mesmo arrancava pelas raízes outras delas, que tinham porte maior. A imensa onda, de um poder absolutamente devastador, estava passando pelo local e suas águas, já atingiam até mesmo os pequenos ninhos, que ficavam na copa de algumas arvores mais altas. A onda era de uma proporção descomunal e fazia questão de mostrar a todos, a quem quer que seja, que era ela quem comandava o show naqueles momentos de pura expressão do poder das forças da natureza.

Furiosa, a Pororoca continuava avançando rio acima, formando tubos beirando à perfeição para a alegria dos surfistas, que já tentavam dominar com suas pranchas as poderosas ondas, que agora, já se elevavam a 10 metros de largura, chegando até a 5 metros de altura, desfrutando momentos de aventura, e pura adrenalina. Em meio a uma delas, no meio das pranchas dos surfistas, lá estava ele. Lipe, o Boto cor de Rosa. Ele surfava as ondas ao lado do bicho homem, competindo palmo a palmo, pelas melhores ondas, e demonstrando sua perícia em manobras radicais, deslizando nelas, com perfeição. Para quem teve a chance de ver sua performance, sabe que foi algo de proporções nunca vistas para um animal como ele. Pegando cada onda que vinha, ele não precisava de prancha, nem equipamentos de segurança. Ele surfava apenas com aquilo que Deus lhe deu. Seu corpo e sua habilidade de nadar. Lipe, aquele jovem e intrépido boto cor de rosa, deslizava de barriga, de costas, de lado, e muitas vezes , ele conseguia pegar a crista de uma onda que se formava, e descia numa velocidade alucinante, deixando os surfistas boquiabertos, e alguns deles mais espertos, até conseguiam fazer manobras parecidas, observando ele surfar. Para ele, aquilo sim era vida. O que estava fazendo naquele instante, era por puro prazer de viver. Não fazia a menor diferença estar ou não dividindo aqueles momentos com os homens ou saber que alguém o estava observando. Também não fazia diferença se o estavam elogiando ou criticando.

Naqueles momentos, em meio à fúria da pororoca que avançava numa velocidade incrível, e sem parar, para ele, o tempo havia parado de correr. Ele vivia cada segundo intensamente, pois sendo um boto diferente dos outros, ao invés de querer passar o resto de sua vida nadando em águas mansas e rasas, tudo que ele mais queria, era realizar os seu sonho de viver intensamente e conhecer novas emoções. Monotonia e marasmo, eram palavras que ele nunca admitiu em seu vocabulário, na sua vida. Lipe decidiu que não iria envelhecer e morrer sem ter vivido plenamente, como não viveram os outros de sua espécie, tão ameaçada da extinção. Ele perseguiu seu sonho e mesmo tendo passado por grandes dificuldades para alcança-lo, um dia ele tinha certeza de que iria conseguir. Finalmente tinha chegado para ele, a hora de realiza-los. E ele conseguiu. Um sentimento de plenitude e uma sensação plena de realização pessoal, tomaram conta de seu ser. Do mais fundo de seu coração, ele soube que se tivesse ouvido os conselhos dos mais velhos de sua espécie, seguindo cegamente as regras impostas por eles e pelo sistema, ficando lá no lugar onde nasceu, executando as mesmas tarefas e movimentos pacatos e mecânicos pelo resto de sua vida, ele iria morrer, sem ter vivido.

