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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

ESPERANDO POR VOCÊ...


Hoje me deparei comigo mesmo a indagar de quem foi a culpa de eu te amar tanto assim, quem ou o que, teria sido responsável por uma paixão assim como a que sinto por você meu amor.

Sigo à procura através de inúmeras hipóteses, mas a cada segundo que passa torna-se mais difícil encontrar a resposta.

Teria sido por culpa da Primavera que enche os campos de flores, transformando tudo num mundo de cores e perfumes, fazendo com que os animais façam dela a estação do amor?

Seria por acaso culpa da brisa que afaga os galhos das arvores, acariciando as folhas num suave vai e vem, num movimento mágico que nos leva a meditar sobre tudo que nos rodeia e a profundidade de nossa existência?

Não sei dizer, porem chego a crer que o culpado foi o Verão que aquece a tudo e a todos com a ajuda do astro rei, fazendo com que até mesmo os corações mais duros se emocionem com o sol, que irradia sua luz e calor, fazendo possível a vida em nosso planeta, um lugar carente de carinho, amor, amizade, compreensão e afeto e quando o Verão o aquece, a vida acontece, nas praias, nos campos, onde quer que ele se faça presente e mesmo atuando de formas diferentes dependendo do lugar onde ele alcance, ele é efetivo na preservação da vida, do amor, da luz.

Ou quem sabe o culpado seria o Outono que com seus ventos mais fortes carrega consigo as folhas mortas que caem dos galhos da arvores e são levadas para longe, para lugares onde possam servir de alimento para a terra, num ciclo eterno de renovação através da morte, permitindo que o milagre da vida possa continuar a existir e que dele possamos sempre fazer parte não é mesmo ?

Talvez não, talvez o culpado tenha sido o inverno que cobre os campos e lagos com uma névoa fina, fazendo com que o ar fique frio, que as plantas se retraiam temporariamente neste período, dificultando a alimentação de muitos animais, mas fazendo com que as aves façam anualmente uma viagem, para bem longe, para lugares onde possam encontrar alimentos, calor, que possam fazer amor, procriando e preservando suas espécies instintivamente, mas com prazer e alegria de estarem vivos.

É difícil dizer de quem efetivamente foi a culpa, mas ainda cogito em outros suspeitos e ainda há muita razão para desconfiar de outros que possam ser culpados.

Teria então sido por causa da Lua, que em noites claras ilumina os campos fazendo com que pareçam estar cobertos por uma chuva de prata, trazendo com sua luz a ternura e o amor para os momentos mais intimos dos namorados?

De certa forma, chego a pensar também que foi por culpa das sombras das arvores que dão abrigo àqueles que caminham longas distancias e precisam de um lugar fresco para descansar, um lugar onde possam dormir ouvindo os pássaros cantarem e os grilos emitindo seus sons que nos trazem paz e meditação, porque não ?

É realmente engraçado como fico confuso para encontrar esta explicação que tanto procuro, pois, quando vejo o movimento das ondas beijando eternamente as areias das praias, num vai e vem que lembra os movimentos do amor, não consigo deixar de pensar que elas possam ter sido as culpadas por eu te amar tanto assim.

Contudo, no meio de tantas conjecturas, em meio a tantas duvidas e suspeitos, ao ver uma tarde ensolarada de primavera, onde o sol brilha suavemente, cobrindo tudo com sua luz e seu calor ameno, tendo como plano de fundo um céu de extremo azul, com uma bandeira nacional, tremulando no alto, ao compasso de uma brisa suave, como aconteceu no dia em que nos encontramos pela primeira, perecendo estar comemorando nosso encontro, aí sim, quase chego ao final de minha procura, de minha busca do culpado pelo meu amor por você, mas ainda não, ainda não sei com certeza se esta seria a verdadeira razão.

Lembro de seus beijos, seus abraços, seus toques que me levam à loucura, do calor de teu corpo junto ao meu, da maneira que você me olha nos olhos quando estou sobre você em nossos momentos de amor, de como nos encaixamos, como nos completamos em todos os sentidos, fazendo com que nossos lados racionais e emocionais percam a razão de existir, fazendo com que todas as regras criadas pela sociedade já não mais sejam um peso que paira sobre nossas cabeças, pois em nosso momento de amor, só o que nos importa é amar, simplesmente, naturalmente como estava escrito em algum lugar que assim deveria ser e nestas lembranças de nós dois juntos perco a noção da procura, dos suspeitos por terem me levado a te amar tanto assim, porque nestes momentos de recordação, sinto em mim uma imensa falta de ar, sim, porque estou longe de você e eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia.

Já cansado de tanto procurar, de tanto indagar pelo culpado ou responsável por tudo isto que esta acontecendo conosco, pelo amor intenso e profundo que sinto por você, pela ternura e carinho infinitos que você me desperta, Deus em sua eterna sabedoria, me diz, lá no fundo do meu coração, que a resposta é, pura e simplesmente, porque a natureza, assim como eu, estava o tempo todo esperando por você...

Te amo, simplesmente, naturalmente e ponto final.


Autor: Jose Araujo

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