Para Lipe, viver nunca significou ter que ser obrigado se render à vontade dos outros. Para ele, viver era se atrever a enfrentar o desconhecido. Era ter coragem de se arriscar e se atrever a descobrir, se aquilo que nos dizem a respeito das coisas, são realmente a verdade, ou se foram apenas invenções, criadas para nos cegar. Numa tentativa de nos manipular e impedir que possamos descobrir que a verdade, é bem diferente daquilo que nos dizem. Lipe nunca desistiu de sua determinação de perseguir o seu sonho, de correr atrás da realização daquilo que mais desejava na vida, mesmo sendo criticado sem dó nem perdão, ele nunca desistiu e ele conseguiu. Quando a ultima onda da pororoca acabou e as águas do rio voltaram a correr calmas, em direção à sua foz, ele se despediu de seus colegas surfistas, dando saltos para fora da água em volta de onde eles estavam com suas pranchas. Feliz por ter alcançado o seu objetivo, ele nadou rio acima, na direção de onde ficava o seu lar. Ele estava com saudades dos seus e mesmo sabendo que eles talvez nunca mudassem sua maneira de pensar ele iria tentar abrir os olhos de todos os componentes de seu grupo. Desde aquele dia, entre os meses de janeiro e abril, todos os anos, quando o espetáculo da pororoca se repetia, a presença de Lipe o boto cor de rosa era uma constante, e assim foi, ano, após ano, até que um dia, já velho, cansado e sem forças nem mesmo para nadar por curtas distancias, ele partiu para a viagem final, mas sua passagem para o outro lado não foi triste, muito pelo contrário. Lipe morreu feliz.

Em seu semblante, havia uma expressão de paz e contentamento, quando ele fechou os olhos pela ultima vez. Bem diferente de todos os outros de sua espécie que ele viu morrer. Todos eles eram botos tristes, que nunca souberam na vida o que era sorrir de verdade, sorrir de contentamento, de alegria, e partiram, com o mesmo vazio que carregaram nos olhos por toda a vida, executando sempre as mesmas tarefas e obedecendo cegamente às determinações impostas pelo grupo, e pelos mais velhos, acomodados na situação em que viveram. Renegaram seus próprios sentimentos, por toda uma existência, achando que assim é que era a maneira certa de viver. Eles se foram como se não tivessem vivido na vida. Partiram como se fossem apenas peças de um grande cenário, onde nunca tiveram a oportunidade de atuar efetivamente, no maior de todos os espetáculos. O espetáculo da vida. Mas Lipe não. Ele decidiu viver na expressão da palavra. Ele quis ter um papel importante, não apenas ser um objeto do cenário, no palco de sua existência.

O espetáculo em que ele atuou por toda a sua vida, desde que era muito jovem, foi um grande sucesso e permaneceu em cartaz para todo o sempre, nas mentes e nos corações daqueles surfistas, que maravilhados com sua presença ao lado deles, compartilharam com ele, as grandes manobras radicais que fizeram juntos.

Para eles, foram momentos mágicos, mas muito reais, vividos intensamente, nas cristas das ondas da pororoca, na foz do rio Araguari...


Autor: José Araújo

Fotografia: Boto cor de rosa do Amazonas

32 comentários:

Dalva disse...

Que belo texto! A coragem em ser diferente, a determinação em lutar pelos sonhos. Emocionante. Parabéns!

Rodrigo Farias disse...

Um texto emocionante e inpirador!
No enredo de seu conto é muitos sentimentos e emoções que nos são mostradas de forma sútil e como sempre, através de parábolas o que você faz com maestria!
Parabens por mais este conto de conteudo impar que só você mesmo poderia escrever!

Abração!

Edson Santos disse...

Um boto em busca da realização de seus sonhos. Uma sociedade que sufoca seus componentes ditando regras de comportamento e os obrigam a representar o que não são. Pessoas que passam uima vida inteira no marasmo, sem ação, sem espectativas, acomodados na situação em que estão e quando menos esperam, seu tempo já acabou! A frustração que Lipe via claramente nos olhos dos componentes mais velhos de seu grupo, é uma realidade no mundo dos homens. Feliz daquele que como Lipe se recusar a ser o que não é e a fazer o que não quer!
Uma fantasia absolutamente REAL!
Parabéns pela imaginação e pela criatividade ao criar um conto que se fosse sobre a vida de uma pessoa, talvez não despertasse tanto nosso interesse e não nos teria levado a esta fantástica reflexão!
Abraços do amigo e fã,

Eduardo Santos disse...

Um historia que fala de nós mesmos através da analogia critiva e inspiradora com um boto cor de rosa que por si mesmo já é encantador!
Sua mente é algo inusitado José!
A cada conto que voce escreve há sempre uma nova surpresa!
Nunca sabemos o que esperara mas esperamos ansiosamente pelo que vem depois!
Lindo, mágico, encantador e com sua descrição de cenas, cenários e personagens com uma riqueza de detalhes que só poderia ter sido escrita por voce!
Beijos querido!
É por isto, exatamente por isto que que eu amo você!

Alfredo Viana disse...

Maravilhoso!
Nem consigo achar as palavras certas para comentar de acordo neste conto tão,lindo e emocionante!
Eu sempre fui uma pessoas como os mais velhos do grupo de Lipe.
Vivia triste e sem perspectivas na vida.
Definir metas para minha vidinha pacata para que?
Assim o tempo foi passando e quando eu me dei conta, meu tempo já estava curto.
Num belo dia, larguei tudo.
Pedi as contas num emprego que me matava, me consumia, fui para casa e disse a todos que iria fazer uma viagem a negocios e parti.
Sei que se tivesse dito a todos o que estava sentindo eles não me daria a a tenção necessária e não me arrependo por ter partido assim.
Hoje sou um velho realizado na vida, vivo com alguem que me ama e que me faz muito bem.
Não sou obrigado e trabalhar num serviços que só acabava com minha saúde fisica e psicológica para sobreviver de um salário que nem ao menos era compensador.

Parabens!

Tem que ser assim!

Flávio Militello disse...

Grande José Araújo, mais um conto fenomenal e para variar, repleto de reflexões!
Lipe, seu personagem estava certo ao perseguir seu sonho apesar de ser desestimulado pelo "sistema"!
A vida não é e nem nunca foi para ser vivida deixando o tempo passar, esperando que as coisas mudem sem fazer nada para isto.
Tenho a mim como bom exemplo, pois quando jovem sempre ouvia de meus pais que deveria procurar uma profissão que me desse segurança financeira, pois sem isto eu iria passar maus bocados.
Com a personalidade forte que sempre tive, não aceitava a ideia de que teria que me submeter a fazer e agir de uma forma que fosse contra os meus principios e eu me neguei a seguir seus conselhos, por mais bem intensionados que fossem e não me arrependo.
Como o seu boto eu sai de casa a procura da realização de meu sonho e não pense que foi fácil, pois não foi.
Apesar de ter passado muitos apuros, às vezes sem mesmo ter o que comer, eu prossegui e um dia, quando eu menos esperava, tudo aconteceu como eu sempre sonhei.
Hoje sou uma pessoa realizada na vida, tenho minha familia, meus filhos, uma situação financeira definida, mas tudo isto à duras penas antes de me formar.
Minha profissão não é das mais rendosas, mas me realiza plenamente. Eu faço o que sempre quis fazer, não aquilo que achavam que era certo eu fazer.
A vida é muito mais do que viver acomodado com a situação em que vivemos, com medo de arriscar ao tomar uma decisão de mudar e perder o pouco que temos.
O comodismo é p suicídio da felixidade plena, da realização pessoal, tanto sentimental, quanto intelectual.
Nem tudo aquilo que nos dizem é a pura verdade, cabe a nós termos coragem de arriscar para descobrir e se não o fizermos, jamais saberemos se teriamos conseguido, ou não!
Você é um gênio no que se refere a escrever sobre sentimentos humanos e refletir sobre os assuntos que você aborda, é sempre um excercío excelente para mudar para melhor!

Abração do amigo sincero que admira a beleza que há dentro de você e sua capacidade profissional como escritor!

Alvaro Garcia disse...

Se conselhos fossem bons, do feito que o ser humano é, ele os venderia a preço de ouro!

Muitas vezes, mesmo bem intesionados, as pessoas mais experientes certas de que sabem das coisas cometem erros de julgamento sem terem tido bases reais para nos dar tais conselhos.

Seu conto é um alerta, uma mensagem clara de que temos que refletir sobre tudo aquilo que nos dizem e procurar sempre ter certeza de que o que ouvimos é mesmo a verdade.

Quanto ao marasmo, à motonia e ao comodismo, que vive assim por medo de arriscar, não vive, simplemsnte vegeta e muitas vezes, por toda uma vida.

Partir deste mundo mostrando claramente em nossos olhos que há um vazio dentro de nós é ter o pior fim para uma pessoa.

Não se consegue nada de positivo na vida sem arriscar!

Como seu personagem, é preciso ter coragem para correr riscos e mesmo que a principio não obtenhamos o sucesso desejado, não podemos desistir nunca em nome de nosso próprio bem estar.

Carregar uma imensa tristeza no coração que se reflete nos olhos permitindo que as outras pessoas sintam o quanto somos frustrados por não ser o que verdadeiramente somos, ou não ter se realizado pelanamente na vida é o pior castigo que alguem pode receber.

Deus nos deu a opção de escolher se queremos ser o objeto que você mencionou em seu texto, ou ter e representar um papel efetivo no grande espetáculo da vida!

Ninguem mais além de voce para criar uma mensagem tão especial através de um conto envolvendo um boto e o fenomeno da pororoca!

Parabens pelo seu enorme telento, mas principalmente pela sua sensibilidade José Araújo!

Tenha uma excelente semana meu amigo!

Paulinha disse...

Querido, você me conhece e sabe que eu trabalho em um serviço onde o stress é constante e pior, g]faço uma coisa que detesto fazer apenas pelo medo de passar por dificuldades se largar tudo somo sempre foi a minha vontade!
É horrivel a gente se sentir usada, pressionada, como se fosse uma maquina. Sem poder sequer ficar doente, porque se faltar para ir ao médico, mesmo apresentando atestado, somos considerados maus funcionários.
Queria te a coragem e a determinação de Lipe e largar tudo e ir ao encontro de meu sonho de ser uma aquiteta.
As vezes me sinto uma covarde por temer não conseguir chegar onde eu quero, mas lá no fundo de mim, há como você diz em seu texto um vazio enorme, uma lacuna a ser preenchida, mas ainda assim, tenho medo de correr riscos na vida.
Seu conto é lindo e é tudo que eu queria fazer na vida, mas não posso no momento, pelos motivos que você sabe e assim, continuo sofrendo, sentindo que sempre falta algo dentro de mim e pior, sem esperanças de mudar algum dia.

Sabe que adoro o que voce escreve, com tanta popriedade e saiba que este conto mexeu muito com o meu eu interior e gostaria muito que um dia, eu acordasse e compreendesse que que eu nunca ariscar, vou acabar meu dias como os outros botos de sua estoria,

Ter adoro querido!

Walter Queiroz disse...

Seu conto é uma verdadeira fábula, digna dos trabalhos dos grandes escritores do passado e com um conteudo maravilhoso, onde a reflexão sobre o que acontece na historia de Lipe, nos faz pensar seriamente se vale mesmo a pena nos acomodar e deixar o tempo passar...

Muito sucesso e nuita saude sõa meus votos sinceros Jose!

Abraços!

Isaulina disse...

José Araujo:
Muito emocionante a história de Lipe
ele não deixou de viver a vida dele como ele queria, mesmo correndo risco de vida ele enfrentou tudo e a todos para realizar o sonho dele,
isto serve de exemplo para muitas pessoas que tem medo de enfrentar a vida, com medo de não da certo ou medo de preconceito, por isto acabam não realizando seus objetivos na vida e ficam triste amargurado revoltados com todos e com o mundo.
Eu sou igual o Lipe rsrs uma pessoa determinada o que eu quero eu corro atrás para conseguir eu passei por muitos perigos na vida mas cheguei aonde eu queria, sem passar por cima de ninguém, sem prejudicar ninguém, se eu morrer hoje morro feliz, e se eu chegar a velhice vou ter uma vida realizada
eu faço aquilo que eu quero fazer não o que os outros querem que eu faça, faço o que eu tenho vontade,
e todos deveriam ser assim fazer o que tem vontade, porque depois o tempo passa chega a velhice e fica ai uma pessoa frustada porque não fez o que sentiu vontade, mesmo se cometer erro devemos fazer o que temos vontade, tem um ditado que diz assim: É melhor cometer erros tentando do que arepender - se de nunca ter tentado rsrs
José Araujo: Mas uma vez quero te parabenizar você é um escritor maravilhoso com todas as letras.
Suas reflexões,contos e imagens não tem igual você é meu escritor preferido e unico parabéns amigão!

mdb disse...

José a melhor coisa é ser livre, mesmo sabendo que existe regras, mas estão aí, para serem quebradas por quem se atreve. Isso para mim chama-se liberdade.
Lipe não era rebelde, só não aceitava viver comandado, sem direito de explorar o que estava em sua volta.
Alguma coisa o movia para sair daquele marasmo, sentia que havia mais coisas para conhecer. Sua alegria de viver era unica no meio do seu grupo e ele sentia isso ao fitar os olhos dos mais velhos e sentir que só transmitia tristeza e melancolia. Para Lipe aquilo não era viver, tinha que ter mais coisas e ficava pensando.
Que seria? Sonhava com a liberdade, tanto que não obedecia as regras impostas e era visto como um mal caráter, mas,não estava nem aí para o seu grupo. Seu sonho era desbravar novas águas, conhecer outras coisas. Cresceu com essa mania de um dia partir.
E adulto conheceu um peixe nunca visto e ele lhe contou tudo que Lipe ficou mais ainda decidido conhecer. Ficava sonhado com a tal onda que o amigo contou. Lipe amava nadar e o fazia brilhantemente mesmo, sendo um peixe. Chegou sua hora de partir a família aceitou pois não tinha outra forma de evitar.
Lipe foi em busca da aventura de sua vida, do seu sonho, cultivado em sua mente desde pequenino.
Nadou, nadou quilômetros que não acabava mais. Viu paisagens lindas da Amazônia, que floresta tão linda e diversificada, tinha muito animais nunca visto, pássaros de toda espécie e o silêncio eradiferente
Encontrou o primeiro perigo e ficou preso a uma rede de pesca no fundo do rio,mas foi salvo por uma indiazinha que conseguiu fazer um buraco na rede para ele escapar e subir para buscar o ar pois já estava muito fraco.
Recuperado foi para mais perto da margem e com seu gesto conseguiu agradecer a miga índia que deu um sorriso de aprovação. Partiu com mais cuidado e começou a aventura final.
O roncar da pororóca que é assustador e ensurdecedor que Lipe
ficou apavorado. Ela veio destruindo a margem do rio, devassando tudo. Até que a fúria acabou e veio a maravilha das ondas onde Lipe sonhava surfar. Ali haviam humanos mas, para Lipe não importava e sim realizar seu sonho e foi surfar disputando com o homem. Deu um espetáculo que ficou para sempre na memória de quem presenciou e de quem participou ao lado dele, Lipe um boto cor de rosa, onda a onda.
Lipe voltou vários anos até chegar a idade daqueles que não tiveram a coragem de ousar como ele teve. Morreu feliz, pois viveu plenamente os seus sonhos.
José, presta atenção para realizar um sonho temos que ousar, não importa o preço a pagar. Mas valerá sempr poder realizar um sonho mesmo que seja breve.
Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Obrigada, por este texto que me fez sonhar mais ainda e deu coragem para eu ir atrás dos meus sonhos.
José eu amo você, se olhasse agora em meus olhos veria uma mulher que, jamais irá abandonar seus sonhos e seu sorriso, que demonstra a alegria de viver.
Marilene Dias

Gloria Meirelles disse...

Meu querido José, mais uma vez me deparo com uma estoria linda e cheia de emoções criadas por ninguem mais do que você meu escritor tão querido!
Quantas pessoas neste mundo não vivem da maneira como viviam os botos da comunidade de Lipe?
Inumeras tenho certeza!
As pessoas se acomodam, esperam cair do céu aquilo que desejam, elas tem medo de perder a estabilidade ilusória em que vivem e quando percebem o erro, geralmente já é tarde demais!
A estoria deste boto cor de cor rosa, é um exemplo de como devemos ser na vida, de certa forma um aviso para que a gente abra os olhos enquanto é tempo, para quando formos fecha-los pela ultima vez possamos mostrar neles a verdadeira alegria de ter vivido plenamente.
Para se consegui realizar um sonho, é preciso ter coragem para ariscar, é preciso ter peito para enfrentar as dificuldades que possam surgir pelo caminho.
Lipe foi um incompreendido desde jovem, mas dentre todos os componentes de seu grupo, ele foi o único que pode partir para outro plano feliz, em paz consigo mesmo e é isto que importa, porque da vida, não levamos nada de material e o que deixamos, como Lipe deixou nos corações dos surfistas, só depende de nós!

Amo muito você meu escritor tão querido e mal posso esperar pelo próximo conto!

Beijos e uma semana maravilhosa para você e todos os seus!

Sua amiga e fã sincera,

Gloria Meirelles

Rubens Amaral disse...

Explendido!

Uma mensagem e tanto para aqueles que ainda não aprenderam que para viver pra valer é preciso arriscar, é preciso ter coragem de se jogar de cabeça na busca da realização pessoal!

Perfeito como sempre!

Abraços!

Beto Gonzales disse...

Quem na vida não tem um sonho?
Só aqueles que estão mortos vivos não os tem!
Para poder partir com a alma livre e coração cheio de alegria por ter vivido plenamente, é preciso seguir o exemplo de Lipe!

Fantastico e muito emocionante!

Parabéns mais uma vez!

Vera Lucia Duncan disse...

Só mesmo no horário de almo é que consigo ler seu contos sempre tão cheios de mensagens maravilhosas!

A historia de Lipe é uma das mais belas que você já escreveu e me tocou de forma muito especial José!

Admiro voce demais e um dia espero poder ter um autografo seu só para mim!

Beijão!

Waldemar Coutinho disse...

Um espaço onde se pode ler trabalhos muito bem escritos e com muito sentimento e mensagens muito especiais!

Siga sempre esta sua linha, pois o bem que você faz aos leitores, livrando-os das mediocridades da mídia, tanto escrita, quanto falada é um presente de Deus.

Sua missão é especial e talvez você não tenha noção de seu verdadeiro grau de espiritualidade que se aproxima do mais alto grau.

Que Deus o mantenha assim!

Meus cordiais votos de muita saude, muito sucesso e realizações na sua vida, em todos os sentidos!

Décio Sirkov disse...

Dizer o que se os outros já disseram tudo?

Amei seu conto e saiba que me tocou bem fundo, pois me encontro numa fase de comodismo...

Obrigado pelo alerta!

Abraços!

Domingos Palhares disse...

Como diz a letra da musica "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

De uma profundidade imensa levando-se em conta que a maioria das pessoas, por me de se arriscar e achando que sua obrigações são mais importantes do seus próprios sonhos, se acomodam e morrem sem viver!

Dez para você é pouco!

Beijão!

Douglas Carvalhais Sant`Anna disse...

Seu boto cor de rosa mexeu fundo comigo ao decidir perseguir seu sonho a despeito das criticas e objeções!

Preciso tomar uma atitude,não quero morrer como os outros botos do grupo de Lipe!

Obrigado por me lembrar de que eu preciso VIVER!

Abração!

Rose disse...

Meu amigo querido, teu Blog está maravilhoso e é um prazer imenso estar aqui e ler estes teus textos emocionantes, que nos tocam tão fundo a alma por nos vermos em tantas palavras escritas.
PARABÉNS! PARABÉNS! Não há como eleger um texto mais bonito que o outro. Todos são belos e únicos.
Estarei por aqui...
Beijo grande!

Luiz Eduardo disse...

É inacreditavel!
Lendo seus textos fico imaginando como você pode conhecer tão bem o ser humano para abordar assuntos que nos tocam a todos de alguma forma, mas por outras vezes, refletindo sobre o que você escreve, chego a pensar que esta tua abilidade de nos fazer ter vontade de ler seus contos até o fim, é porque você nos coloca a todos na frente de um espelho e a razão, só pode ser uma.
No fundo, no fundo, somos todos muito parecidos quando o assunto são sentimentos e emoções.
Parabéns com louvor pelo trabalho mais do que perfeito que você faz na criação destes contos maravilhosos!

Diego Cavalcante disse...

Que maravilha!
Chega a ser dificil encontrar palavras para elogiar seus textos!
Mas de qualquer forma, tudo que posso dizer no momento, é que a mim pessoalmente, tocou bem no fundo da alma, num momento em que estou passando por uma fase de decisões em minha vida.

Abraços e parabéns por este espaço fantástico onde refletir é algop que não podemos deixar de fazer ao ler tantas coisas lindas e verdadeiras.

Tatiane Muniz Horn disse...

A maioria de nós não esta preparada emocional e psicológicamente para tomar uma atitude que possa nos levar a corre riscos e assim, deixamos o tenpo passar e permanecemos numa eterna comodidade.
Este conto me fez refletir e muito em meu medo de me arriscar e a vida, ela não é nada mais do que feita de mudanças, eternas mudanças, se não provocadas por nós, são provocadas pelos nossos semelhantes.

Adorei a estoria e o final, principalmente quando Lipe fechou os olhos pela ultima vez me arrepiou e isto é um sinal de que compreendi sua mensagem.

Obrigada por me dar uma chacoalhada indireta, mas valeu!

Filomena de Souza disse...

Não bastasse a musica de Enya, criando um ambiente de paz, seus textos são altamente reflexivos e em muitos deles, cheguei a achar que fala de si próprio, mas acabei compreendendo que como disse uma das comentadoras anteriores, é porque somos mesmo todos iguais e com as mesmas necessidades, mesmo que muitas vezes a gente não queria admitir!

BEIJOS ENORMES!

TUA FÃ E LEITORA ASSIDUA,

Rubens Ferreira da Silva disse...

Meu querido e amado amigo escritor, desde que comecei a ler seus textos, minha vida mudou muito.
Compreendi que a maneira como eu agia e me comportava para com as pessoas e para comigo mesmo estava totalmente errada e agradeço o beneficios que isto tem me trazido a você, uma pessoa iluminada e com uma capacidade só sua de poder enxergar a gente por dentro, mesmo sem nos conhecer pessoalmente!

Amo o que voce escreve e não deixo por nada o prazer de poder vir ler seus contos que para mim, tem muito de você.

Abração!

Edineyde disse...

Sempre que saimos para almoçar, eu minhas amigas passamos numa lan house para poder ler seus contos e é sempre algo indescritivel ver que neles a gente sempre encontra um pouco de nós mesmas.

Sou apaixonada por seus contos e pode ter certeza de que mesmo não comentando sempre, leio um por um, semana após semana e muitas vezes releio de novo porque me fazem muito bem!

Malu disse...

Cada vez te admiro mais... Lindo!
Não te convido pra ir a minha casa..pq ela esta um pouco desarrumada!
Meus pensamentos estão confusos.
Fiz um pausa!
bjs!

Adoro vir aki!

Neide G. Munhoz disse...

Acho que todos nós temos receio de tomar atitudes que possam nos causar alguma mudança não grata em nossas vidas e por isto nos acomodamos e deixamos a vida passar.
Pena que seja assim, porque quando vemos, nosso tempo acabou e vivemos uma vida inteira nos resguardando a troco de nada.

Belissimo e profundo!

Parabéns!

Teresa Bertoldi H. Munhoz disse...

Viver é correr riscos,é arriscar, é ter coragem de tomar uma atitude para alcançar nosso objetivo.
Ser acomodado dá uma impressão errônea de segurança, mas na verdade ser assim é deixar de viver.
Adorei a alusão!

bjs!

Silvia Maria Gurgel disse...

Comodismo é morte em vida, ter coragem de correr riscos é viver...

Adorei a atitude de Lipe e queria muito ser assim!

Beijos e meus parabéns pelo texto perfeito para refletir.

SONIA disse...

Parabénsss...!!!
Você escreve muitooo...!!!
Isso é uma dádiva!!!
Quem luta sabe o valor dos sonhos.
Bjsss...milll

Anônimo disse...

An Unreleased Lady GaGa Song was Unsealed this afternoon with no traces of where it was found.
Some say that it was found in GaGa's Record Label's headquarters.

More info at http://ladygagaunreleased.blogspot.com

Free Download of the single at http://tinyurl.com/gagaunreleased